E se fosse diferente?

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O Senhor se lembra sempre da Aliança! (Sl 104)

Karen Bueno – A liturgia desta quinta-feira coloca no centro da reflexão a fidelidade de Deus às alianças que selou com seu povo. O compromisso fiel de Abraão é retomado como modelo, tendo como ápice da história o próprio Jesus – nova e eterna Aliança.

Falando em fidelidade e perseverança, o Movimento Apostólico de Schoenstatt recorda neste dia 6 de abril um momento de graças em sua história: a libertação do Pe. José Kentenich do campo de concentração de Dachau:

No dia 6 de abril de 1945, pelas 9 horas da manhã, o Pe. Kentenich pôde deixar o Campo de Concentração. Sua primeira visita foi ao pároco da aldeia de Dachau, a quem queria agradecer de coração por todo o auxílio que os sacerdotes do campo receberam por seu intermédio […]. Chegou a Schoenstatt na manhã do dia 20 de maio de 1945 e, depois de três anos e meio de prisão, celebrou novamente o santo sacrifício da missa no Santuário da Mãe de Deus. Era o Domingo de Pentecostes, festa do Espírito Santo. (Padre José Kentenich: Uma vida pela Igreja – Pe. Engelbert Monnerjahn)

Hoje, ao celebrar a Santa Missa no Santuário de Atibaia/SP, o Pe. Edson Magalhães, de Itatiba/SP, lançava a pergunta: “E se tudo fosse diferente?” Ele instiga a imaginar como seria se o Pe. Kentenich não tivesse respondido com fidelidade ao duro caminho de provação que lhe foi imposto pelo nazismo, se o Pai e Fundador não permanecesse fiel à Aliança de Amor ante as dificuldades de Dachau.

“Certamente Deus o entenderia, conclui o padre, mas perderíamos muito se ele não fosse perseverante”. O exemplo de fidelidade do Pai e Fundador mostra a grandeza de uma personalidade moldada por Maria. Tudo o que ele pediu aos seus filhos, ele o viveu primeiro. E hoje ainda ecoa seu convite para enfrentar as “ocasiões de Dachau” da vida diária com fidelidade à Aliança, pois Deus e a MTA estão sempre juntos: é isso o que prova o dia 6 de abril de 1945.

O Papa Francisco, em sua homilia matinal, nos convida a fazer desta quinta-feira “um dia de memória”, evidenciando que “nesta grande história de aliança há a pequena história de cada um de nós”.

“Eu convido vocês a tirarem, hoje, cinco minutos, dez minutos, sentados, sem rádio, sem televisão; sentados, e pensar sobre a própria história: as bênçãos e dificuldades, tudo. As graças e os pecados: tudo. E olhar ali a fidelidade daquele Deus que permaneceu fiel à sua aliança, e se manteve fiel à promessa que fizera a Abraão, permaneceu fiel à salvação que prometera em seu Filho Jesus. Estou certo de que entre as coisas talvez ruins – porque todos nós temos tantas coisas ruins na vida – se hoje fizermos isso, vamos descobrir a beleza do amor de Deus, a beleza de sua misericórdia, a beleza da esperança. E tenho certeza que todos nós estaremos cheios de alegria”.

Hoje, como Família de Schoenstatt, podemos descobrir e contemplar a beleza do amor, da misericórdia, da esperança na fidelidade do Pai e Fundador à Aliança e, principalmente, a fidelidade da Mãe de Deus ao compromisso selado em Schoenstatt. Por essa história, pela vitória sobre a guerra, com alegria podemos dizer: “Eu sou uma estrela do céu, sou um grão de areia na grande Família de Schoenstatt” e juntos agradecer por ter um Pai e uma Mãe prontos a nos guiar e educar, mesmo nas situações mais difíceis, caminhando sempre para a libertação e vitória nas guerras atuais.

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