Tempo de viver como filho

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Parte 3 – Padre Kentenich nos ensina a viver o Advento

 

Ir. M. Inácia Bett – Pe. Kentenich indica caminhos de preparação ao Natal, dizendo que o mais belo que Deus nos deu, como Família de Schoenstatt, é a singela fé na Divina Providência. Como famílias genuinamente cristãs, precisamos dar muita importância a uma singela fé na Providência. O motivo mais profundo para isto é a verdade de que, a graça da filiação recebida no batismo é graça de filialidade ou de espírito filial.

Olhemos ao presépio! O Advento quer novamente despertar o nosso anseio. Ele quer recordar-nos que devemos ser filhos de um anseio muito profundo. Quer conscientizar-nos mais profundamente da grande distância existente entre o ideal e a realidade.

“Aquele que sou saúda tristemente aquele que eu deveria ser”.

Temos diante de nós a imagem do que gostaríamos de ser. Assim como sou, com todas as minhas fraquezas, saúdo tristemente aquele que eu deveria ser. Assim estamos diante de nosso Ideal Pessoal e o Ideal de nossa Família. No tempo do Advento, deveríamos ver nosso Ideal Pessoal ou o Ideal da Família nesta nova luz. Seria esta uma forma de saborearmos o Advento de maneira indizivelmente profunda.

Levar a sério o ser e viver como filho

Sê acredito na autenticidade das palavras de Jesus, então devo prestar-me conta a respeito, devo poder dar uma resposta à pergunta: Está a filialidade contida no meu Ideal Pessoal e no Ideal da Família? Aspiro conforme a grande ideia: tornar-me obra e instrumento nas mãos da Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt?

Se a Família total e cada um de seus filhos não for obra da Mãe Três Vezes Admirável, então Schoenstatt também não é nossa obra. Percebemos que aqui existe forte dependência e vinculação filial. E podemos apalpar com as mãos esta dependência.

Schoenstatt é filho da Mãe de Deus e, consequentemente, também do Pai. Quem compreende profundamente o espírito de Schoenstatt, compreende também o espírito da filialidade. É como se expressou, certa vez, um Bispo: “Schoenstatt não perecerá enquanto permanecer fiel às palavras: ‘Servus Mariae nunquam peribit'”. Um servo de Maria não perecerá! Um filho da Mãe Três Vezes Admirável não pode perder-se. Poderá, de vez em quando, ser bem sacudido, mas não se perderá. Precisamos, então, fazer-nos algumas perguntas e dar-nos mesmos as respostas: é minha atitude em relação ao Pai e à Mãe, singela e filial?

Duas palavras gravam profundamente em nós a importância do tornar-nos criança, do ser filial. Queremos novamente interrogar a Jesus e recolher tudo o que Ele disse a respeito do tornar-se criança, na ocasião em que proclamou a grande lei do Reino dos jovens e das crianças.

Vejamos. Ele está cansado, fatigado! Algumas mulheres se aproximam. Elas amam Jesus, estão cheias de entusiasmo por Ele e têm um grande desejo: que sua mão repouse sobre a cabeça de seus filhinhos, abençoando-os. Elas nem pensam no cansaço de Jesus. Apenas ali chegara e já vêm ao seu encontro com seus filhos. E os apóstolos, como pessoas razoáveis, acham que devem proteger Jesus. Mas Ele lhes diz: “Deixai vir a mim estas criancinhas…” (Mt 19,14).

Para refletir:

Como o ser filial está expresso em meu Ideal pessoal e Ideal de família (Santuário Lar)?

  • Ir. M. Inácia Bett é responsável pelo Secretariado pela Beatificação do Fundador e de Ir. M. Emilie, em Atibaia/SP

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