Amar a Eucaristia, como o Pai amou

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“Nós vamos à missa para encontrarmos o Senhor ressuscitado, ou melhor, para nos deixarmos encontrar por ele” (Papa Francisco, audiência geral, 13.12.2017)

Que valor tem a Eucaristia em minha vida pessoal, em minha vida de Aliança? Essa é uma pergunta importante a se fazer pessoalmente – e ainda mais fundamental neste Ano Pe. Kentenich. Seguindo os passos do Pai, compreendemos a sua vida como um estímulo e inspiração para estar sempre perto de Jesus na Comunhão.

A Quinta-feira Santa, que marca o início do tríduo pascal, celebra a instituição da Eucaristia, o presente que é ter Jesus bem perto, como ‘carne da nossa carne’. O Pai e Fundador compara a Eucaristia com o alimento diário: “Vejam, a comida, não importa o que comamos ou bebamos, une-se à nossa vida. Há, portanto, uma unidade de vida que é assimilada à nossa natureza, à nossa própria vida. Na Sagrada Eucaristia há um processo semelhante, só que em ordem inversa. Aqui, nós é que somos assimilados, identificados e inseridos na vida de Jesus”.

Para o Pai e Fundador, a celebração da Santa Missa era o momento central do dia. Quem participava da Eucaristia com o Fundador, percebia claramente como ele se concentrava no essencial: Deus estava com ele; e ele com Deus! Esse fato o levava, quando era o caso, a adiar decisões importantes para a manhã seguinte, após a Santa Missa – como fez no dia 20 de janeiro de 1942, na prisão de Coblença.

Amar pelo servir

Outro ponto fundamental desta Quinta-feira Santa é o serviço: “Se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo para que façais a mesma coisa que eu fiz” (Jo 3, 14s). A atitude de serviço é uma continuação da Santa Missa no dia a dia, como acentua o Pe. Kentenich: “Somos apóstolos, missionários, quer estejamos a sós em nosso quarto ou junto com nossa família em casa, no trabalho ou em meio aos divertimentos que a vida moderna nos oferece. Em todas as situações, vale sempre o mesmo: a missa do dia deve se tornar a missa da vida! Sempre de novo vale a palavra: de uma missa para outra”.

Com esse mesmo amor que o Pai e Fundador se dirigia ao altar, podemos sempre de novo nos colocar na presença de Jesus. O Papa Francisco disse à Família de Schoenstatt que “quando celebramos a Eucaristia, celebramos a renovação da Aliança. Não só mimeticamente, mas de uma maneira muito profunda, muito real. É a mesma presença de Deus que renova a Aliança conosco”. A Quinta-feira Santa inicia esse caminho de renovação da Aliança na Páscoa.

 

 

 

Referências
Cristo minha vida – Textos escolhidos sobre Cristo
Pe. José Kentenich, Sermão para a Comunidade Alemã de São Miguel, em Milwaukee/EUA
12 de abril de 1964

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