As mulheres de Schoenstatt: Lenir Bavoso

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“Outras (sementes), enfim, caíram em terra boa: deram frutos, cem por um, sessenta por um, trinta por um” (Mt 13, 8)

Ir. M. Nelly Mendes – Estamos celebrando os 100 anos da presença das mulheres em Schoenstatt. Lenir Bavoso também é uma destas grandes mulheres que temos e que, por amor, entregou tudo pela Obra.

Lenir Bavoso nasceu no dia 27 de agosto de 1932, foi casada com Felipe, teve cinco filhos e vivia na cidade de Curitiba/PR. Ela visitou o Santuário da Mãe e Rainha de Schoenstatt – o Santuário em Londrina/PR – uma única vez na vida. Mesmo assim, a vivência da graça, atuante nesse lugar sagrado, é o suficiente para transformar toda a sua vida.

Ela pertence ao grupo pioneiro da Liga das Mães de Schoenstatt em Curitiba/PR. Possui uma grande vivência de fé na Divina Providência e sua conduta exemplar é comprovada por atitudes de prontidão e entrega à vontade de Deus.

Um traço característico de sua personalidade é a virtude de estar sempre a serviço de Deus e das pessoas. Deste modo, quando conhece a proposta da Aliança de Amor, percebe que havia encontrado o que vinha buscando na Igreja.

Anos mais tarde, quando supõe que está enferma de câncer, não se deixa abater; apesar do desejo natural de viver, nunca se desespera. Na medida em que se agrava sua doença, transparece em si as virtudes marianas: é carinhosa, acolhedora, serviçal e sempre agradável.

No Hospital Nossa Senhora das Graças, no quarto que ocupa, ela oferece sua vida consagrando-se à Mãe e Rainha de Schoenstatt:

“Querida Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, espiritualmente ajoelhada ante a tua imagem de graças, no Santuário, quero agradecer por todas as graças que concedeste a mim e a todos os meus familiares e que, apesar de todas as lutas e dificuldades financeiras, nunca nos faltou nada.

Agradeço-te especialmente a graça da escolha para pertencer à Obra de Schoenstatt, nesta hora em que o Movimento cresce em Curitiba e pelo Santuário que em breve surgirá aqui. Obrigada Mãe, que me deixaste participar de tuas dores e nos sofrimentos do teu Filho, mas, ao mesmo tempo, porque teu amor sempre me acompanha, dando-me forças e acalentando minhas dores. […]

Aceita minha consagração e toda a minha vida a qual coloco em tuas mãos, para que neste Santo Sacrifício deposites na patena e ofereças ao Pai, a fim de que realize em mim a sua vontade. Se for do seu agrado chamar-me para junto de ti, prontamente me entrego como semente que se lança nos fundamentos do Santuário, para que o nosso Movimento se expanda pelo mundo inteiro e ajude na salvação da humanidade, especialmente das famílias e da juventude, e para que abençoe meus familiares, unindo-os sempre mais no teu amor e conservando-os em sua graça” (assim ela reza em 12 de dezembro).

No dia 13 de dezembro de 1975, a Mãe de Deus vem buscá-la para a Aliança eterna.

Por que a recordamos?

Lenir pertenceu aos grupos de Schoenstatt apenas durante cinco anos. Um tempo relativamente curto, mas profundamente vivido e fecundo. Suas ofertas ao Capital de Graças tinham como súplica a construção de um Santuário de Schoenstatt em Curitiba e o surgimento de muitas vocações sacerdotais.

Impulsionada pela pessoa, obra e missão do Pai e Fundador, em Schoenstatt ela encontrou o seu lugar e presenteou tudo o que podia pela salvação do mundo e pela santificação de sua família, inclusive a sua própria vida.

Seu Ideal Pessoal era: Semente dos Fundadores do Santuário!

Inspiração para as novas gerações

Qual a mensagem que Lenir Bavoso tem para nós, nesta caminhada rumo à celebração dos 100 anos da presença das mulheres em Schoenstatt?

Para nós, Lenir Bavoso é um exemplo de mulher, de esposa e de mãe. “Se for do seu agrado chamar-me para junto de ti, prontamente me entrego como semente que se lança nos fundamentos do Santuário…”

Também nós queremos ser semente que, lançada à terra, germina as alegrias na vida familiar, germina o perdão e o companheirismo na vida matrimonial, germina a feminilidade e a paz.

Como Lenir, queremos ter a fortaleza na enfermidade, o olhar materno que ama e aconselha os filhos, a paz e a harmonia no lar junto ao esposo. Ela nos inspira a sermos boa semente e que também nós caiamos em terra boa e consigamos dar frutos: cem por um, sessenta por um, trinta por um. (Mt 13,8)

 

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