As lições de um Santuário pequenino sobre a humildade

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O Pe. Hernán Alessandri Morandé, sacerdote chileno atualmente em Processo de Beatificação, vê no pequeno Santuário de Schoenstatt um caminho para aprender e desenvolver a humildade como virtude. Acompanhe sua reflexão:

Deus concedeu a Schoenstatt, como fonte de força, um pequeno Santuário: para afastar de imediato todos o que viessem buscando em primeiro lugar grandezas humanas, ideias brilhantes, organização eficiente, prestígio religioso. Quem vem a Schoenstatt é obrigado a aceitar – embora pareça absurdo – que antes de tudo vem o Santuário, essa pequena capelinha de arquitetura e decoração tão antigas. Por quê? Única e exclusivamente porque Deus quis escolher essa capelinha concreta como fonte de graças, transformando-a assim em sinal ou símbolo visível de sua ação no meio da Família de Schoenstatt. Por isso, aceitar o Santuário significa aceitar a primazia da ação de Deus e de sua graça acima de todos os outros elementos humanos atraentes que possa haver em Schoenstatt. […]

Para os schoenstattianos, o Santuário é símbolo da primazia da graça e da liberdade com que Deus a concede, mas, também, da humildade com que a Família acata esta primazia e esta liberdade de Deus, e a disponibilidade com que quisera entregar-se sempre ao cumprimento do menor desejo que Ele pudesse manifestar.

O Santuário, além disso, é para nós uma garantia e uma permanente escola de humildade e docilidade: porque cada vez que peregrinamos até ele, proclamamos e renovamos, com muita alegria, nossa dependência a Deus e nossa vontade de aceitar os seus planos; reconhecemos que sem Ele e sem as graças que Ele aí nos concede, Schoenstatt não seria nada; e sentimos que a pequenez desse Santuário – que aceitamos com alegria – é também um sinal de nossa própria pequenez humana e da pequenez de toda a Família, fato que estamos dispostos a reconhecer com a mesma alegria, para que, tudo o que Schoenstatt fizer, redunde na maior glória possível de Deus.

Assim, cada peregrinação ao Santuário, converte-se numa profissão de humildade, num ato de fé no poder e na graça e numa entrega sem reservas aos planos de Deus e à sabedoria de seus incompreensíveis caminhos. Com isso convertemo-nos em instrumentos mais dóceis em suas mãos, a serviço da grande missão que Ele nos confiou.

Fonte:
MORANDÉ, Pe. Hernán Alessandri. O que significa o Santuário de Schoenstatt?

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