Cultivando as três graças no Santuário do Coração

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Como as três graças do Santuário podem nos ajudar a atravessar este tempo de crise? O Pe. Fábio Pinheiro Bezerra, assistente eclesiástico do Movimento de Schoenstatt na Arquidiocese de Natal/RN e pároco do Santuário dos Santos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, tenta responder mostrando o exemplo da Família de Schoenstatt de Natal:

Estamos atravessando uma grande crise pandêmica do coronavírus, a Covid-19. O contágio avassalador do vírus assola o mundo e, de modo muito particular, o nosso país. São mais de 300 mil mortes. Quantas vidas ceifadas pelo inimigo invisível da Covid-19. Nossos templos estão fechados, encontros suspensos, a fé está sendo provada como ouro no fogo.

Como nos exorta o Papa Francisco: “Tudo será diferente” após a pandemia do novo coronavírus, da qual a humanidade emergirá “melhor ou pior”. Fomos impulsionados, pela pandemia, a nos reinventarmos para não perdermos o elã missionário. É hora de aproveitarmos bem as redes sociais para continuarmos evangelizando! É hora de fomentarmos a vivência da oração, fortalecendo a Igreja doméstica! É tempo de comunicação empática e resiliente das famílias! É tempo de rezar com mais intensidade!

Tempo de encontrar abrigo no Santuário Coração

Além disso, percebemos que a pandemia tem sido um grande convite a cuidarmos da vida interior. A grande corrente de oração em família, pela reza do terço, da leitura da palavra, pelas transmissões virtuais, continua a emergir tempos de transformação e de graças pelo cultivo de boas vivências no Santuário Coração. Como disse o Pe. José Kentenich: “Nosso coração deve tornar-se um vivo Santuário da Mãe e Rainha de Schoenstatt, por meio da Aliança de Amor”, alcançando-nos a graça do abrigo espiritual. Em meio à tanta dor e sofrimento causados pelo luto e por todas as incertezas que a pandemia nos traz, a Mãe, que sempre conduz o Filho em seus braços, não tem sido indiferente.

Tempo de buscar a transformação interior

Temos sido exortados, pelas circunstâncias do tempo presente, a cuidarmos da transformação interior, assim como reza a segunda graça que recebemos da Mãe e Rainha no Santuário; à mudarmos de mentalidade; à olharmos para a nossa volta e enxergamos o quanto a dor do outro nos toca. Quantas pessoas desempregadas, desesperadas com a tristeza de perder entes queridos, com crises de ansiedade, com síndrome do pânico, com ideação suicida?! São situações diversas, as quais não conseguimos elencar.

Por isso, fomos desafiados a cultivar a empatia e o diálogo; a exercitar a comunicação não-violenta entre os membros da casa; a cultivar a criatividade, convidando os parentes a rezarem juntos ou, ainda, a se dirigirem ao Santuário Lar para sentir bem de perto – como extensão de Schoenstatt – o quanto a Mãe quer gerar e formar Cristo em nós.

Diante disso, devemos procurar tempo para entregar nossas ofertas ao Capital de Graças, estar em dia com o horário espiritual, na busca pela santidade de todos os dias.

Tempo de fecundidade apostólica, apesar da distância

Esse tempo também tem nos ajudado a não perdermos de vista a nossa missão, a fecundidade apostólica, que é a terceira graça do Santuário. Em nossa realidade, como Família de Schoenstatt da Arquidiocese de Natal/RN, não pudemos nos dirigir presencialmente ao Santuário de Olinda/PE com grandes caravanas, mas foi possível ir uma pequena representação da coordenação arquidiocesana, levando espiritualmente toda a Família de Schoenstatt:

 

 

A missão não foi interrompida pela pandemia: os missionários da Mãe Peregrina continuam se encontrando, ainda que virtualmente, para rezar o terço ou ainda para ouvir as alegrias e tristezas uns dos outros. Ademais, as formações mensais com os coordenadores paroquiais e as formações de preparação para selar a Aliança de Amor acontecem de modo remoto. Sem falar que todo dia 18 de cada mês estamos unidos à toda Família de Schoenstatt do mundo inteiro, para a celebração da Aliança de Amor, em sintonia com os párocos que celebram e promovem virtualmente essa oportunidade.

Estamos todos unidos e vinculados ao Pe. José Kentenich, ao Santuário e à Mãe e Rainha, a fim de não perdermos a confiança que tudo vai passar e voltaremos a nos reencontrar.

Rezemos: “Confio em teu poder e em tua bondade. Em ti confio com filialidade. Confio, cegamente, em toda situação, Mãe, no teu Filho e em tua proteção”.

Diletos irmãos na Aliança de Amor, acompanhemos Maria Santíssima aos pés da cruz, para jamais desviarmos o olhar do seu Filho, que nos entregou-a para ser a nossa Mãe.

 

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