Entrevista com a Sra. Maura Regina

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A União de Mães de Schoenstatt, em seu capítulo geral, elegeu, no dia 8 de setembro, Maura Regina Santana de Jesus, brasileira, residente em Brasília/DF, como primeira conselheira, no Conselho Internacional da comunidade. O período de sua atuação será de 5 anos. Hoje, conversamos com ela, que nos explica o que isso significa.

 

Como a senhora define a atmosfera do Capítulo Geral da União das Mães?

A atmosfera do Capítulo não poderia ter sido melhor. Apesar da diversidade de cultura, costume e idioma, trabalhamos em unidade. Houve receptividade, acolhimento,  reciprocidade. A alegria reinou durante todo o tempo em que estivemos juntas. Todas as delegações levaram a sério suas tarefas e isso contribuiu muito para o bom desenvolvimento do Capítulo.

Sabemos que não é fácil para uma mãe se dedicar a outra tarefa, ficando tanto tempo fora de seu lar. Porém, o comprometimento e a União de Mães, em prol do objetivo do Capítulo, foram determinantes para promover uma atmosfera natural e ao mesmo tempo sobrenatural.

Estavam presentes representantes de quantos países?

Éramos mães de nove países: África do Sul, Alemanha, Argentina, Brasil, Chile, Estados Unidos, Paraguai, Portugal e Suíça.

 

Só agora a União das Mães constituiu-se oficialmente como comunidade. Pode explicar-nos sobre isso? Pois, no Brasil as senhoras já existem há 30 anos.

Existem vários fatores que justificam o longo tempo para se constituir oficialmente a Comunidade da União de Mães de Schoenstatt, que é formada por cursos e regiões, onde as mães residem próximas umas das outras. A oficialização se dá quando a comunidade conquista um crescimento espiritual e estrutural, tanto a nível de aprofundamento na espiritualidade, quanto a nível de quantidade de mães consagradas e regiões. Isso leva tempo para acontecer.

O caminhar da comunidade é orgânico, a começar pela conquista de vocações. Como somos uma comunidade formada por mães, não é tão fácil a mãe administrar bem a sua primeira vocação, que é na família natural, e ao mesmo tempo realizar sua vocação para a União de Mães. Porém, após identificada a vocação, a mãe é formada, durante alguns anos, para aprofundar a sua Aliança de Amor com Maria e assim chegar à sua consagração efetiva como leiga.

Outro fator que compromete a oficialização mais rápida da nossa Comunidade é a distância física entre as mães que vivem numa mesma região. No caso do Brasil, temos mães residentes nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul. E, numa mesma região, há mães que moram em Estados diferentes. Como o nosso país é muito grande, torna-se difícil conquistar vocações e formar cursos dentro de um mesmo Estado e/ou região, mais difícil ainda naqueles mais distantes, onde a comunidade ainda não alcançou, pois, para se constituir um curso, as mães precisam ter contatos frequentes entre si, a fim de se estabelecer vínculos fortes e formar uma comunidade de vida.

A constituição como Comunidade Internacional é possível quando vários países conseguiram a estabilidade, como comunidade oficial. Por isso, levou tanto tempo. Contudo, antes de sermos constituídas como comunidade oficial, já realizávamos encontros internacionais e cultivávamos correntes internacionais de vida. Estamos felizes que agora isso é oficializado.

 

O que isso muda na vida de sua comunidade?

Ser oficial internacionalmente é um marco na história da União de Mães e também na Obra de Schoenstatt. Isso traz mudanças para a comunidade: A partir de agora, estaremos muito mais unidas entre as nações, o nosso horizonte se expandirá. Como apóstolas, contribuiremos para que a espiritualidade de Schoenstatt seja levada ao mundo.

Trabalharemos nossa missão comum – ser reflexos de Maria, viver nossa vocação, formarmo-nos, para responder aos desafios do tempo atual e atrair novas vocações, orientadas pelo pensar de nosso Fundador, Padre Kentenich  – em unidade, respeitando a diversidade.

 

Como as mães que pertencem a União veem a realidade da Obra de Schoenstatt, com seus desafios, e como deseja colaborar?

Nós temos consciência dos desafios pelos quais Schoenstatt e a Igreja enfrentam. Acreditamos que a melhor forma de colaboração é influenciar a realidade pelo nosso ser. Experimentamos uma dupla vocação, que nos complementa e nos impulsiona, para encarnarmos a imagem de Maria em nosso ser e em nosso atuar: A vocação familiar e a vocação para a Obra de Schoenstatt.

Nós, mães da União, custódias da herança de Hoerde, com ‘a mão no pulso do tempo e o ouvido no coração de Deus’, somos chamadas a nos esforçar para viver a magnanimidade, a filialidade, a fidelidade, a fim de personificar o pensamento do Padre José Kentenich e ser um sinal e reflexo de Deus, como resposta aos desafios da época atual.

 

O que significa para a senhora ser eleita a primeira conselheira na direção internacional de sua comunidade?

Eu considero isso um chamado da Mãe de Deus, para uma missão que ela quer me confiar. Tarefas e desafios são missão. Sei que sou somente um pequeno instrumento, nas mãos de Maria, e por sua intercessão, conseguirei realizar algo. Eu me esforçarei para contribuir com o crescimento de minha comunidade e com a nossa missão, que é levar outras  pessoas a sentirem um amor pessoal a Jesus, por meio de sua Mãe.

 

Qual é a sua função com essa tarefa?

Ainda não posso precisar, de forma concreta, as atribuições de minha função como primeira conselheira. A direção internacional, em breve, se reunirá para tratar e delimitar, mais especificamente, a função de cada um de seus membros.

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