“Entendi a missão e por ela me entreguei”

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Foto: Ir. M. Nilza P. da Silva

Ir. M. Nilza P. da Silva – O último dia do Congresso Latino Americano da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt (CMPS), em Santa Maria/RS, é justamente 10 de setembro, quando se completa 66 anos do início da Campanha por João Luiz Pozzobon. Em 1950 era um homem e uma imagem, hoje são mais de cem países, milhões de pessoas e a mesma imagem: a MTA.

Simbolicamente, as atividades do dia iniciam com a reza do terço e o plantio de uma árvore. Para isso, de cada país aqui presente, foi trazido uma porção de terra e ao entregá-la, se dizia a missão de Schoenstatt nesse país. Ou seja, o que Deus plantou por meio de Pozzobon tornou-se uma árvore frondosa, que estende seus ramos por muitas nações. Em seguida, foram enviadas algumas Peregrinas Auxiliares para vários países, sinal concreto de que o que nasce no Santuário Tabor dá frutos em todo o mundo.

A imagem de Maria da Campanha no contexto da piedade Latino Americana

Este é o tema da primeira reflexão da manhã, sob a responsabilidade do Diretor Nacional do Movimento A. de Schoenstatt no Brasil, Pe. Alexandre Awi.  Ele sintetiza a ideia em três pontos: A espiritualidade popular mariana, da qual apresenta um relance sobre a característica religiosa latino americana, marcadamente mariana e, por isso, orgânica e voltada para os mais necessitados. Espiritualidade esta levada ao mundo por meio do Papa Francisco. A imagem de Maria em Schoenstatt, essencialmente relacionada com a missão de Cristo, que encontrou em nosso continente um solo fecundo para desenvolver-se. Pozzobon é o modelo encarnado dessa es espiritualidade schoenstattiana, que continua a ser o distintivo e o segredo da frutuosidade da Campanha: o mistério de Schoenstatt: a vinculação local da MTA em seu Santuário, a sua fecundidade universal e superabundante em Schoenstatt e tudo isso como ação da graça e da livre cooperação humana. Maria é nossa Mãe e Educadora e nos convoca para assumir com ela a sua missão.

O Pe. Alexandre conclui apresentando os traços de Maria na CMPS: Maria da Aliança, do Santuário, Missionária, Mãe e Educadora, do Povo, da Família, na Igreja, do Terço, de João Luiz Pozzobon e do Papa Francisco. Cada um desses traços tiveram uma reflexão e se concluiu com a reflexão de alguns aspectos acentuadamente marianos do Papa. Sua visão da Igreja que sai e vai ao encontro é também o que a Campanha sempre buscou:  “Cultura do encontro é cultura da aliança. E isso gera solidariedade”, disse-nos ele em 2014. Finaliza o padre, lembrando aos presentes que a imagem que cada missionária leva para as famílias é a mesma que o Papa Francisco toca todos os dias, ao acordar, pois uma imagem dela se encontra na cabeceira de sua cama.

A pessoa de João Pozzobon e o estado de seu processo de beatificação

é tema de reflexão após o intervalo, pelo Pe. Argemiro Ferracioli, postulador da causa pela beatificação do Diác. João Luiz Pozzobon. Ele apresenta vários aspectos: “A Campanha nasceu no coração de Pozzobon. O dia de seu nascimento é também do nascimento da Campanha.” Relembrando a sua infância ele dizia: “Eu sentia uma saudade, um vazio que não não conseguia preencher.” Esse vazio foi preenchido quando ele conheceu o Movimento de Schoenstatt: “Começou uma vida diferente. Schoenstatt traz um grande enriquecimento de minha fé e uma missão a realizar”, revela Pozzobon.

A Aliança de Amor saciou a sua saudade: “Hoje, só sinto saudade do teu Santuário.” No Santuário, ele encontra também uma missão: “Entendi a missão e por ela me entreguei, diz Pozzobon, ao Santuário me consagrei, pelo Santuário viverei e pelo Santuário morrerei.” A Campanha não nasceu de um projeto de Pozzobon, mas foi um projeto divino sendo revelado em um processo de vida. Como Pozzobon afirma: “Quando se trata de algo divino, um homem pode cuidar de sua família e pode mover o mundo inteiro.”  O postulador apresenta com exemplos como Pozzobon enfrentara os sofrimentos, como atuou unido a Igreja, como estava a serviço dos pobres, como construiu escolas, visitou presídios e conclui com as palavras do Diác. João Luiz Pozzobon que afirma ser a Campanha “uma missão sanificadora.”

Ambos temas se complementaram e cativaram inteiramente a atenção e moveram o coração dos participantes. Isso nos faz crer que se até agora a Mãe e Rainha é incansável em seu atuar e é difícil acompanhá-la, como disse Pozzobon: “de agora em diante a Campanha vai voar!”

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