Aliança de Amor: Uma Mãe, um carisma e uma missão

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Foto: sch.com

Pe. Humbert Vonlanthen* – De um pequeno grão de trigo, surgiu Schoenstatt, uma Obra da Providência Divina de abrangência mundial, que se comprovou em duas guerras mundiais, sobreviveu intacta à perseguição e aos campos de concentração do regime nazista, enfrentou destemidamente as provações pela Igreja e continuará a enfrentar todas as investigações críticas atuais. Uma missão profética deve passar pelo fogo da purificação e do esclarecimento, se quiser ser confirmada como um carisma dado por Deus para a Igreja – e isso pode ser doloroso.

Apesar de nossas fraquezas e falhas, podem encher-nos de modesto orgulho, mas honesto e, acima de tudo, de uma grande gratidão o que se alcançou, em muitos continentes, pelo nosso Movimento de renovação mundial em termos de vidas santas, de motivações sempre novas e criativas para a renovação, do surgimento de muitas comunidades espirituais e familiares de leigos e pessoas consagradas, mas também de iniciativas individuais corajosas e frutíferas. Somos gratos por tantas ações pioneiras e sem precedentes de João Pozzobon, Gertraud von Bullion, Beato Carlos Leisner, Mario Hiriart, Pe. Franz Reinisch, Ir. M. Emilie Engel e de várias comunidades em todos os continentes. É claro que isso sempre anda de mãos dadas com uma disposição constante para a conversão interior e a santificação de nossa vida diária.

 

Aliança de Amor: uma fonte de fecundidade

A Aliança de Amor está na origem da história de nossa Família e no poderoso crescimento e desenvolvimento do Movimento, com o objetivo desafiador de realizar o carisma que nos foi confiado por Deus, para o bem da Igreja e da sociedade, com o olhar sempre dirigido para o futuro. A “Aliança de Amor com Maria”, elemento fundamental da espiritualidade de Schoenstatt, cresceu a partir da teologia da aliança judaico-cristã, que pode ser descrita como a chave para a compreensão de toda a ação e obra de Deus no mundo e na vida de cada pessoa. Nada mais é do que um convite para levar a sério, de uma forma nova e original,  o testamento de Jesus, na cruz, e torná-lo fecundo em nossa vinculação pessoal com Maria, para a entrega a Jesus, ao Deus trino, mas em nosso serviço ao próximo.

Jesus, na cruz, diz a todos nós: “Eis aí a tua mãe!” Ele entrega-nos à sua Mãe: “Mulher, eis aí o teu filho/filha” (Jo 19, 26/27) Quem melhor do que sua mãe Maria para nos ajudar a crescer no vínculo pessoal de amor, confiança e fidelidade a Jesus, o Filho de Deus encarnado, que vence a dor e o sofrimento?

Quem quer que embarque no caminho espiritual da entrega pessoal e da vinculação a Maria, a Mãe de Jesus e de todos os cristãos, na verdade de todas as pessoas na Aliança de Amor, será atraído, cada vez mais e mais profundamente, para dentro de sua vivência da proximidade e na presença amorosa de Deus, também da missão de seu Filho, sob a ação do Espírito Santo.

 

Nosso carisma a serviço da Igreja e do mundo

“Maria conservava todas essas palavras, meditando-as em seu coração” (Lucas 2, 19). Maria reflete, vive e ama, na luz e no amor de Deus. Ela é a Mestra da contemplação. Contemplação para Santo Inácio de Loyola é “buscar e encontrar Deus em todas as coisas”, o que Pe. Kentenich chama de “fé prática na Divina Providência”. Ela também é Mestra na educação do “homem novo”, sobre qual é constituída a comunidade viva da Igreja.

Se todos nós, profeticamente – como Maria – nos empenharmos, sempre de novo, neste caminho, então, daremos à Igreja a coisa mais importante e decisiva de que ela precisa urgentemente: Uma experiência religiosa, que foi experimentada e comprovada muitas vezes em nossa Família, para reconhecer e cumprir a verdadeira vontade de Deus. Queremos e podemos dar esse carisma para a Igreja e o mundo. O jubileu de 75 anos do III Marco Histórico de Schoenstatt, em 31 de maio, também nos lembra dessa tarefa e missão que nos é dada por Deus.

É maravilhoso que estejamos viajando juntos, de todos os continentes, rumo a essa celebração. Dessa forma, possamos contribuir como “fermento” de uma Igreja sinodal renovada.

 

* Pe. Humbert é membro do Conselho Internacional da União dos Sacerdotes Diocesanos de Schoenstatt

Fonte: schoenstatt.com

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