100 anos da União Feminina de Schoenstatt

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Chegou o grande dia jubilar!

Valda Perez – Há cem anos, em 8 de dezembro de 1920, duas jovens se consagram à MTA, Gertraud von Bullion e Maria Christmann. Nesse momento, nasce a União Apostólica Feminina de Schoenstatt. Uma comunidade que, muitas vezes, se mantém no silêncio, mas, segundo nosso Pai e Fundador, Pe. Kentenich, é de grande importância para a Obra de Schoenstatt. Ele disse em 1950:

Comecemos uma nova marcha triunfal

“Minhas queridas Unionistas. Já faz muito tempo que não uso mais esta expressão familiar, com este calor, como antigamente. Quase dez anos! Certo é que, de vez em quando, nós nos encontrávamos rapidamente. No decorrer destes dez anos, sobraram muitas tempestades pela terra, muitas ventanias sacudiram a árvore da nossa Família. E, por um tempo, teve-se a impressão que nós, o membro mais velho da Família feminina, não tivéssemos tanta força de vida para vencer toda a dureza e dificuldade. Do nosso regaço surgiram dois Institutos, as Irmãs de Maria e as Senhoras de Schoenstatt. Quase pareceu que com isso, nós já tínhamos cumprido o objetivo de nossa vida – assim como uma mãe que dá a vida a seus filhos, cuida deles desinteressadamente e, quando cumpriu a sua missão, desce ao sepulcro.

Eu digo: parecia assim. Mas, o nosso Encontro de hoje prova de que não é assim. Evidentemente, a União tem em si uma força de vida imortal. Mais ainda: Creio que, também na Família total não se pode esquecer a necessidade da existência do Ramo mais antigo da nossa Família feminina, uma necessidade que se desdobrou cada vez mais forte, até que nós nos reunamos e apareçamos novamente no palco e – se Deus o quiser – comecemos uma nova marcha triunfal.”  [1]

Assim a história foi se repetindo e várias décadas se passaram. A Comunidade chega aos 100 anos de vida. Nossa história é uma parte da história da Família de Schoenstatt, por isso, hoje, a festa é de toda Família e as graças jubilares também são de toda Família.

É Deus quem chama

Muitas foram as mulheres que viveram sua vocação em nossa Comunidade e ali se realizaram. Deram suas vidas pela Igreja, por meio de Schoenstatt. Isto continua até os dias de hoje. Sandra Féres, Araraquara/SP, nos diz o que a União trouxe de valor à sua vida:

“Em 2000, comecei minha caminhada na União Feminina, pois queria algo a mais para minha vida. A cada ano, foi crescendo em mim o desejo de ser uma leiga consagrada e foi se tornando uma experiência muito boa. Hoje, vejo que grande tesouro Deus traçou para mim e essa consagração dentro da União me fez ver uma eleição por parte Dele. É Ele quem chama, quem toma a iniciativa de convidar: ‘Chamei-te pelo nome és minha.’

Como leiga consagrada, tenho uma rotina de oração (um tempo específico para Deus e para fortalecer meu amor esponsal), estudo e trabalho. O valor para mim está nas pequenas coisas, em querer estar em comunidade, viver a vida fraterna e a unidade com aquele que está ao meu lado. Tem uma frase do Pe. José Kentenich, Fundador do Movimento de Schoenstatt, que gosto e me inspira muito no meu dia a dia: ‘O sentido de minha vida cristã é buscar a Deus, voltar para Deus, caminhar rumo ao Pai’. E tudo isso eu encontrei dentro da Comunidade da União Apostólica Feminina de Schoenstatt que tanto amo. ”

Sempre Maria

Como União Feminina, somos uma comunidade que vive no meio do mundo, aspirando ser sempre Maria, onde estivemos. A missão que Deus nos deu, conforme nosso Pai e Fundador nos confiou, é de ser FAMÍLIA DO PAI,  EM LIBERDADE E MAGNANIMIDADE PARA A IGREJA. Cultivamos um amor especial ao Espírito Santo, pois dele dependemos para vivermos e cumprirmos nossa missão no meio do mundo.

Salete Schiavo, Caieiras/SP,  nos fala sobre o papel da Unionista para o mundo: “Ser alegre, prestativa, ouvir e ser atenciosa com quem está próximo de nós ou nos procuram no dia a dia”.

O caminho de santidade para a mulher de nosso tempo

E Joelma Melo (Rio de Janeiro/RJ) também relata o que é, para ela, ser Unionista no meio do mundo: “É revelar que o caminho da santidade, para a mulher na era moderna, não está predeterminado pela vida matrimonial ou em uma comunidade fechada. O chamado do Pai, para a vida segundo os Conselhos Evangélicos, não separa a mulher do sonho de realizar-se profissionalmente, de ser fermento na massa. É a Unionista que apresenta ao mundo que a mulher livre interiormente sabe ouvir a voz de Deus e dizer um sim corajoso a vocação consagrada no meio do mundo. Um caminho difícil, que exige perseverança, cultivo da vida interior e audácia para enfrentar preconceitos e indiferença, mas que é repleto da paz dos que se encontram com Jesus. ”

Hoje expressamos nossa gratidão por estes cem anos de vida e pela presença do Espirito Santo a cada dia em nossas vidas:

Por tudo, tudo, cordialmente eu agradeço, 

Com íntimo amor, ó Mãe, a ti me enlaço.

O que teria sido de nós, sem ti,

Sem o teu cuidado maternal?!” [2] 

Pedimos a Mãe de Deus, que está sempre diante de nós como Mãe de Cristo, como Mãe da Igreja, que ela continue, neste novo século, nos formando e nos moldando em pequenas Marias, que servem maternalmente, com responsabilidade apostólica, ajudando a todas as pessoas que nos são confiadas na Igreja, em Schoenstatt e em nossa Família da União.

Que o lema que impulsionou o início da União Apostólica e que Gertraud von Bullion viveu intensamente, possa continuar nos inflamando neste novo século:

Caritas Christi urget nos! (O amor de Cristo nos impulsiona!)

——

[1] Conferência do Pe. José Kentenich para as Unionistas, 26 de dezembro de 1950.

[2] Rumo ao Céu – Por tudo eu te agradeço – p.. 161

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