Copa do Mundo e a “cultura do encontro”

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Uma ocasião para refletir sobre a paz e harmonia entre os povos

Juliana Dorigo – O Brasil é um país apaixonado pelo futebol, e todas as atenções se voltam neste momento para a Copa do Mundo que está sendo realizada no Catar. Um dos momentos mais importantes do esporte. Familiares e amigos se reúnem para celebrar e torcer na maior competição do futebol que acontece a cada quatro anos.

O Papa Francisco destaca que o esporte é um grande instrumento de paz. O Santo Padre espera que o evento ajude na união dos povos de diferentes culturas do mundo. “Uma ocasião de encontro e de harmonia entre as Nações, promovendo a fraternidade e a paz entre os Povos”.[1]

A Copa do Mundo é uma ocasião para refletir sobre as relações pacíficas e culturais entre os povos, assim como os aspectos sociais e econômicos que envolvem o esporte e despertar nossa consciência de cidadania. Assim como nas palavras do Papa: “Um jogo e ao mesmo tempo uma ocasião de diálogo, de compreensão, de enriquecimento humano recíproco. O esporte não é somente uma forma de entretenimento, mas também – e eu diria sobretudo – um instrumento para comunicar valores que promovem o bem da pessoa humana e ajudam na construção de uma sociedade mais pacífica e fraterna. Se, para uma pessoa melhorar, é preciso um ‘treino’ grande e continuado, quanto mais esforço deverá ser investido para alcançar o encontro e a paz entre os indivíduos e entre os povos ‘melhorados’! É preciso ‘treinar’ tanto…”

 

Vivenciar a “cultura de encontro”

Neste momento de Copa, também é uma oportunidade de experimentar a vivência de uma expressão que é querida pelo Santo Padre: a “cultura de encontro”. Na espiritualidade de Schoenstatt, a “cultura do encontro” pode ser vivenciada por meio da Aliança de Amor, como ele mesmo disse a Família de Schoenstatt: “Aliança significa solidariedade. Significa criação de vínculos” (Papa Francisco).[2]

Neste contexto, Francisco chama a atenção para a superficialidade das relações, ou seja, os vínculos. Em seu carisma, o Pe. José Kentenich enfatiza a importância da vinculação ao próximo. Com certeza você sente facilidade em se vincular com pessoas que estão na mesma fase de vida, que compartilham ideias parecidas, pois é algo bem mais prazeroso do que criar vínculos com alguém que convivemos diariamente, mas não compartilha dos mesmos interesses.

O Pe. Kentenich ensina que a vinculação deve ser livre e autêntica, trabalhada de forma orgânica e sadia, para sair da superficialidade e aprofundar em nosso mundo interior. “Temos que capacitar novamente o homem para suas múltiplas vinculações, torná-lo capaz e disposto para uma profunda vinculação interior a lugares, coisas e ideias. Sobretudo temos que torná-lo capaz de desenvolver os vínculos com a comunidade”. (Kentenich, José, Vinculaciones personales, op. cit., p. 19ss.).

Foi nesta espiritualidade que João Pozzobon vivenciou a sua “cultura de encontro” com às famílias por meio da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt. “Viver um pelo outro, para uma nova conquista da dignidade e respei­to da pessoa humana, com seus valores, fazer encontro com os mais necessitados”.[3]

 

O que o “Fair play” nos ensina?

O que podemos aprender com a prática esportiva? O Papa Francisco explica: “aprendamos o que o ‘fair play’ do futebol tem a nos ensinar. Para jogar em equipe é necessário pensar, em primeiro lugar, no bem do grupo, não em si mesmo. Para vencer, é preciso superar o individualismo, o egoísmo, todas as formas de racismo, de intolerância e de instrumentalização da pessoa humana. Não é só no futebol que ser ‘fominha’ constitui um obstáculo para o bom resultado do time; pois, quando somos ‘fominhas’ na vida, ignorando as pessoas que nos rodeiam, toda a sociedade fica prejudicada.”

 

Ninguém vence sozinho

Neste evento tão importante para o esporte, desejamos que nos inspire a lição de paz entre, harmonia e solidariedade entre as nações. “O segredo da vitória, no campo, mas também na vida, está em saber respeitar o companheiro do meu time, mas também o meu adversário. Ninguém vence sozinho, nem no campo, nem na vida!”

 

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Referências:

[1] Acesso em: vaticannews.va

[2] Acesso em: schoenstatt.org.br

[3] Uriburu, Pe. Esteban. Herói hoje, não amanhã. pag. 82

 

Fonte: maeperegrina

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