A Adoração Perpétua na Obra de Schoenstatt

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Na Noite Santa do Natal, em 1929, o Pe. José Kentenich abriu as portas do tabernáculo para a “adoração perpétua”

Ir. M. Lucinda Schüpper – Há mais de 90 anos a Obra de Schoenstatt mantém um círculo de adoração perpétua a Jesus Eucarístico. A comunidade das Irmãs de Maria de Schoenstatt garante essa adoração, além disso, conta com a colaboração de um grande círculo de leigos adoradores. Ao longo das últimas nove décadas, 24 horas por dia, Jesus teve a companhia dos filhos de Schoenstatt.

 

Contexto histórico

Desde as origens da Obra de Schoenstatt, os jovens congregados já cultivavam grande amor à Eucaristia. Prova disso é a seção eucarística que eles formaram. Quando, em abril de 1914, foi fundada a Congregação Mariana no seminário, já havia nela uma seção missionária e outra eucarística.

Em 1926, foi fundado o Instituto das Irmãs de Maria de Schoenstatt e, desde o começo, a adoração ao Santíssimo era uma corrente muito forte. Chegavam também muitos romeiros a Schoenstatt e vários deles deixavam as suas intenções para oração; outros as enviavam por escrito. As Irmãs levavam isso muito a sério e as incluíam nas suas orações, junto ao trono da Mãe no Santuário. A Mãe de Deus conduziu as suas filhas sempre mais profundamente a Jesus. Desde 13 de janeiro de 1927, 12 Irmãs de Maria se revezavam a cada hora, no Santuário, entre as 7 e as 19 horas. Não demorou até que se tornasse mais forte o impulso de se rezar também durante a noite.

 

Irmãs Adoradoras

Dentro do Instituto das Irmãs de Maria já havia uma corrente que aspirava formar uma comunidade de Irmãs Adoradoras, como existe em outras congregações religiosas apostólicas.

Em 1928, o Santuário Original foi arrombado duas vezes, por isso, a partir de novembro desse ano, o Santíssimo era levado, no período da noite, para a casa das Irmãs. Ali, elas faziam adoração durante quase toda a noite. Na Noite Santa do Natal de 1929, atendendo aos muitos pedidos das Irmãs de Maria, o Pe. José Kentenich abriu as portas do tabernáculo, no Santuário Original, para a “adoração perpétua”. Desde então, durante 24 horas, em cada dia, há uma Irmã de Maria em adoração a Jesus.

Em 6 de janeiro de 1934, realizou-se a fundação da Comunidade de Adoração das Irmãs de Maria de Schoenstatt, exatamente quatro semanas depois das primeiras missionárias serem enviadas à África. Isso porque adoração e missão (apostolado), profundidade e amplitude devem estar juntos e se complementar.

 

Há quase cem anos, em adoração ininterrupta

No Natal celebramos o surgimento da adoração perpétua em Schoenstatt. Esta corrente expandiu-se, entretanto, em nossa Família de Irmãs e em toda Obra de Schoenstatt. Hoje temos pequenas comunidades de Irmãs Adoradoras em vários países: Polônia, Estados Unidos, Chile, Argentina, Brasil (em Santa Maria/RS e Atibaia/SP), além da Comunidade maior de Adoradoras em Schoenstatt. Também nos outros ramos e comunidades da Obra de Schoenstatt existem círculos de adoração, os quais apoiam as ações apostólicas da Família de Schoenstatt e de toda a Igreja, intercedendo a Deus graças e o auxílio para que muitos corações de abram para o amor de Deus.

 

Foto: Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt (s-ms.org)

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