Diocese de Niterói peregrina ao Santuário

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Tem festa na Casa da Mãe.

Fátima Maria Salgado de Mello – Tudo começa no sábado de manhã, 17 de junho, quando os romeiros da Arquidiocese de Niterói/RJ vão chegando aos poucos ao Santuário Tabor Redenção da Família, no Rio de Janeiro/RJ, para celebrar e festejar. O Santuário estava todo enfeitado com bandeirinhas e barracas, em plena festa junina. Os peregrinos apresentam uma nítida euforia, outros um pouco surpresos – é formidável chegar na “Casa da Mãe” e pedir a sua benção. Aqueles que já estiveram no Santuário em outra ocasião puderam reviver parte da emoção de outrora. O coração se aquece e os olhos buscam o pequenino Santuário, para poder se encontrar com a Mãe e o seu “Menino”. É tão pequenino, mas tão acolhedor, é um bálsamo para aqueles que chegam do outro lado da Baía de Guanabara.

Às 10 horas foi celebrada a primeira Missa, presidida pelo Pe. Dalvan Schopf, vigário da Paróquia São Pedro Apóstolo, de Itaboraí/RJ. O andor da Mãe e Rainha abriu a procissão de entrada, seguido pelas bandeiras do Brasil, do estado do Rio de Janeiro, da cidade de Niterói, do Vaticano e de Schoenstatt. A homilia do Pe. Dalvan denotou o seu profundo amor à Mãe de Deus e sua experiência, desde a infância, com a Mãe e Rainha. Questionado sobre como ele se sentia ao estar no Santuário, esta foi sua resposta: “Chegar-se ao Santuário da Mãe e Rainha é como a experiência de um filho que volta a visitar a casa de sua mãe e se recorda que, na verdade, ali é a sua casa”.

Após a Missa, a festa prosseguiu ao som da música caipira e do “anairiê” dos jovens que dançavam quadrilha em frente ao Santuário.

Antes da Santa Missa das 15 horas, a Liga de Famílias de Schoenstatt rezou com os romeiros, na Tenda, a Novena da Família e logo a seguir o Terço. Cada pessoa escreveu num papel a sua intenção ou motivação para estar ali e todos rezaram por todos. Este foi um momento de profunda união entre os peregrinos. Em seguida fez-se uma procissão para colocar os pedidos na talha, que estava aos pés do andor da MTA.

Às 15 horas começou a Missa, presidida pelo Arcebispo de Niterói, Dom José Francisco Rezende Dias, e concelebrada pelo Pe. Edilson Silva, salesiano da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, de Niterói. A Tenda estava cheia das ovelhas para ouvir o seu pastor. Dom José abriu a homília com o refrão do Salmo: “Nós somos o povo e o rebanho do Senhor”. Suas palavras animaram a todos e ele reafirmou que, no próximo ano, ou ele ou o Bispo Auxiliar estariam novamente nessa peregrinação.

Com o espírito renovado pela Palavra e pela Eucaristia, também renovando a Aliança de Amor com a MTA, é difícil encontrar palavras para descrever a experiência profunda, intensa e extensa de beleza na simplicidade da romaria. Difícil não constatar a presença de Deus e o privilégio de fazer parte de um momento onde o céu encontra a terra. Essa é uma das grandes lições de uma romaria: milagres acontecem o tempo todo, não só ao redor, mas no corpo e na mente de cada um. Foi assim, nesse espírito, que os romeiros foram deixando o Santuário e retornaram às suas casas.

 

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