
Conversamos com o Pe. Alexandre Awi, Presidente da Presidência Internacional da Obra de Schoenstatt, sobre os dois eventos realizados em Santa Maria/RS, o Congresso Acadêmico sobre João Luiz Pozzobon e a Celebração Jubilar Internacional, dos 75 anos da Campanha da Mãe Peregrina. Usamos algumas informações nas notícias sobre os eventos, mas, vale a pena ler na íntegra.
Qual é a contribuição desses dois eventos, para esse tempo de Inteligência Artificial e de tanta polarização política?
A contribuição destes eventos aqui em Santa Maria é no sentido de tornar mais consciente a contribuição que podemos dar como família de Schoenstatt, como Movimento Apostólico de Schoenstatt, para a Igreja e a sociedade.
Sabemos que há muitas dificuldades hoje na sociedade, estamos vivendo tempos difíceis, mas ao mesmo tempo também desafiadores, em que a inteligência artificial e tantos outros meios modernos nos ajudam a contribuir também com a sociedade. Eu não vejo só como algo negativo, mas como algo positivo o fato de que as tecnologias avançam e justamente devemos usá-las para a evangelização.
João Pozzobon respondeu às necessidades do seu tempo e, hoje, nós somos chamados a responder às necessidades do nosso tempo, não polarizando, neste mundo em que está tudo muito dividido, polarizado. Nós somos chamados pelo evangelho a construir a unidade e é isso que Pozzobon fez também. Ele unia ricos e pobres, unia as religiões, não dividia as pessoas, mas justamente estava ao serviço delas.
Nós também, no mundo de hoje, com as tecnologias que temos, podemos justamente ajudar, por meio das redes, para a evangelização, seja potenciando a nossa evangelização, a partir da inteligência artificial, ou que sejamos capazes de aproveitar os meios modernos para continuar com a nossa missão.
Eu acho que esses dois eventos nos trazem esse entusiasmo, essa consciência de que a nossa missão é para hoje, é para esse tempo, e que as graças e o impulso do espírito que o Pozzobon recebeu no seu tempo, hoje também estão reservados para nós, os continuadores dessa campanha.
Na sua opinião, qual é a maior contribuição do Venerável João Luiz Pozzobon para a Obra de Schoenstatt?
A maior colaboração é justamente esse espírito de uma Igreja em saída, de um Movimento Apostólico de Schoenstatt, que nasceu missionário e que tem que permanecer missionário. É essa certeza de que o amor a Nossa Senhora, à nossa Mãe, a Aliança de Amor com ela, é capaz de nos mobilizar interiormente para uma grande missão.
De fato, João Luiz Pozzobon é o responsável da maior interna internacionalização da Obra de Schoenstatt. Graças à sua ação, à Campanha que ele iniciou no espírito de Schoenstatt, o Movimento se tornou conhecido em muitos países. Em mais países, inclusive, do que aqueles em que nós estamos com os nossos ramos.
A contribuição que ele tem dado é justamente essa internacionalização. A capacidade de chegar a todos os âmbitos da Igreja e da sociedade, especialmente esse compromisso com as paróquias, o compromisso com a evangelização, muito enraizada nas próprias dioceses. Eu acho que essa também é uma contribuição muito importante que João Pozzobon tem dado e vai continuar dando para o nosso Movimento e a sua beatificação só vai acentuar essa experiência.