Faça-se luz, faça-se Maria!

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“Teu nascimento, ó Virgem Mãe de Deus, causou alegria ao mundo”

Ir. M. Patricia Lemes – Na Igreja Católica celebramos somente o nascimento de dois santos: São João Batista (24 de junho), que foi santificado no ventre de sua mãe Isabel (Lc 1,39-47), e, é claro, a própria Mãe de Deus.

A festa do nascimento de Maria é celebrada pelos cristãos, em Jerusalém, já no século IV e mais tarde foi estendida para toda a Igreja. A esta festa está ligada a solenidade da Imaculada Conceição de Maria, celebrada no dia 8 de dezembro, proclamada dogma de fé em 1854. A definição do dia desta solenidade se deu justamente por causa da tradicional data do 8 de setembro. Contando a partir de 8 de dezembro são nove meses. Celebremos, pois, a querida Mãe de Deus, concebida sem a mácula do pecado original, previamente remida em virtude de sua maternidade divina, que nasceu para ser a Mãe do Redentor e sua fiel companheira e colaboradora em toda a Obra da redenção.

Maria é o arrebol que anuncia o sol a partir dos Santuários de Schoenstatt e a partir de cada um de seus filhos

Ao longo dos séculos a tradição da Igreja louvou o nascimento de Maria com belíssimas analogias. Uma das mais conhecidas presente na liturgia é: “O teu nascimento, Virgem Mãe de Deus, anunciou a alegria ao mundo inteiro; de ti nasceu o sol de justiça, Cristo nosso Deus” [1]. Pe. José Kentenich certa vez adaptou esta antífona em uma conferência dizendo: “O teu nascimento, Virgem Maria, em nossos Santuários, trouxe alegria ao mundo inteiro!” Este pensamento expresso pelo Pe. Kentenich está presente, por exemplo, nos Ofícios de Schoenstatt do Rumo ao Céu: “Construíste Schoenstatt benignamente, para que nosso tempo contemple a luz eterna; como Portadora de Cristo, por Deus enviada, a partir dali queres percorrer o mundo em trevas” (188).

Nos Santuários de Schoenstatt a Mãe de Deus é a aurora que contemplamos em sua imagem de graças, que nos revela e nos presenteia Cristo, o eterno Sol. Cada vez que entramos com fé no Santuário podemos receber as graças especiais do abrigo espiritual, da transformação interior e do ardor apostólico e fazer a experiência das magnificências de Maria como arrebol de Cristo.

Outra grande missão de nossa Mãe e Rainha de Schoenstatt, a partir do Santuário, é tornar-nos semelhantes à ela: portadores de Cristo para o nosso tempo, como ela o foi. Levar Cristo ao mundo supõe viver na graça divina e cultivar nossa comunhão com Deus. A Mãe de Deus tem grande alegria em nos ajudar para que nossa fé cresça cada dia mais e que irradiemos Cristo ao nosso tempo tão necessitado de Deus. E ela alcança o seu propósito conosco quando buscamos configurar nossa vida pela Aliança de Amor, com fé na Providência Divina e levando muitas contribuições ao Capital de Graças ao Santuário na luta pela santificação da vida diária.

Rezemos, suplicando à Mãe e Educadora neste dia de sua festa: Mãe, “com jubilo, imerge novamente o Senhor em minha alma, para que em tudo, como tu, eu lhe seja semelhante; torna-me portador de Cristo para o nosso tempo, a fim de que resplandeça na mais clara luz do sol” (Rumo ao Céu, 189).

Viva a grande Maria! Que hoje possa nascer em nós a pequena Maria!

 

Foto: Schoenstatt Portugal 

 

[1] Antífona do Benedictus – Festa da Natividade da Bem Aventurada Virgem Maria

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