Cristo, o Filho muito amado do Pai

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A imagem que almejamos como Brasil-Tabor.

Ir. M. Inácia Bett – Como no Tabor bíblico, o Tabor continua sendo para nós, hoje, um caminho para o encontro com Cristo e nos leva a ouvir do Pai celeste as palavras que pronunciou sobre seu Filho predileto, no Batismo e na Transfiguração: “Este é meu Filho muito amado!”

O amor de predileção nos concede forças para suportar os maiores sofrimentos. No Santuário, a Mãe de Deus nos concede a graça do abrigo pela qual nos abrimos para a transformação em filhos heroicos – elemento essencial de nossa espiritualidade.

Aos três países da América do Sul que visitou e que tinham o Movimento de Schoenstatt formado, nosso Fundador deu uma missão específica: à Argentina ele confiou a tarefa de centralizar a pessoa do Pai, ao Chile o Espírito Santo e a nós, Brasil-Tabor, partindo da ideia predileta de seu coração, confiou a bela tarefa de representar a imagem de Cristo, o Filho amado do Pai.

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Temos, portanto, a missão de ser, por Maria, em Cristo, com Cristo e como Cristo, filhos do Pai. Conforme os ensinamentos do Fundador, a imagem de Jesus revelada no Tabor é a imagem de Jesus, o Filho do Pai. A entrega e a dedicação de amor filial ao Pai nos levam à atitude da filialidade heróica.

Cristo é, para nós, Ideal de vida, Fundamento de vida e Forma de vida.

A Mãe de Deus, formada em Cristo, estabeleceu-se no Santuário com a missão formar em nós a imagem de Cristo. Ali, Maria deseja atuar como educadora de novos homens que, à sua semelhança, se abram totalmente ao atuar de Deus e possam dizer como São Paulo: “Não sou mais eu que vivo; é Cristo que vive em mim”!

Na Aliança de Amor Maria quer formar o homem filial heroico. O fato de saber-se filho querido de Deus concede ao homem a consciência de sua dignidade e de sua liberdade; dá-lhe segurança e sentido de corresponsabilidade diante da missão que Deus Pai lhe confiou. Assim o Fundador expressou-se em 31 de maio de 1967:

“Quiséramos recordar quantos filhos (brasileiros) a Mãe de Deus nos enviou e, pelo que posso julgar e constatar de longe, são em geral caracteres genuínos e sadios, dos quais realmente se pode esculpir algo de grande. Quero exprimir-me de outra maneira: material do qual se pode esculpir santos”.

A realidade social, política e econômica de nosso país é um enorme desafio… não precisamos simplesmente de bons políticos, economistas, articuladores sociais e boas famílias, mas sim de bons e santos políticos, economistas, articuladores sociais, boas e santas famílias. Assumir o desafio de realizar o Ideal Tabor e ser santo significa estarmos dispostos a transformar toda a nossa sociedade.

Nosso Pai e Fundador nos conclama a configurar uma pronunciada cultura de Cristo.

Configurar uma cultura, a partir da missão Tabor, significa influenciar diretamente nas distintas áreas da vida humana, com os ensinamentos de Cristo. Ou seja, é evangelizar, inserir o rosto de Cristo, o Filho amado do Pai, no coração da sociedade. Ele afirma: “A Europa foi privada do fundamento de sua cultura que é Cristo. A consequência é que tudo está desmoronando. Quem foi convocado a restituir Cristo ao mundo? A portadora de Cristo. Nós precisamos mostrá-la ao mudo”.

É um grande desafio! Se acreditamos na missão de Schoenstatt que, a partir da Aliança de Amor, a Mãe de Deus quer formar homens e mulheres novos, numa nova comunidade, o caminho para nossa Família de Schoenstatt do Brasil se chama: Tabor.

Com o Pai e Fundador, queremos configurar um mundo novo, isto é, configurar a cultura de Cristo; construir a pátria Tabor, a pátria onde refulge o brilho do Tabor, o brilho de Cristo. Colocar Cristo no centro de nossa sociedade brasileira significa fazer com que o ‘Hino da Minha Terra’ se torne realidade entre nós.

