Assim terminam os 14 anos de exílio

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A imagem acima registra um marco na história do Movimento Apostólico de Schoenstatt.

 

No dia 22 de dezembro de 1965, Pe. José Kentenich encontra-se com o Santo Padre, Papa Paulo VI, que lhe faz um agradecimento muito especial e reconhece seu empenho e fidelidade à Igreja, que se sustentou de maneira distinta durante os 14 anos de exílio.

Há poucos dias antes do Natal, em 21 de dezembro de 1965, chega a notícia de que o Santo Padre deseja receber o Fundador de Schoenstatt em uma audiência. O convite impresso é entregue por um mensageiro do Vaticano, já de noite.

No dia seguinte, logo pela manhã, Pe. Kentenich vai de taxi ao Vaticano para a audiência geral das 11 horas. Com outros convidados, ele fica em uma sala privada, esperando a chegada do Santo Padre. Cerca de 60 a 75 pessoas participam desse encontro particular.

 

Um pedido do Papa: fique por último!

No final dessas audiências é comum as pessoas saudarem o Papa pessoalmente, por isso, as autoridades ficam por último, sentam-se ao fundo, para terem um momento mais demorado com o Santo Padre. Pe. Kentenich, quando entra na sala, senta logo à frente, nos primeiros bancos, pois não se julga uma autoridade para quem o papa disponha de mais tempo. Porém, um dos responsáveis se aproxima e pede que ele sente ao fundo, entre os que teriam mais tempo, lhe explicando que ele deveria ficar por último, pois o Papa queria dedicar-lhe mais atenção e dizer-lhe algo especial.

Pe. Kentenich conta mais tarde: “A maioria se ajoelhava e recebia a bênção, dava a mão ao Santo Padre e a beijava, logo, tudo estava encerrado. Outros se ajoelhavam todos juntos e trocavam algumas palavras com o Santo Padre. Evidentemente, isto foi uma audiência para determinadas pessoas que tinham alguma missão especial, para que fossem fortalecidos interiormente, estimulados e encorajados”.

 

São Paulo VI faz um hino de louvor ao Pe. Kentenich

Quando chegou a sua vez, Pe. Kentenich fica sozinho na sala com o Papa Paulo VI e algumas autoridades do Vaticano e vem um momento muito comovente. Nosso Fundador se ajoelha por um momento e beija o anel papal, em sinal de respeito e reconhecimento. O Papa lê então um texto em alemão (ele era italiano, mas em consideração ao Fundador preparou o texto em alemão). Segundo o Pe. Kentenich, “do começo ao fim, foi um único louvor (…)”. O que o Papa disse exatamente não se sabe, pois, em sua humildade, o Pai e Fundador nunca contou de fato quais elogios o Papa lhe dirigiu. Mas, ele relata: “Parado ali, escutei o Papa atentamente… Se tivesse que lhes reproduzir algo do discurso, seria pouco o que poderia dizer. Sabem por quê? Porque eram só elogios”.

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Em resposta a sua Santidade, o Pe. Kentenich agradece e se compromete: “Em nome da Família de Schoenstatt agradeço (…) Vossa Santidade, cordialmente, por todos os benefícios que presenteou, em medida extraordinariamente rica, à Obra, mas agradeço também a minha reabilitação pessoal. Em gratidão por tudo o que se realizou por meio de Vossa Santidade, queremos nos esforçar para colaborar assiduamente na (…) missão pós-conciliar da Igreja, para o tempo de hoje. Mas, tudo isso sob a proteção da Mãe de Deus. Em recordação a isso e para firmar o propósito, entrego-lhe um cálice para a Igreja que será edificada com o título Mater Ecclesiae”.

Depois, todos os presentes se reuniram para ver o cálice e o admiraram. Logo o ato estava encerrado. Esse relato é baseado nas palavras de Mathilde Thorae, da União Apostólica Feminina de Schoenstatt, que esteve em Roma junto com o Pe. Kentenich e acompanhou seu relato sobre essa audiência.

 

O que isso significa para nós?

Conhecendo a história de Schoenstatt mais a fundo e refazendo os passos do Pai em Roma, percebe-se como a Divina Providência foi tecendo os fios da história e cuidou para que tudo corresse bem. Desse encontro com o Papa, vem a confirmação oficial de que a Igreja reconhece Schoenstatt como obra do Espírito Santo, sendo um novo carisma eclesial. Podemos viver a Aliança de Amor sem preocupações, pois ela é um aprovado caminho de santidade.

Muitas vezes, a Família Internacional de Schoenstatt se reuniu com os Papas seguintes, reafirmando as palavras do Fundador, mantendo-se fiel aos representantes da Igreja e colocando-se a seu serviço. Cabe a cada filho de Schoenstatt, hoje e sempre, tornar real o compromisso selado pelo Pai e Fundador com o Papa, de viver o espírito da Igreja pós-conciliar. Isso nada mais é do que ajudar a edificar a Igreja da misericórdia que o Papa Francisco pede. Ser “misericordioso como o Pai” é viver a promessa do Pe. Kentenich perante a Igreja e tornar viva a nova imagem de Deus, que é Pai e ama a cada um, apesar das misérias humanas.

Fonte: Secretariado Pe. Kentenich

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