70 anos da União de Famílias – Parte I

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Um pouco de história

Olindo e Marilene Toaldo – Estamos em meio a uma pandemia que afeta a humanidade inteira, que acarreta tantos problemas, preocupações e impõe limites à vida e à ação das pessoas. Isso nos permite fazer uma analogia com as dificuldades vividas nos inícios da história de Schoenstatt. Afirma-se, com razão, que Schoenstatt é filho da guerra. Na verdade o período principal em que nasceram e se desenvolveram o Movimento e a maioria de suas comunidades acontece durante as duas grandes guerras mundiais e no espaço de tempo imediato. Tempo de guerra é tempo de grandes dificuldades, de riscos, de carências e limitações de toda ordem.

Dificuldades são tarefas

Lembremos o momento da Fundação, em 18 de outubro de 1914, nos inícios da guerra que roubava à Congregação Mariana suas melhores lideranças (os jovens em idade de prestar o serviço militar), o que faz o diretor espiritual exclamar: “Existem apenas ruínas da nossa florescente Congregação!” [1]. Acrescente-se a precariedade de instalações, o frio e a fome no Seminário.

Na sequência, o Congresso de Hoerde não pode ser realizado junto ao Santuário Original em virtude das restrições impostas pelas forças de ocupação. Mesmo assim, em situações muito difíceis, a começar pelo deslocamento dos congressistas de suas regiões de residência, dada a fragilidade dos transportes em uma Alemanha destruída, eles venceram-nas e realizaram o encontro, impulsionados pelos ideais que os moviam. Sob a inspiração do Pe. Kentenich, fundaram a União Apostólica, primeira organização do Movimento de Schoenstatt.

E as famílias?

O nosso Pai e Fundador viu, já no final da década de 1920, que a questão central da situação social residia na família. Por isso os membros do Movimento deveriam empenhar-se na renovação da célula-mãe da sociedade. Em 1933, no Curso Pedagogia Mariana do Matrimônio, Pe. Kentenich proclama a necessidade de criar “um movimento em favor do matrimônio católico” [2].

Em Dachau, o Fundador, guiado pela fé prática na Divina Providência, realiza o sonho de fundar a Obra de Famílias, em 16 de junho de 1942, naquelas condições perigosas e precaríssimas.

Continua…

 

 

[1] Documento de Fundação, n.4.

[2] Pedagogia Mariana do Matrimônio, p. 53.

 

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