Arte e Aliança: Missão de Evangelizar por imagens

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“O desenho, para mim, é como se fosse uma oração”.

Karen Bueno – Kit de aquarela, canetinhas coloridas, grafite, lápis de cor… são materiais simples que fazem parte do dia a dia escolar, mas que na mão de uma artista se tornam instrumentos preciosos de missão. Com cores e estilos variados, os Santuários e símbolos de Schoenstatt viram arte pela animadora Danila Ribeiro, de São Paulo/SP. Ao longo dos 20 anos em que ela está no Movimento, são diversos trabalhos criados com inspiração na MTA e na espiritualidade do Pe. José Kentenich.

Danila trabalha atualmente com animação infantil, produzindo desenhos para TV e cinema. Mas já fez diversos trabalhos de designer gráfico, layout de sites e muitos outros projetos no seu campo de atuação, na área de Mídias Digitais.

Ela pertenceu ao primeiro grupo da Juventude Feminina de Schoenstatt em São Bernardo do Campo/SP: “Nesse tempo de Juventude foi o período que mais fiz coisas para o Movimento. Tudo começou no pequeno: fazendo desenho das minhas irmãs de grupo, símbolos, coroas para os quadros da Mãe, lembrancinhas para encontros… Era tudo muito manual, não tínhamos tanto acesso ao computador. A partir de 2005 surgiram mais trabalhos feitos no computador e comecei a ir para outras áreas fora de São Bernardo: uma Irmã pedia um símbolo, um Padre pedia um desenho… e tudo começou a ampliar-se”.

Dentre seus trabalhos mais conhecidos estão as camisetas para a visita do Papa Bento XVI ao Brasil, em 2007 (amarela), e a camiseta da JMJ 2013 (vermelha), ambas adotadas pelo Movimento no Brasil. Também a edição infantil da Revista Tabor – a Tabor Kids – que acompanha a revista oficial do Movimento.

Mariengart

Nos últimos tempos um trabalho que ganhou acento como meio de evangelização foi o projeto Mariengart (Jardim de Maria), divulgado pelas redes sociais. Danila conta: “Em 2015 eu fiz um curso de arte para animação, no qual você aprende técnicas de pintura, de desenho e o professor nos incentivou a pensar como artistas. Isso caiu para mim como uma sementinha e me perguntei: Por que não melhorar a parte artística, o desenho e tudo mais, mas também fazer algo que eu gosto, que é desenhar para o Movimento? Aí fiz um Santuário, depois outro e outro… Então resolvi fazer o desafio dos 365 desenhos, um por dia”.

A ideia original de criar esses desenhos era o estudo, experimentar novas técnicas, pegar a aquarela e se arriscar: “Se você não reza todos os dias, vai perdendo o ritmo e chega uma hora em que não reza mais. O desenho é a mesma coisa e, para mim, é como se fosse uma oração. Comecei a perceber que toda vez que desenho algo, eu me aprofundo e entendo mais sobre aquilo. Então essa experiência com o Mariengart foi muito profunda como artista e também mais profunda com a Mãe de Deus. Você acaba entendendo que sua missão dentro de Schoenstatt, de repente, não é sair pelo mundo falando ou fazendo grandes gestos, às vezes ela está no pequeno, naquilo que é mais pessoal”.

Chegaram pedidos e mais pedidos de imagens durante o ano: “Não esperava toda essa repercussão; quando vi, tinham pessoas que acompanhavam os desenhos todos os dias. Comecei fazendo algo despretensiosamente e acabou se espalhando pelo mundo. Muitas pessoas, de vários países, me pedem desenhos e eu percebi que posso fazer um apostolado mais abrangente”.

Mais do que aprimorar as técnicas, os trabalhos têm como finalidade inspirar: “O mundo hoje é muito visual, então se você escreve um texto e não tem uma imagem, não chama a atenção das pessoas. Uma imagem bem feita é um chamativo para um texto, para uma palestra. Entendo as imagens que estou fazendo como peças para ajudar na evangelização. Vejo que alguns compartilham e ganham muitas curtidas, outros acrescentam alguma mensagem. É como um banco de imagens para ajudar as pessoas a evangelizarem”.

Uma curiosidade dos 365 desenhos é a data: “Comecei o projeto do Mariengart no dia 22 de maio, o dia de gratidão pelo recebimento do Santuário Original. Quando chegou setembro, tive a confirmação de que estava grávida e fiquei preocupada se conseguiria terminar o projeto. No dia 22 de maio de 2017 acabou o desafio e no dia 23 minha filha nasceu. Foi um presente da Mãe de Deus, fiz um ano de desenhos para ela e ela me presenteou uma filha no dia seguinte. Parece que foi uma mini-missão”.

Para conhecer os trabalhos acesse facebook.com/mariengart
Mas, atenção, as imagens não são liberadas para uso comercial.

 

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