Para isso precisamos trilhar caminhos práticos para a conquista do Filho Tabor santo:

Referindo-se à entronização da imagem da Mãe na Catedral de Londrina/PR, o Fundador diz: “… A Mãe de Deus quer ser para esta terra, o que é Schoenstatt para o mundo. Ontem se realizou um novo Documento de Fundação para este país”.

E continua indicando caminhos de autoeducação, na bênção da pedra fundamental para o Santuário de Londrina, em 25 de abril de 1948, dizendo: “O Grande Sinal no céu, a Esmagadora da serpente quer estabelecer-se aqui, para daqui, cuidar e lutar a fim de que o demônio seja derrotado e Cristo reine e triunfe nas almas, nas famílias e na alma do povo. […] No entanto, se nós virmos e entendermos bem a tarefa de hoje, e a cumprirmos, teremos interferido muito mais no mecanismo do tempo. Portanto, vencendo uma tentação, dominando uma paixão e dando-o à Mãe de Deus como contribuição ao Capital de Graças, por estas pequenas vitórias, interferimos nos acontecimentos do mundo”.

Recordando

Em 1947 nosso Pai e Fundador, Pe. José Kentenich, veio pela primeira vez ao Brasil trazendo em seu coração a ideia da terra maravilhosa, o ideal que descreveu no Hino da Minha Terra. Ao falar dessa sua imagem predileta, encontra eco nos corações e, aos poucos, vai amadurecendo o nome e a missão de nosso Ideal Nacional.

O Tabor é a terra ideal, a terra dos seus sonhos, assim como ele desejou que fosse a Família de Schoenstatt e o mundo.

A definição do Tabor como Ideal Nacional ocorreu em Londrina, no dia 20 de abril de 1947. No dia seguinte o Fundador fala de dois grandes acontecimentos do dia anterior: a entronização solene da Mãe e Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt na matriz, hoje Catedral de Londrina, e a decisão para o Ideal Tabor.

O Tabor é um ideal de Cristo e nos chama a atenção para a grande tarefa da Mãe de Deus, dizendo: “A Mãe de Deus quer revelar aqui suas glórias. Sua glória consiste em fazer com que Cristo possa subir novamente ao trono”. Ele afirma que a Mãe de Deus nos escolheu como instrumentos para realizar esta missão e mostra que devemos provar que asseguramos todos os princípios da santidade e colaboramos para a renovação do mundo: Nada sem vós, Nada sem nós!

Tabor é a missão que o Fundador confia a cada um de nós. Ele a coloca sobre nossos ombros e em nossos corações para que, como filhos Tabor, a vivamos e a anunciemos, com amor e fidelidade, dizendo também que devemos distinguir-nos pela confiança heroica.

Passados muitos anos, em 31 de maio de 1967, nosso Pai e Fundador confirma, mais uma vez, o Ideal Tabor para o Brasil. Ele, por assim dizer, põe um selo de ouro sobre o Tabor, ao dirigir sua última mensagem ao Schoenstatt brasileiro, por ocasião do lançamento da Pedra Fundamental do Santuário da Vila Mariana, em São Paulo/SP, dizendo:

“Quanto estou informado pessoalmente sobre as circunstâncias do Brasil, o mundo brasileiro está à espera da Mãe de Deus como a Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, para a conquista deste país para o bom Deus, para o Deus Trino”[…]. E pede: “Mãe de Deus, abençoa o Brasil!”

O Brasil, o mundo todo, um Tabor de nossa Mãe de Schoenstatt! “Cuidaremos que não somente nossa pequena Família, mas o Brasil todo, sim, grande parte do mundo, até podemos crer que o mundo inteiro, um dia se tornará o Tabor de nossa Mãe e Rainha de Schoenstatt”.

 

Referências:
Revelando o Tabor – Introdução ao Ideal Tabor. Central Nacional de Assessores. Edições Aliança, Atibaia/SP, 1ª edição.
Tabor Nossa Missão
Palestras do Fundador nos anos de 1947 e 1948

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