Chamado, Consagrado e Enviado por Deus

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“Ninguém pode ver a Cristo, mas podem ver o sacerdote – e através dele querem ver a Deus” (Papa João Paulo II)

Sra. Lucia Ferreira – Nesse mês de julho temos uma razão muito especial para agradecer: o sacerdócio de nosso Pai e Fundador, o Pe. José Kentenich: em 8 de julho a ordenação e no dia 10 de julho de 1910 a primeira missa. Um sacerdócio fecundo e provado.

Justamente nesse mês em que recordamos o precioso Sangue de Jesus, ele foi ungido e, por suas mãos, pôde consagrar e fazer real o Sangue Precioso de Jesus aqui na terra.

Recordar sua vida e seu sacerdócio nos dá a possibilidade de vermos a Deus e de termos um profundo encontro com a Santíssima Trindade.

Que grande mistério é o sacerdócio!

Deixemos que ele mesmo nos diga a grandeza dessa vocação:

“Se vejo minha vida em união com Deus, então ressoa em mim: chamado por Deus, consagrado por Deus e enviado por Deus. (…) Esse Deus, de quem o mundo atual não quer saber praticamente nada, Ele me chamou… Não fui eu que me chamei, Deus me chamou. Não foi uma voz qualquer que me chamou; não! Minha vocação provém de Deus. Deo gratias! …Deus me chamou: quero que sejas meu! Deus quis que eu me entregasse a Ele. Depois do chamado de Deus respondi: ‘aqui estou, quero ser teu, por tempo e eternidade’… Se somos enviados, temos que trabalhar seriamente, trabalhar pelas almas imortais, ainda que nós mesmos nos consumamos” (PJK, 9/agosto/1937).

Podemos dizer que ele foi um alter Christus, um outro Cristo aqui na terra. Unido à cruz, pôde responder à missão que lhe fora confiado como sacerdote. Ele foi um “construtor de pontes”.

“Que tarefa tem o sacerdote? Construir ponte. Como se veem os dois lados que se querem unir através da ponte? De um lado está o Deus vivo e do outro o homem. A tarefa do sacerdote consiste em conseguir a união entre Deus e o homem, que seja inseparável, de amor íntimo, permanente…

O que deve fazer? Levar aos homens a misericórdia de Deus, os mistérios do Deus vivo, como estão simbolicamente contidos nos sacramentos. Por outro lado, tem que levar a Deus os desejos dos homens, as necessidades, os pecados, as alegrias e os sofrimentos dos homens” (PJK, 3/set/1963)

Queremos agradecer profundamente porque por meio de sua fidelidade e coerência à sua missão pessoal, ele construiu uma ponte bem fundamentada, de fácil acesso e de caminho heroico: a ALIANÇA de AMOR.

Uma ponte em “que todos os espíritos se unam na verdade e os corações no amor”, como lemos na lembrança de sua ordenação.

Que essas palavras sejam também para nós uma motivação para sermos fiéis à herança que ele nos deixou pela Aliança de Amor e, assim, com um coração indiviso ao Pai e Fundador, possamos percorrer o mundo em santidade e heroísmo.

 

Fonte: jufem.com.br

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