R – Jesus, Filho heroico do Pai, nosso Rei e Salvador!
Nós te adoramos e nos volvemos a ti, neste tempo sagrado em que a Igreja celebra a tua paixão e morte, procurando penetrar no sentido mais profundo do mistério da nossa redenção.
T- Na verdade, Senhor, ainda não acabaste de morrer; tu continuas a sofrer em nós, os membros do teu Corpo Místico; continuas a combater em nós as trevas do mal, a realizar a grande luta, na qual as forças divinas e diabólicas disputam entre si a sorte de nossas vidas. Até o fim dos tempos continuas em nós a tua obra redentora.
R – Quem sofre e morre no Amor e por teu amor, renasce e cresce para a vida eterna.
T – Jesus, por tua vida e pelo teu sofrimento nos ensinaste o caminho autêntico do amor, o caminho que nos conduz ao Reino da eterna glória, junto do Pai.
R – Tu modificaste o sentido da história; por tua paixão e morte, nos abriste o caminho para a vida.
T – Ninguém como tu, Jesus, abraçou a cruz e o sofrimento, com tanto amor e liberdade, pois, em toda a tua vida buscaste somente a vontade do Pai.
R – Ninguém enfrentou com tanta ousadia a entrega da própria vida como tu. Àqueles que te procuravam para te prender, corajosamente perguntaste: ‘A quem buscais?’ E à sua resposta, afirmaste com toda a tranquilidade: ‘Sou eu’! (cf. Jo 18,4-6).
T – “Ninguém me tira a vida. Eu a dou porque eu quero” (Jo 10,18)!
R – Sereno e tranquilo, te deixas conduzir para o lugar da iníqua sentença. Ainda trazes a face marcada pelo beijo da traição. E, de mãos atadas, ouviste escárnios, desprezo; cuspiram-te no rosto, conduziram-te aos sumos sacerdotes, levaram-te a Pilatos, a Herodes, e te coroaram de espinhos (cf. Jo 18 e 19).
T – No silêncio, ocultas teu poder e tua majestade divina. Aceitas todo o desprezo e a injusta condenação à morte, oferecendo-te ao Pai como preço de resgate pela nossa salvação.
R – Com toda a liberdade, caminhas ao encontro da cruz, na qual serás imolado como Sacerdote e Vítima, sobre o altar do Calvário.
T – Com esta cruz, carregaste sobre os teus ombros o peso de todas as cruzes da humanidade de todos os tempos. Também a nossa cruz, a minha cruz; a cruz que me fere o ombro, magoa o meu coração; porém, que me amadurece no sofrimento, me livra do egoísmo e me ajuda a viver um pouco melhor como filho de Deus.
R – Senhor, ensina-nos a abraçar, como tu, com grande amor, a cruz prevista pelo Pai e que nos foi dada por companheira inseparável no
T – Abre o nosso coração para a aceitar com docilidade e ajudar também os outros a aceitarem o seu sofrimento com disponibilidade e amor.
R – Ajuda-nos, Senhor, a abraçar a cruz de cada dia.
T – A cruz das nossas desilusões pessoais e com o próximo.
R – A cruz das nossas fraquezas e misérias.
T – A cruz das nossas enfermidades, dos nossos fracassos e incompreensões.
R – Também a cruz da separação daqueles a quem amamos e que o Pai chamou para a eternidade.
T – Sim, tudo te pertence. Dispõe de nós segundo a tua vontade. Canto
R – Mãe de Deus, ninguém como tu, partilhou a sorte e a missão do Filho. Acolhendo no teu coração a sua angústia e dor, carregaste também as aflições das mães de todos os tempos, das mães que, um dia, chorariam pelos sofrimentos causados por seus filhos.
T – Nós te louvamos, ó Mãe de Deus, Mãe das Dores, Mãe dos remidos, pela tua fortaleza na dor! Concede-nos viver como tu o heroísmo do amor.
R – Ajuda-nos a descobrir o verdadeiro sentido da nossa vida. Ensina- nos a nunca fugir do que nos é difícil e nos esquivar das oportunidades de provar o nosso amor e dedicação a Deus, mas a aceitar e dizer um pronto “sim” a todo o sofrimento e à cruz que Deus nos envia, ou permite para o nosso bem.
T – Dá-nos a tua graça para retribuir ao Pai, amor por amor! Rompe as barreiras egoístas do nosso coração humano, voltado para o gozo, o prazer e aos bens deste mundo. Abrasa-nos de um amor caloroso e profundo ao Pai que, por ti, nos enviou Cristo, nosso Redentor e Salvador.
