Como João Luiz Pozzobon vivia a Semana Santa

Liked this post? Share with others!

Piedade e senso de responsabilidade marcam a caminhada do Servo de Deus em preparação para a Páscoa

Juliana Gelatti Lovato – Observar os registros sobre a vida do Servo de Deus Diácono João Luiz Pozzobon ensinam muito a todos nós. Seja lendo os seus escritos ou testemunhos sobre ele, seja visitando alguma de suas casas, é possível sentir a profunda piedade e vinculação a Jesus Cristo. Este espírito marca também a forma como ele vivia a Semana Santa, de acordo com o que podemos estudar em seu arquivo. Junto à piedade e oração, um impulso à ação e à responsabilidade com a evangelização e o serviço aos irmãos é o que caracterizam este tempo em sua vida.

 

A Via-Sacra entre o Santuário e a Capelinha Azul

Foi em uma Quaresma que ele idealizou a criação da Via Sacra, que vai do Santuário até a Vila Nobre da Caridade, em Santa Maria/RS, após meditar muito sobre a vontade de Deus. Também criou a cultura de rezar a Via Sacra em comunidade, neste trajeto, no primeiro domingo da Quaresma. O que depois foi estendido para a Sexta-Feira Santa e é realizado até hoje. Está registrado em seu diário que a Via Sacra para ele é “preparação, pregação e penitência, as reflexões e meditações sobre as verdades cristãs, num espírito de irmandade, assumir as responsabilidades e assim cumprir os deveres a Deus Nosso Senhor”.

 

Auxílio aos sacerdotes

João Pozzobon também via sua missão de levar a Peregrina às famílias e escolas como uma colaboração direta com a tarefa dos sacerdotes, conduzindo as pessoas aos sacramentos, à vida comunitária na paróquia, ao viver autenticamente os tempos da Igreja, e isso incluía, sem dúvida, os momentos especiais da Semana Santa. Vemos em seu diário esta reflexão: “Estamos vivendo os dias voltados ao Horto das Oliveiras, como preparação e aprofundamento na vida consagrada a uma missão, a viver os nobres Ideais. Lutar pelo bem e destruir o mal. [O que é] morte para o mundo é vida para a eternidade”.

 

A unidade entre a cruz e a Mãe Peregrina

Como Diácono, podia administrar bênçãos, como a bênção e imposição das cinzas no início da Quaresma, e também dos ramos no primeiro dia da Semana Santa. Algumas imagens mostram João Pozzobon em procissão de ramos com crianças de uma escola, carregando também a Peregrina junto da cruz.      Esta união entre a cruz e a imagem de graças da Mãe e Rainha também é uma característica dos momentos de oração que conduzia e da forma com que vivenciava sua missão e espiritualidade: “a cruz tem no seu símbolo a disponibilidade, a prontidão, a aceitação da mensagem confiada para ir ao encontro com o irmão”.

 

Uma peregrinação especial a cada Semana Santa

João também desenvolveu a piedade de visitar os tabernáculos durante a Semana Santa, unindo este gesto à penitência de fazer jejum (restringir a alimentação a pão e água) e percorrer caminhando as principais igrejas da cidade de Santa Maria. Em cada uma, dava um acento específico à sua oração, conforme registrou em seu diário:

“Assim que João está decidido para fazer o máximo dentro da possibilidade, esperava alguma coisa durante a Semana Santa. Neste dia de meditação confiado à Virgem Mãe, é de seus planos, antes de começar as visitas nas escolas, fazer um outro programa: um dia de penitência, passar só a pão e água, símbolo da água como purificação, e o pão como alimento. Tudo em sentido espiritual.

Partindo às cinco e meia da manhã de sua casa, seguir pela rua, entrar na Capelinha da Mãe e Rainha próxima à Casa de Retiros que é a mais próxima da casa de João, e seguir para a paroquia Nossa Senhora das Dores, rezar um terço. Onde se fala das dores há o amor, quando Deus fez sua Aliança com o Céu e a Terra e com os homens, através da Mãe e Rainha das Dores.

Seguir para o Santuário de Nossa Senhora Medianeira, e com a Medianeira de Todas as Graças, em toda suas santas mensagens, rezar um terço. Após, seguir para Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, com a Mãe e Rainha dos pastorinhos, a reza do santo terço. Segue para a Paróquia de São José, pai adotivo de Jesus. Que todos os pais possam cumprir sua missão como pais.

Segue para a Paróquia do Bom Fim, para que todos tenham no fim de sua vida a grande proteção de Maria. Segui para a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, para que todos que trabalham pelo Reino Mariano tenham a permanência de um socorro espiritual em toda sua vida terrena, até passar para outra. Segue para a Paróquia Santa Catarina, unindo todos no espirito de todos os santos. Partindo para a Catedral com este espírito, uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento exposto, unindo-me a todo o espírito da Santa Igreja. E passarei o dia a pão e água, é o que levo junto comigo para depois então começar as visitas nas escolas como de costume nos bairros e para o interior”.

Que possamos, a exemplo de João Pozzobon, encontrar na meditação do mistério da cruz nossa própria missão pessoal, conhecer as necessidades dos irmãos e assim nos aprofundarmos na vinculação e no amor a Jesus Cristo.

Fonte: Arquivo Diácono João Luiz Pozzobon (ADJLP)

Subscribe to our newsletter

Collect visitor’s submissions and store it directly in your Elementor account, or integrate your favorite marketing & CRM tools.

Do you want to boost your business today?

This is your chance to invite visitors to contact you. Tell them you’ll be happy to answer all their questions as soon as possible.

Learn how we helped 100 top brands gain success

Learn how we helped 100 top brands gain success