Hoje a festa é dele!

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“A filialidade é simplesmente o caminho do céu”

Karen Bueno – Imagine o cenário: uma quermesse no povoado, a rua principal repleta de barracas, um desfile diante da paróquia… Assim está a aldeia de Gymnich em meados de novembro de 1885. Apesar do barulho e do alvoroço, um acontecimento quase silencioso trouxe marcas para esse outono europeu. A poucos passos da igreja matriz de Gymnich, caminhando por alguns quarteirões, fica a Praça Kunibertus (Kunibertusplatz). Numa casa simples, construída às margens dessa praça, o silêncio se rompia já bem cedo, às 7 horas, numa segunda-feira de 16 de novembro. O pequeno Pedro José Kentenich chegava ao mundo, portador de uma missão única e muito importante para o mundo todo.

Certamente, ao olhar para o filho, a Sra. Catarina Kentenich nem podia imaginar os capítulos que a Divina Providência escreveria na vida desta criança. Sonhos, projetos anseios… Ela só o amava. “Agradeço ao bom Deus por ele me ter dado a maior felicidade que uma mãe pode ter aqui na terra: um bom filho” (12.10.1926).

É curioso pensar no Pe. José Kentenich ainda criança, totalmente filho. Apesar de ser uma personalidade singular e um Pai espiritual para tantas pessoas, o ‘ser filho’ foi uma característica essencial nele – e somente por isso pode ser Pai. “Da parte do homem é necessário uma profunda filialidade; caso contrário, Deus não pode manifestar sua paternidade”, ele dizia.

E o presente?

Ao recordar o nascimento do Fundador, vem à mente sua pequenez e simplicidade. Ao mesmo tempo, seu pedido para que cada filho de Schoenstatt viva e conquiste a filialidade heroica. “Onde quer que eu vá ou esteja, de algum modo dever-se-ia descobrir em mim o perfume da filialidade”.

No próximo ano, 2019, a Família de Schoenstatt recorda a coroação da Mãe de Deus como Rainha da Filialidade Heroica. Nela, se renova também o ideal e a missão do Brasil: ser Tabor.

Como sabemos, festa de aniversário pede presente e muita comemoração. O que poderíamos oferecer hoje ao Pai? Há muitas ideias e cada um é livre para refletir e deixar a criatividade despontar mundo afora. Dentre tantos presentes, certamente algo que lhe traria grande alegria – especialmente por parte do povo brasileiro – é a vivência do heroico ser filial.

 

Referências:
Pe. José Kentenich. Ser Filho diante de Deus, vol 1
Dorthea M. Schlickmann. Os anos ocultos – Padre José Kentenich, Infância e Juventude (1885-1910)

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