Como visitar o Santuário quando bate a saudade

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Pela Aliança de Amor, “o Santuário torna-se NOSSO Santuário, nosso lar específico, o lar de nossa alma” (Pe. José Kentenich, 20 de maio de 1961) [1]

Karen Bueno – Então você sente saudades de visitar o Santuário? Bem, queria dizer que estamos juntos neste mesmo barco. Os portões da maioria dos Centros de Schoenstatt no Brasil, assim como em vários lugares no mundo, estão lacrados. É tempo de distanciamento e de prevenção. Num primeiro olhar, parece algo ruim, mas a verdade é que isso abriu caminho para muita criatividade e um amor que se expressa nas mais diversas formas.

Como canta a música sertaneja, acentuada pela sabedoria popular, “quando a gente ama qualquer coisa serve para relembrar” [2]. É justamente assim que acontece! Uma foto, um post nas redes sociais, uma medalha, as camisetas, um terço… cada pequeno símbolo e detalhe faz lembrar que temos um lar. Em tempos de isolamento, a solução para estar perto do Santuário foi descobrir caminhos alternativos, como contam alguns schoenstattianos:

Em frente ao portão, dou um “oi” para eles

“Sou a Maiara Pinheiro Madrid, tenho 25 anos, faço parte da Jufem (Juventude Feminina de Schoenstatt) de Santa Maria/RS. Eu moro bem pertinho do Santuário Tabor, então quando é necessário sair, sempre passo na frente e quando a porta está aberta, eu enxergo a Mãe e o Santíssimo exposto, sempre dou um ‘oi’ para Eles e peço a benção, mesmo que de longe.
A quarentena me fez aumentar meu vínculo com o Santuário Lar, que é um pedacinho do Santuário Tabor no meu quarto; com isso a distância física acaba ficando ainda mais curta. Nas minhas orações me coloco dentro do Santuário, isso é uma forma de manter a minha vinculação a ele”.

Somente alguns quarteirões de distância

Em Londrina/PR, um grupo de Irmãs de Maria mora e trabalha na Santa Casa, a apenas alguns quarteirões de distância do Santuário. Mesmo com a proximidade, elas não podem visitá-lo, pelo risco de contágio. A Ir. M. Glaucia Couto conta sua experiência: “Eu me aproximo dele rezando no meu Santuário Lar; rezando o Rosário espiritualmente no Santuário, pois essa oração mariana me aproxima muito da MTA. Pela internet, participo espiritualmente dos momentos de oração no Santuário; depositando muitas contribuições ao Capital de Graças, na vivência do ‘Nada sem nós! Nada sem Vós!’ E também pelo telefoninho do Pai e Fundador, porque ele é o terceiro ponto de contato em Schoenstatt”.

Conexão a serviço da vinculação

Alex e Sheila Formigoni são de São Paulo/SP, da Liga de Famílias de Schoenstatt. Eles estão sempre unidos ao Santuário Sião, do Jaraguá, mesmo à distância: “Nós nos mantemos próximos do Santuário primeiramente através do vínculo do nosso Santuário Lar ao Santuário Sião. E também pelas redes sociais, como o Facebook, YouTube, Instagram… onde acompanhamos as missas, terços, adorações e outras atividades nos diversos Santuários. Também estamos vinculados por meio dos grupos da Liga de Famílias e de outros nos quais compartilhamos orações e vivências do dia a dia”.

O Santuário Lar está diretamente ligado aos Santuários Filiais e ao Santuário Original, é uma extensão deles

 

Hoje somos nós os heróis

Em Garanhuns/PE, Arthur Correia, da Juventude Masculina de Schoenstatt, recorda o exemplo dos heróis para superar a situação atual:

“Schoenstatt nos dá inúmeras formas de permanecermos vinculados ao Santuário. A própria história do Pai e Fundador, assim também como a dos heróis, nos ensina a buscar sempre o nosso refúgio espiritual. Algumas das orações do Rumo ao Céu nasceram justamente do desejo que Pe. Kentenich tinha de rever seu lar. Assim também, o Rumo ao Céu serve para nos conectarmos espiritualmente ao Santuário. E, dentre os vários exemplos inspiradores dos heróis, destaco especialmente a vida de José Engling: ele, afastado do Santuário por conta da guerra, nunca deixou de visitar espiritualmente a amada capelinha. Esse exemplo nunca nos foi tão útil! Como se estas já não fossem coisas suficientes, temos hoje a tecnologia como nossa grande aliada, que nos permite matar um pouquinho da saudade do Santuário”.

E você, como faz para ficar próximo do Santuário?

Cada pessoa tem o seu jeitinho pessoal de vincular-se ao Santuário. Lembra-se de João Pozzobon, que mantinha uma foto dele lá quando precisava viajar? Assim, a criatividade se torna maior que a distância, o amor se transforma numa ponte para unir cada casa e cada coração ao Santuário.

Vale lembrar que existem diversas transmissões acontecendo no Brasil e no mundo (veja aqui) e que você está a um clique de distância do Santuário Original, pela webcam: acesse agora!

Conte para nós: Como você tem feito para vincular-se ao Santuário? Escreva nos comentários abaixo e registre sua vivência, partilhando com os demais.

 

[1] Às Segundas-Feiras ao Anoitecer, vol 21

[2] Música: Fio de Cabelo, Chitãozinho & Xororó

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