31 de maio: Os fatos se entrelaçam

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Ir. M. Jimena Alliende, num relato, explica como, na história de Schoenstatt, todos os fatos se entrelaçam, e aplica isso no contexto do III Marco da História, conhecido como 31 de maio:

É perigoso ficar preso ao marco de 31 de maio dentro de uma estrutura conceitual. É preciso analisar o contexto do marco. Ele não pode ser separado de 18 de outubro de 1914. Há um enlace entre a experiência do Pai e Fundador, Pe. José Kentenich, em Dachau e um Schoenstatt internacional, que sai de Vallendar e atravessa a África e a América.

Pe. Kentenich era um tateador do plano de Deus. Ele observou os processos, observou o que Deus havia escrito, em linhas coerentes de um itinerário. Ele não planejou num escritório a expansão dos Santuários Filiais. A iniciativa original foi das Irmãs de Maria, da Província Nazaré, em Nueva Helvetia, Uruguai, em 1943.

A rede subterrânea de graças (que flui do Santuário Original para os Santuários Filiais) foi uma constatação de fé. Quando ele (Pe. Kentenich) se convenceu de que este era o plano de Deus, disse: “A partir daqui (Santuários Filiais), a corrente de graças recebidas de lá deve retornar ao Schoenstatt Original”. Ele falou de uma “corrente” que vem e que vai. A palavra “contracorrente” é enganosa. Não é “contra”, mas, é uma retroalimentação criativa e criadora, é reciprocidade. A rede de vínculos pessoais não pode ser compreendida sem um local onde os eventos ocorrem. A rede de Santuários Filiais é uma singularidade do dia 31 de maio.

Por que esse marco, no Santuário Cenáculo, em Bellavista/Chile?

Os acontecimentos foram confirmando a intenção de Deus. O contato com os latinos permitiu ao Fundador verificar que, na América, ele estava pisando em terreno adequado. Ele ficou impressionado com o lugar que Maria ocupava (no coração dos latinos). A adesão dos palotinos a Schoenstatt foi a chave, a partir da qual ele leu os planos de Deus.

Ele explica isso claramente em várias ocasiões e afirma que é decisivo o protagonismo do Espírito Santo. Sua ação marca um “Schoenstatt em saída”, um Schoenstatt “em modo de cruzada”… Mas, o Espírito Santo em comunhão com o Filho e o Pai no céu. Um Espírito que reproduz o primeiro Cenáculo, onde eles eram “um só coração e uma só alma”, unidos a Maria. Há uma abundância de sinais que mostram esse processo e sua certeza.

Já antes de iniciar suas viagens, em 1947, Pe. Kentenich ousou dizer, ao Papa Pio XII, que ele poderia contar com Schoenstatt, para a vida de uma Igreja formadora de cultura. Uma declaração ousada, um passo ousado. Assim, logo após o limiar de 20 de janeiro – tinha passado só um ano de sua libertação de Dachau – ele deu o passo para colocar Schoenstatt diante da Igreja.

Uma rede de pensar, amar e viver orgânicos

Isso tem a ver com a singularidade do santuário Cenáculo, no qual ele nomeia Maria como Educadora dos povos. A partir do Santuário, deve surgir uma maneira diferente de venerar a Virgem Maria. Uma forma que é desencadeada pela Aliança de Amor e se enraíza em um lugar e em uma rede de lugares! Onde o peregrino se sente “em casa” e decide armar sua tenda.

Desencadeia-se a dinâmica de uma Aliança que gera mudanças na pessoa, a graça da transformação. Uma Aliança que não se limita a uma experiência pessoal, íntima, secreta, mas uma Aliança que se expande para uma rede de santuários: do coração, do trabalho, do lar….

31 de maio é uma “rede” do pensar, amar e viver orgânicos. É estar entrelaçado com as cordas dessa rede. Na realidade, cada filho da Aliança é uma corda dessa rede lançada ao mar para pegar peixes. O dia 31 de maio é vivência e é envio.

 

Fonte: schoenstatt.com

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