Diante da cruz e do sofrimento

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Final – Padre Kentenich nos ensina a viver o Advento

 

Ir. M. Inácia Bett – Continuando a reflexão do Pe. José Kentenich sobre a preparação ao Natal, reflitamos sobre nossa postura perante às cruzes e sofrimentos:

Precisamos repetir sempre de novo, dia por dia: hoje o bom Deus quer derramar o seu amor sobre mim. E mesmo que me visite com cruzes e sofrimentos, continuarei acreditando no seu amor. Os santos aceitaram as cruzes e os sofrimentos como dádivas especiais de Deus. Henrique Seuse sentia-se infeliz quando passava alguns dias sem ter que carregar alguma cruz especial.
É bom perguntar-nos muitas vezes, também no exame de consciência: presenteou-me, hoje, o bom Deus, seus benefícios? Lembrei-me de agradecê-lo? E renovo o meu agradecimento, o meu muito obrigado! Perguntemo-nos onde mais experimentamos a proteção de Deus. Realmente, Ele nos ama!

Aqui começa o que nós chamamos de doutrina da Divina Providência – o bom Deus mantém um relacionamento paternal e pessoal conosco. Ele diz um sim paternal à minha pessoa. Que aprendemos no catecismo sobre a Divina Providência? Que, desde toda a eternidade, com amor, sabedoria e onipotência, Deus traçou o grande plano do mundo e também o plano de minha pequena vida. E que, com amor, sabedoria e onipotência, Ele realiza o pequeno plano de nossa vida, até seus mínimos detalhes, mas sempre em dependência de nossa livre vontade.

Da parte de Deus, isto inclui dois atos:

1º – Um ato de inteligência. Ele fez um plano e nele incluiu tudo o que hoje acontece no mundo. Isto nos tranquiliza. Tudo está previsto. “Tudo vem da bondade de Deus.”

2° –  Em segundo lugar, um ato da vontade. Ele quer que todas as coisas da vida sirvam à realização de seu plano.

Precisamos aprofundar estes pensamentos na oração. Portanto, nada do que acontece, deve transtornar-nos. Precisamos repetir muitas vezes: Se rugir a tempestade não precisamos temer! A fé na Providência é inata em nós, católicos. Atrás de tudo vemos a vontade paternal de Deus. Sei que sou amado e que minha sorte não é jogada cegamente de cá para lá. Atrás de todos os acontecimentos encontramos Deus Pai. Aprofundemos estes pensamentos em meditações. A meditação não precisa trazer sempre novas ideias. Devemos ser homens de uma única e grande ideia.

Portanto, precisamos adquirir,
* Uma nova mentalidade de criança semelhante a Deus,
* Uma nova atitude filial diante de Deus e de todos os acontecimentos.

Rezemos a oração predileta de Ir. M. Emílie:

“Eu sei que tu és meu bom Pai, em cujo amor estou abrigado.
Eu não pergunto aonde vais, seguir-te quero sem cuidado.

E se a mim, ao meu dispor, me desses minha própria vida,
Repô-la-ia em tuas mãos, em confiança sem medida”.

  • Ir. M. Inácia Bett é responsável pelo Secretariado pela Beatificação do Fundador e de Ir. M. Emilie, em Atibaia/SP

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