Ele em minha vida: José Engling continua vivo em nós

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Se hoje você fosse convidado a descrever José Engling com uma única palavra, que expressão usaria?
Pense alguns minutos…
Uns podem dizer “ardor”, “fogo”, outros, “heroísmo”, “missão”, “vinculação”, ou talvez “fidelidade”, “ousadia”… Ao pegar o dicionário, surgem muitos substantivos que poderiam caracterizar a curta vida desse jovem soldado schoenstattiano. E todos eles são, de fato, o fragmento de uma história inspirada e movida pela Aliança de Amor, que culmina hoje, dia 4 de outubro, no centenário de sua oferta de vida.

 

Se formos capazes de sonhar, contagiar e partilhar

“Os jovens serão capazes de profecia e visão, na medida em que nós, adultos ou idosos, formos capazes de sonhar, contagiar e partilhar os nossos sonhos e esperanças”. Essa frase foi dita ontem, dia 3, pelo Papa Francisco na abertura do Sínodo dos Bispos.

Olhando a vida de José Engling, é fácil descobrir essas palavras do Papa em sua história. No início da década de 1910, o caminho pessoal e vocacional do menino se deparou com um novo diretor espiritual. Esse sacerdote poderia ser somente mais um professor ou orientador; poderia ser só um “colega” de seminário. Acontece que o novo diretor era capaz de “sonhar, contagiar e partilhar seus sonhos e esperanças”, capaz de partilha sua “ideia predileta”. E isso fez de Engling o que ele é hoje.

O Pe. José Kentenich foi mais que um diretor, foi um Pai para José Engling e, como “golpe de mestre”, conduziu o jovem ao Santuário, para que a Mãe de Deus se tornasse a grande educadora.

 

 

Passo a passo para a santidade

“Mas, bem – poderíamos pensar – Engling morreu há cem anos; ele foi, sim, importante para o Movimento, deixou suas marcas, mas será que isso toca minha vida em algo? Poderia a história desse jovem ainda estar ligada com a minha?”

A resposta mais simples para esse pensamento, talvez, seja expressa em duas palavras: Aliança de Amor. Somos uma Família, somos irmãos que se encontram no coração do Pai, e isso vai além de tempo e eternidade. Engling está unido a nós e, como costumam chamá-lo, é nosso ‘irmão maior’.

Mas a resposta é muito maior que essa – merecia linhas e mais linhas, mais do que podemos colocar. A começar pelo exemplo pessoal. José Engling abriu caminhos para a vida de santidade, ele mostrou, “passo a passo”, tudo o que o Pe. Kentenich queria de seus filhos, tudo o que o Pai espera de nós.

Por exemplo: Era um dia de frio terrível e os superiores não tiveram pena, exigiram do menino uma pesada carga de exercícios durante todo o dia, algo que dificilmente se poderia resistir sem treinamento. Com a chegada da noite, ele busca ansioso pela cama e pelas cobertas, mas, o que descobre? Já não tinha mais com o que se cobrir, pois lhe roubaram tudo o que possuía, incluindo as cobertas. E nessa noite gelada, em pleno acampamento, só restou colocar sobre si um pedaço de lona. José até ficou bravo e indignado, mas um pensamento-chave o fez suportar isso e muitas outras situações; esse pensamento se chama “Capital de Graças”.

Em 2018, sua vida é um exemplo prático para o dia a dia. Se hoje não temos trincheiras e granadas ao nosso redor, temos, por sua vez, um bombardeio de manchetes polêmicas, ideologias, perseguições, injustiças, etc. que gritam e caem “zunindo” à nossa porta. A “zona de guerra” muitas vezes é a nossa própria casa ou o ambiente de trabalho. E como enfrentar isso? A sugestão é conhecer mais a fundo a vida desse menino, pois, em cada episódio, sua reposta de amor vai além de teorias e discursos, é autêntica vida de santidade.

 

Chamas a se consumir

Engling se faz presente na Família de Schoenstatt hoje, mas, mais que isso: seu espírito, seu ardor, sua herança estão vivos em cada um que sela a Aliança de Amor. Cada vez que a Pira é acesa, seja em qual lugar do mundo for, é sua memória que arde entre as chamas, num grande sinal de amor e entrega à Maria.

Em algumas ocasiões o Pe. José Kentenich questionava: “Quem quer ser o novo José Engling?” Certamente o Pai continua dirigindo essa pergunta a cada um: “Quem quer viver esse espírito de heroísmo? Quem deseja, a seu próprio modo e personalidade, seguir os passos desse jovem?” O desafio é grande e a meta ambiciosa, mas, com o auxílio da Mãe e Educadora, a santidade de todos os dias, de todas as situações, de todos os contextos se torna possível.

“Na vida e na história do jovem heroi, a Família vivenciou o Documento de Fundação e pôde experimentar a história da fundação com seus três pontos de contato, história que foi antecipada e interpretada com perfeição pela vida exemplar de José Engling” (Pe. José Kentenich, 1968).

 

Foto: Schoenstatt Guarapuava/PR

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