Rumo ao Brasil: Malas prontas, é hora de embarcar

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Ele vem para o Brasil!

Karen Bueno – No dia seguinte a audiência com o Papa Pio XII, o Pe. José Kentenich parte, de Roma, para sua primeira grande viagem a outro continente. Seu destino? A América do Sul, o Brasil. Era o dia 15 de março de 1947 quando ele embarcava rumo ao Rio de Janeiro, com escala em Lisboa/Portugal e Recife/PE, numa viagem de 30 horas de voo.

Quando ele chega, algumas de suas primeiras palavras confessam: “Vim contemplar aqui as glórias da querida Mãe e Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt”.

Que glórias ele pode contemplar?

Suas palavras se estendem à atual geração. Que glórias da MTA o Pai e Fundador pode contemplar hoje?

O Movimento Apostólico de Schoenstatt se restringia a pequenos grupos no interior do Rio Grande do Sul e Paraná. Mas a missão é grande demais para ficar concentrada em pequenos círculos, por isso o Pe. Kentenich estimulava: “Nossa tarefa é anunciar ao mundo a mensagem de Schoenstatt, levar a MTA ao povo. Não podemos trabalhar apenas com contribuições silenciosas para o Capital de Graças, precisamos também anunciar Schoenstatt. Qual é a mensagem de Schoenstatt? É a mensagem da Aliança de Amor, a mensagem da fé na Providência, a mensagem da fé na missão” (5 de maio de 1947, Santa Cruz do Sul/RS).

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Se chegasse ao Brasil neste ano, uma das principais glórias que o Pai poderia contemplar consiste justamente em “levar a MTA ao povo”. Conforme as estatísticas, bem mais do que 4 milhões de famílias recebem a visita da Mãe Peregrina de Schoenstatt. Segundo esses cálculos, aproximadamente um a cada sete católicos acolhe a Mãe e Rainha regularmente em suas casas, incluindo presídios, escolas, comércios, paróquias, enfermos…

Em 1947, grande era a empolgação para o lançamento da pedra fundamental do primeiro Santuário de Schoenstatt no Brasil. Hoje são 23 Santuários da Mãe e Rainha. Os ramos e comunidades da Obra reúnem milhares de pessoas no Brasil. Cada Santuário recebe incontáveis peregrinos diariamente – só no Santuário de Atibaia/SP, passa bem mais de 100 mil pessoas por ano.

Em algumas de suas palestras e conferências, o Pai e Fundador dizia que a glória da Mãe de Deus é a transformação de seus filhos em Cristo, em outras palavras, é a santidade. Assim, alguns ‘filhos santos’ do Tabor, considerados modelos para o Movimento, são expressão dessas glórias. Alguns exemplos saltam aos olhos, como o Diác. João Luiz Pozzobon, Francisco Ziober, Ir. M. Teresinha Gobbo, Lenir Bavoso, Leonor Tarifa Gavilan, Maria Regina Tokano, Paulo Tochetto, Padres Celestino e Máximo Trevisan, e tantos outros cujos nomes são conhecidos ou permanecem ocultos, mas que deram sangue e vida para que a mensagem da Aliança fosse semeada.

Que glórias ele pode contemplar?

Há muitas outras “glórias” que o Pai pode descobrir no Brasil e ainda há muito por fazer. Mas essa pergunta se dirige também a cada filho de Schoenstatt hoje. Que glórias ele pode contemplar em sua vida pessoal? Na véspera do dia em que celebramos a sua chegada do Pai ao país, é uma boa ocasião para recordar as glórias pessoais conquistadas e aquelas que ainda são almejadas.

O futuro da Obra e o anúncio da mensagem da Aliança dependem das glórias que os filhos de Schoenstatt permitem que a MTA opere em suas vidas. O Pai chega para contemplar também nossas glórias pessoais.

 

(Texto atualizado em março de 2026)

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