Domingo da Alegria: Vamos presentear rosas?

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Meu pai, pequei contra o céu e contra ti…
Traze-me depressa a melhor veste…
E começaram a festa (Lc 15, 1-32)

Pe. Francisco José Lemes – Aproxima-se a Festa da Páscoa do Senhor! Neste Quarto Domingo da Quaresma, com a narrativa do evangelista São Lucas sobre a parábola do “Filho Pródigo” ou do “Pai misericordioso”, somos chamados à alegria da verdadeira conversão, depois de experimentar a ilusão do pecado. O filho mais novo quer aventurar-se e o pai lhe dá essa liberdade, mas espera sua volta, mesmo que essa seja longa e que o filho retorne desfigurado. O pai espera, não se arrepende da liberdade que lhe confia, pois sabe que as ilusões do mundo e da riqueza duram pouco. Ele está disposto a acolher e lhe confiar toda a riqueza gasta irresponsavelmente, acolhe, vai ao encontro – e ir ao encontro faz com que o filho reconheça que errou e, no abraço misericordioso, está disposto a começar de novo.

Este Domingo é um convite a sairmos de nós mesmos, a não nos fecharmos como o filho mais velho, a não murmurar; a nos alegrarmos com a conversão dos que estão fora da comunidade e querem entrar para experimentar uma vida nova. Abrir as portas de nossa comunidade aos que a vida maltratou ou se perderam pela ilusão de perspectivas frustrantes. Domingo de fazer a experiência da alegria de ser misericordioso, como o Pai do Céu é; alegria de que a Vida vence a morte, Domingo do abraço que acolhe, da festa ao redor das Mesas da Palavra e da Eucaristia.

A cor litúrgica e um antigo costume

Neste Domingo a cor litúrgica será o ROSA, símbolo da alegria pascal que se aproxima. Em tempos idos da história da Igreja, era o Domingo em que o Papa abençoava a Rosa de Ouro, oferecida a personalidades que mantinham uma boa relação com o Papa e a Igreja, mais tarde oferecidas a Santuários – como, recentemente, o Papa Francisco ofereceu ao Santuário de Aparecida, por ocasião dos 300 anos do achado da imagem da Virgem Imaculada, a quem chamamos de Aparecida. Domingo em que os cristãos presenteavam uns aos outros com rosas, pois a Páscoa estava próxima.

Vamos presentear rosas?

Inspirando-se nesse costume, também podemos oferecer, neste Domingo, rosas espirituais de gestos de misericórdia. Como?

– Oferecendo nosso perdão a quem nos ofendeu,
– Recebendo o perdão de quem nos fez algum mal,
– Acolhendo, com alegria, os que vêm pela primeira vez ou que retornam à nossa comunidade,
– Oferecendo o jejum como forma de solidariedade aos que passam fome e, marcados pela fúria da natureza, perderam tudo,
– Rezando por aqueles que nos perseguem e nos fazem mal,
– Indo ao encontro daqueles que estão nas periferias da vida, marcados pela dureza da vida e experiências negativas que lhes tiraram a alegria da vida.
– Essas são algumas ideias e sugestões…

“A rosa é o símbolo do amor. Amar significa que entregamos nossos corações. Deixemos que a rosa fale por nosso coração. Digamos: ‘Para aquele a quem eu entrego a rosa, entrego meu coração. A rosa fala de meu amor’.” (Pe. José Kentenich, Que as Rosas falem por nós).

Um reflexo do Pai misericordioso

Pe. José Kentenich teve essa característica de Pai acolhedor e paciente, que sempre tinha uma palavra de ânimo aos que dele se aproximavam. Isso deriva de sua experiência de amor que sentiu do Pai do Céu e na sua confiança na Divina Providência. Que a figura do Pe. José Kentenich nos impulsione a irmos ao encontro do Pai e fazermos essa experiência de nos sentir amados e acolhidos por este Pai que se alegra com a nossa conversão.

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