“Eu sou a videira e vós os ramos”

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Curiosidade: No Santuário de Santa Maria/RS foi plantada uma videira no dia 15 de abril de 1948. Dele foram retiradas mudas para diversos outros Santuários de Schoenstatt

 

“Permanecei em mim, é meu pedido Senhor … E eu ficarei em vós é tua promessa de amor”!

Pe. Francisco José Lemes Gonçalves – É muito belo e profundo este Tempo Pascal. É rico na liturgia da Palavra, nos sinais do Ressuscitado e nos meios que ele usou para demonstrar seu amor por nós! Rezando com os Atos dos Apóstolos, vemos o jeito que eles, iluminados e fortalecidos pelo Espírito Santo, foram fiéis ao Evangelho diante das dificuldades de seu tempo – isso ilumina os nossos tempos atuais.

Neste Quinto Domingo da Páscoa, Jesus nos mostra que ele é a Videira do Pai, quem nele permanecer será feliz. As videiras eram muito comuns na região de Jesus… os pés de uva! Sinal primeiro de Cristo fora a transformação da água em vinho: o evangelista diz que eram 600 litros! Na Última Ceia, ao tomar em suas mãos e bendizer um cálice de vinho, disse ser o seu Sangue. Na poda das videiras, os ramos secam e são jogados ao fogo para serem queimados. Se o ramo estiver ligado ao troco, em breve surgirão brotos novos e fortes e já contendo muito fruto!

 

Os frutos no Santuário

 

Jesus era um bom observador. Basta ver como ele se compara ao Pastor (que cuida e dá a vida pelas ovelhas), ele é a Porta/Porteira (onde as ovelhas entram e saem com segurança), ele é a Vida e esta em muita abundância. Neste domingo se compara ao pé de uva. Interessante é o uso do verbo “permanecer”, repetido várias vezes. A insistência de Jesus de quem nele permanecer, passará por muitas dificuldades, provações, provocações, enfim…, mas, PERMANECENDO NELE sairá vencedor!

O segredo é permanecer em Jesus! Fora dele não nos sairemos bem! Ele mesmo já disse: “Sem mim nada podeis fazer”. Sem a humildade de reconhecer que sem ele não podemos fazer nada, dificulta muita coisa, no âmbito pessoal e comunitário! Agir de maneira desvinculada, desinteressada ou com interesses imediatos, como se Jesus fosse um “fast food” ou um “drive-tru”, acarreta problemas. Por isso, quem nele permanecer não estará blindado, mas conseguirá tirar das adversidades uma grande oportunidade para dar frutos e frutos muito bons!

Olhando para nossos Santuários de Schoenstatt podemos dizer que são “videiras de Deus” espalhados na grande messe de Deus. Nestas videiras está o fruto primeiro da redenção de Jesus: Maria, nossa Mãe Admirável de Schoenstatt. Jesus, a verdadeira Videira, a confiou ao Pe. José Kentenich, ele que em todas as situações de sua vida esteve sempre permanentemente unido a Cristo pelos laços de Maria! A Aliança de Amor com Maria é o meio eficaz de nos manter permanentemente unidos a Cristo e não nos perderemos e nem nos abateremos!

 

Plantio da videira, 15 de abril de 1948

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