Dignidade Infinita: Em defesa da vida

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“Chama-nos a atenção como Deus respeita e defende a nossa liberdade, indicando, ao mesmo tempo, que não pretende remir e santificar o mundo sem nossa cooperação.”1 Pe. José kentenich

Eliana Soncin Alfaro* – Recentemente, o Dicastério para a Doutrina e a Fé, nos presenteou a declaração: Dignitas Infinita. É o resultado de estudos, discussões e argumentações de pessoas competentes, guiadas pelo Espírito Santo, para ajudar-nos no discernimento, formação e posicionamento diante de temas urgentes e importantes para todo discípulo de Cristo.

 

Formar a opinião iluminados pela fé

Nosso tempo tão marcado pela grande quantidade de informações e pareceres, leva-nos, muitas vezes, a colocar em dúvida o que é essencial e verdadeiro, para dar credito a outras ideias “mais favoráveis e atrativas”, em todos os campos, seja na vida social, política, religiosa e no dia a dia, desconsiderando valores fundamentais como a verdade, o respeito, o amor! Jesus nos ensina o caminho da Salvação. Na Sagrada Eucaristia, o amor de Deus vem ao encontro de nossa alma. Buscar em Jesus Eucarístico o alimento sólido da verdade nos ajuda a ter cuidado com as opiniões do mundo, que por vezes nos afastam de Deus. “A fé contribui de modo decisivo para ajudar a razão na sua percepção da dignidade humana, bem como para acolher, consolidar e precisar seus traços essenciais.” (DI, 22)

Na Declaração Dignitas Infinita, lemos no número 34: “Querendo indicar algumas das numerosas e graves violações da dignidade humana no mundo contemporâneo, podemos recordar o ensinamento do Concílio Vaticano II. É preciso reconhecer que se opõe à dignidade humana «tudo aquilo que é contrário à vida mesma, como toda espécie de homicídio, o genocídio, o aborto, a eutanásia e o suicídio voluntário. Atenta ainda contra a nossa dignidade «tudo aquilo que viola a integridade da pessoa humana, como as mutilações, as torturas infligidas ao corpo e à mente, as constrições psicológicas”

Contra o aborto

Alerta-nos uma vez mais que “sobre a base deste valor intocável da vida humana, o magistério eclesial sempre se pronunciou contra o aborto. A propósito, escreve São João Paulo II: Entre todos os delitos que o homem pode cometer contra a vida, o aborto procurado apresenta características que o tornam particularmente grave e deplorável… Mas hoje, na consciência de muitos, a percepção da sua gravidade foi-se progressivamente obscurecendo. A aceitação do aborto na mentalidade, no costume e na própria lei é sinal eloquente de uma perigosíssima crise do senso moral, que se torna sempre mais incapaz de distinguir entre o bem e o mal, mesmo quando está em jogo o direito fundamental à vida.

Diante de uma tão grave situação, é preciso mais que nunca ter a coragem de encarar a verdade e de chamar as coisas pelo seu nome, sem ceder a compromissos de comodidade ou à tentação do autoengano. A tal propósito, ressoa categórica a denúncia do Profeta: ‘Ai daqueles que chamam de bem o mal e o mal de bem, que mudam as trevas em luz e a luz em trevas’ (Is 5, 20).” (DI, 47)

 

Em tempos de vacilações, sermos personalidades livres

Nosso Fundador, Pe. Kentenich, nos ensina que justamente em tempos de vacilações, a Aliança de Amor nos ajuda a manter nosso posicionamento, sempre em acordo com a doutrina da Igreja, como personalidades livres, que se deixam iluminar pelo Espírito Santo: “Sobrevirão momentos de vacilação total. Uma coisa somente poderá valer: os nossos princípios. Urge sermos caracteres firmes.”2

Unidos rezamos a oração “Suplica em defesa da vida”:

“Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância.” (Jo 10, 10)
Pai, que nos deste a vida como dom de amor, faze-nos compreender que ela deve ser protegida em todas as etapas, desde a concepção na chegada, até o instante final, na despedida. Desperta, Pai, nos corações adormecidos, o impulso para o amor, pois só ele une e é força transformadora, capaz de restaurar e gerar o respeito pela vida. Que o homem abra o seu coração para o encontro com Cristo, para aceitar a vida como presente divino e transformar sentimentos em gestos concretos de acolhida.
Maria, que sempre estiveste ao lado de teu Divino Filho, Jesus, ajuda-nos, como Mãe e Educadora, lembrando-nos sempre que a vida é um direito inalienável de toda criatura. Amém!
“Maria, a vós confiamos a causa da vida”. (São João Paulo II, Evangelium Vitae)

(Oração com aprovação eclesiástica)

 

*Eliana S. Alfaro pertence a União de Mães de Schoenstatt

 

1 Pe. José Kentenich em “Maria, Mãe e Educadora”, p.138.

2 Pe. José Kentenich em Documentos de Schoenstatt, p. 17

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