“E o nome da Virgem era Maria”

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Brasil tem 11,7 milhões de “Marias”

Karen Bueno – Segundo o projeto ‘Nomes do Brasil’, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística), o Brasil tem 11,7 milhões de “Marias” em sua população. Este tornou-se o nome mais comum entre as brasileiras e ocupa o 1º lugar no ranking nacional.

“Maria” é um nome muito antigo e, por isso, de origem incerta. Provavelmente vem do hebraico Myriam, que significa “senhora soberana” ou “a vidente”. É possível, ainda, que derive de Maryáh, que quer dizer literalmente “a pureza”, “a virtude”, “a virgindade”. Há autores que atribuem a origem do nome Maria à raiz egípcia mry, que significa “amar” [1].

 

Por que resgatamos esses dados?

Em 12 de setembro a Igreja celebra o “Santíssimo Nome de Maria”: uma memória litúrgica instituída pelo Papa Inocêncio XI em 1683.

O nome de uma pessoa é algo muito importante e simbólico na Bíblia, pois representa a própria pessoa. O Pe. José Kentenich explica: “Fala-se, na história da Criação, que Deus conduziu a Adão todos os animais para que lhes desse um nome. O nome é a expressão da essência de um ser. Adão, portanto, devia observar os animais, descobrir sua natureza e, só depois, poderia dar-lhes o nome correspondente” [2].

 

Um nome gravado no coração

Quando selamos uma Aliança de Amor com a Mãe de Deus, é como se gravássemos nosso nome no coração dela e, ao mesmo tempo, gravássemos “Maria” em nosso coração. Certa vez o Pe. José Kentenich faz uma brincadeira com isso: “Hoje fazem-se muitas cirurgias do coração. Se pudéssemos fazer uma cirurgia na Mãe de Deus, veríamos que nosso nome está escrito no seu coração” [3]. Ele brinca porque está convencido de uma coisa: “[Pela Aliança de Amor] O meu nome também está gravado da mesma forma no coração maternal de Maria. Nenhum poder da terra e dos céus pode arrancá-lo ou apagá-lo dali; nem meus pecados o conseguirão…”

 

As “Marias” do Brasil

 

As cinco ‘Marias’ e o pequeno José, junto com o pais Fernando e Vivian Fregonesi

 

É impossível conversar com todas as 11,7 milhões de “Marias” em nossa pátria, mas podemos ouvir uma mãe que escolheu esse nome para suas cinco filhas. Vivian Fregonesi, de Brasília/DF, explica: “Escolhemos o nome de Maria, para todas as nossas filhas, pela grande devoção a Nossa Senhora, que desde sempre tivemos. Um nome que as acompanhará sempre em forma de proteção e bênçãos em suas vidas”.

Para Maria Eduarda, Maria Antônia, Maria Paula, Maria Júlia e Maria Estela Fregonesi é um presente serem chamadas como a Mãe de Deus. “Para mim, ter o nome Maria é ter a responsabilidade de ser como a Mãe de Deus foi. É uma alegria, eu realmente não tenho palavras para descrever esse nome, é simplesmente uma benção”, comenta a Maria Eduarda.

 

“E o nome da Virgem era Maria” (Lc 1, 27)

Há muitas mulheres que não se chamam “Maria”, mas têm as derivações dos títulos de Nossa Senhora: Aparecida, Fatima, Piedade, Lourdes, Socorro, Guadalupe… Independentemente do nome que os pais escolheram, em cada ser humano há traços da Mãe de Deus, como canta a música: “Em cada mulher que a terra criou, um traço de Deus Maria deixou…” [4].

É essa imagem da Mãe que buscamos incorporar, seja qual for o nosso nome: “Eterno Pai, repete também sobre cada um de nós a palavra poderosa e repleta de amor: faça-se, faça-se a pequena Maria, como imagem da grande Maria!” [5]

Assim, Mãe de Deus, “corajosos, queremos propagar o teu nome e conduzir todos ao teu Santuário, para que, plenos de júbilo e amor, aqui na terra e lá no céu, contigo bendigam ao Deus Trino” (Rumo ao Céu, 511).

 

Neste dia de festa, ouça a canção “Tu sussurraste meu nome baixinho”:

 

 

 

Referências:

[1] dicionariodenomesproprios.com.br/maria

[2] KENTENICH, Pe. José; NAILIS, Ir. M. Annette. Santidade de Todos os Dias. A Vinculação ao Trabalho. O trabalho é uma fonte de felicidade

[3] KENTENICH, Pe. José. Às Segundas-Feiras ao Anoitecer, Diálogos com famílias, vol. 21. Nossa vida à luz da fé. 8 de maio de 1961.

[4] Canção “Maria de Nazaré”, composição: Pe. José Fernandes de Oliveira (Pe. Zezinho)

[5] KENTENICH, Pe. José. Viver da Fé, Sermões em Milwaukee, vol 3. Impresso pelo Instituto Secular dos Padres de Schoenstatt. São Paulo/SP, 1977.

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