Dá-nos de seu espírito de Fundador!

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A vida de nosso Pai e Fundador é a carta de Deus para nós
O livro de sua vida é nosso livro de Deus

 

Ir. M. Nilza P. da Silva e Karen Bueno – As mãos seguram a caneta que desliza criativa sobre o papel. No rosto, a expressão serena e confiante de que muitas coisas podem ser ainda projetadas. No sorriso discreto, a confiança filial que é sua marca singular… Ao olhar esse papel em branco, muitas coisas vêm à mente sobre o que ele poderia estar escrevendo. Bem, não há como saber ao certo, o fato é que hoje, aqui e agora ele conta com nossas mãos para continuar a escrever essa história, fundados nos seus princípios, mas de modo criativo e não como meros repetidores.

Começa um novo ano e como Família de Schoenstatt temos uma história a escrever, uma parte a realizar no plano de salvação e, por sua intercessão, Pe. Kentenich nos acompanha.

Sua caneta está agora nas mãos de cada filho de Schoenstatt

Que palavras e expressões utilizaremos? Como serão os capítulos da história que escreveremos neste ano? “Esse é um desafio fascinante, por assim dizer, que Deus põe em nossas mãos. Todo fundador depende de seus filhos espirituais. Ele, por assim dizer, tem as mãos atadas, porque somos nós que o fazemos presente, que levamos seu carisma, partindo da convicção de que esse carisma não é apenas uma questão pessoal, mas é um presente de Deus para a Igreja, um presente do qual eu participo e essa é minha vocação. O fundador necessita de mim – hoje, eu sou seus braços, suas mãos, sua voz – não para levá-lo adiante, mas para levar adiante o presente que Deus oferece ao mundo por meio dele”, afirma a Ir. M. Elizabet Parodi, do Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt, pesquisadora da relação entre os fundadores e suas fundações.

A Família de Schoenstatt – assim como outras fundações – vive um período importante de transição, é um momento ‘divisor de águas’. Depende dessa geração a vinculação ou o distanciamento do fundador e seu carisma. Por isso, este é um momento tão importante. Cabe a esta geração garantir que a pessoa e o carisma do Pe. Kentenich permaneçam vivos e ajudem a Igreja em sua grande missão evangelizadora, em sua missão de configurar a cultura em todo o mundo.

E como se faz isso?

Há muitas formas, mas, talvez, a mais direta e eficiente é o fazer-se filho. Porque, desse modo seu carisma torna-se nossa vivência pessoal e impregna toda a nossa vida e nossas ações. Garantimos sua presença e seu carisma permitindo que ele seja nosso Pai: meu Pai, seu Pai. Assim! O ser paternal já está inscrito no coração dele e, antes que possamos ou consigamos chamá-lo de Pai, de sua boca já sai um sorriso que diz: Filho! Filha!

Dom Heinrich Tenhumberg salientava que o Pe. Kentenich “permitia que o chamasse de pai, aceitava-o somente na consciência de que procuravam e desejavam ver nele um transparente da bondade divina”.

A Ir. M. Petra Schnuerer, que foi secretária do fundador, nos diz: “Sejam muito simples diante de nosso Pai e Fundador, porque somos uma Família diferente das demais fundações. O Pai é Pai para sempre, para todos, não somente para aqueles que viviam em sua época. É seu Pai, é meu Pai e vai ser Pai dos que vivam 50 anos mais tarde, a única coisa que temos de fazer é nos abrirmos a ele, falar-lhe, olhar sua foto… Assim, tratem de ser muito singelos diante de nosso Fundador”.

Duas metas para uma mesma missão

Nossa geração se confronta com dois desafios, que se complementam mutuamente:

  • O primeiro é garantir a vinculação ao fundador, ter o ouvido próximo ao seu coração para desvendar o mistério divino que ali habita. Só assim será possível cumprir a missão original que o Espírito Santo quer realizar na Igreja e no mundo por meio de Schoenstatt.
  • Outra missão é abrir-se ao mundo e à realidade, sem perder a originalidade e a força do carisma do Fundador. Pois, como disse o Papa Francisco, “o carisma não se conserva tendo-o guardado; tem que abri-lo e deixar que saia, para que entre em contato com a realidade, com as pessoas, com suas inquietações e seus problemas. E assim, neste encontro fecundo com a realidade, o carisma cresce, se renova e também a realidade se transforma, se transfigura pela força espiritual que esse carisma leva consigo”.

Esses dois aspectos caminham juntos e torna mais bonita, livre e alegre a missão de escrever as novas linhas da história. Sem dúvidas, há muitos desafios, dúvidas e incertezas pelo caminho. Mas, não o trilhamos sozinhos. Duas coisas são certas: Temos uma Aliança de Amor com a Mãe e sua presença no Santuário; o Pai coloca sua mão sobre a nossa e ajuda a continuar a história, basta ser filho, pedir e confiar no seu auxílio.

 

 

Artigo atualizado em 16.01.2025

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