A Economia de Francisco: Schoenstatt presente!

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(Foto: Reprodução de vídeo, jovensconectados.org.br, 12.10.2018)

 

Um jovem do Brasil neste encontro convocado pelo Papa

Karen Bueno – Começa nesta quinta-feira, 19 de novembro, o Seminário Internacional “A Economia de Francisco”. Partindo de um convite do Santo Padre, este evento tem como protagonistas jovens economistas e empresários de todo o mundo. O encontro se realizará online, de 19 a 21 de novembro, com participação virtual do Papa Francisco no final dos três dias.

A proposta desse grupo de jovens é refletir juntos para a transformação da economia atual e dar alma à economia do amanhã, buscando caminhos mais justos, inclusivos e sustentáveis. Na carta dirigida aos jovens participantes, o Pontífice indica o caminho do modelo econômico a ser construído: “uma economia diferente, que faça as pessoas viverem e não mate, inclua e não exclua, humanize e não desumanize, cuide da criação e não a deprede”. Um novo modelo econômico, portanto, “fruto de uma cultura de comunhão, baseada na fraternidade e na equidade”.

Mais de 3 mil jovens, de 120 países dos cinco continentes, participarão, debatendo temas como trabalho, finanças, educação, inteligência artificial, entre outros. Do Brasil, o jovem Lucas Galhardo, da Juventude Masculina de Schoenstatt de Caieiras/SP, participa desse encontro e nos conta mais detalhes:

 

Por que esse seminário é importante?

Primeiro, eu acredito que a Economia de Francisco deixou de ser apenas um seminário, pois tem se espalhado no mundo e atingido cada vez mais pessoas que desejam um mundo melhor, uma economia mais justa e a serviço de todos. Eu vejo que a Economia de Francisco é um grande impulso, uma semente lançada no mundo para incentivar todas as pessoas de boa vontade a agirem e se conectarem umas com as outras neste propósito. Acredito que é uma longa jornada, porque eu entendo que economia é reflexo de cultura e comportamento, e quando se trata de mudança cultural ou comportamental é sempre um processo lento e trabalhoso que precisa ser percorrido. Por isso vejo a EoF como um grande impulso para percorrer esse processo.

 

Seu campo de estudo não é a área de Economia; de onde vem o interesse e por qual motivo se dá sua participação no Seminário? Vai representar algum grupo?

A história é a seguinte… Em maio de 2019 fui convidado pela minha universidade (FEI) a fazer uma breve participação em um Seminário sobre o Futuro do Trabalho. Este seminário foi organizado pela ADCE-SP (Associação de Dirigentes Cristãos de Empresas da cidade de São Paulo) e contou com a participação do secretário do Dicastério para o Desenvolvimento Humano, que veio oficializar o lançamento do livro “A vocação do líder empresarial”. Foi um seminário de dois dias e minha participação tratou de apresentar um pouco sobre os jovens e o futuro do trabalho com uma visão do Sínodo de 2018 sobre “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. Ao final do evento, fui convidado para auxiliar a ADCE a formar o grupo jovem da associação, que visa difundir os valores cristãos no mundo empresarial, e também difundir e formar jovens que desde cedo vivam e trabalhem esses valores em suas vidas. Achei bem interessante a proposta e decidi dar minha contribuição nesta jornada onde venho aprendendo muito. Quando fiquei sabendo da Economia de Francisco pela primeira vez, fiquei super feliz com a iniciativa, mas não pensei em participar, porque achava que era um evento apenas para economistas e estudiosos do assunto. Até que em uma reunião da ADCE, no fim de 2019, surgiu o tema e o incentivo a participar, e então fui pesquisar mais sobre o evento e senti que poderia ser uma oportunidade especial de aprendizado. A inscrição era dividida em categorias, e a categoria que me inscrevi foi “Global and Local Ghangemakers”, a tradução seria como “Agentes de mudança”, e após aguardar o retorno do comitê organizador fui aprovado para participar. Eu me considero representando toda a minha história, inclusive o Movimento de Schoenstatt, mas como associação oficial para a inscrição participo representando a ADC-SP, que é filiada à Uniapac.

 

Como esse encontro foi preparado? 

Inicialmente o evento seria presencial, durante três dias, em março de 2020; depois foi adiado para os dias 19, 20 e 21 de novembro de 2020 no modo presencial também, entretanto, com a situação que enfrentamos, o evento será mantido nestas datas de novembro, mas será online. Por se online, incentivo muito a todos os que se interessarem sobre o assunto a se sentirem super convidados a assistir as transmissão do evento que forem disponibilizadas e também dos chamados “Hubs”, que são como bases locais da Economia de Francisco ao redor do mundo. Por um lado essa oportunidade do evento online aumenta o alcance às pessoas que desejam se juntar a essa iniciativa. Para se inscrever no evento era necessário escolher uma, entre doze, das chamadas “Vilas Temáticas”, e cada vila vem trabalhando online com seus inscritos. E neste tempo, vários trabalhos legais vêm sendo desenvolvidos, como seminários online, reflexões, desenvolvimento de projetos, conferências, etc., sobre os diversos temas das doze vilas. A vila que eu estou participando se chama “Vocação e Lucro”. O foco agora é a preparação para o evento central nos próximos dias.

Você encontra informações atualizadas sobre este seminário no site francescoeconomy.org ou no vaticannews.va/pt

 

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