Ideal Nacional: identidade e missão para o país

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(Foto: Ir. M. Vilma Vassoler)

 

“A pedagogia do ideal é orientada para formar pessoas livres e autônomas em meio a uma sociedade massificada e despersonalizada” (Livro: 150 Perguntas sobre Schoenstatt. Questão 79: O que se entende por “pedagogia do ideal”?).

No dia 20 de abril de 1947 foi proclamado o ideal nacional de Schoenstatt no Brasil: TABOR. Essa festa faz questionar, como ponto de partida, o que vem a ser um Ideal Nacional (IN) e no que ele toca a realidade pessoal de cada um. Para ajudar nessa reflexão, Pe. Alexandre Awi Mello e Pe. Ivan Simicic respondem algumas perguntas e trazem alguns apontamentos…

O que é um Ideal Nacional?

“Nós acreditamos que, no querer de Deus, ele é a tarefa que nós temos de realizar, como Família de Schoenstatt, dentro da Igreja e da sociedade no país. O ideal é a missão que a Família de Schoenstatt tem no Brasil. Como nós trabalhamos com a pedagogia de ideais, acreditamos que ele é a luz que nos ilumina, é a meta a qual aspiramos, é o que nos orienta, nos dá um rumo, nos dá a direção para a qual devemos caminhar como Família de Schoenstatt”, reflete Pe. Alexandre.

Contextualizando, Pe. Ivan aponta: “Temos que colocar o ideal nacional dentro da concepção de Schoenstatt sobre a importância dos ideais. Em nossa pedagogia, os ideais exercem uma função essencial. Desse modo, o ideal nacional cumpre, na perspectiva do nosso Movimento, a função de orientar todo um grupo, uma nação, um país; tem a grande missão de nos dar identidade no meio da Igreja e no meio da sociedade brasileira. É um elemento que tem função de identidade e de missão”.

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Que importância tem um Ideal Nacional para o país?

Para o Pe. Ivan, “dar identidade e orientar para a missão”.
Pe. Alexandre acrescenta: “O Ideal Nacional é a vontade de Deus para nós como Família, marca o rumo, nos dá clareza sobre a direção que devemos caminhar e também nos dá uma motivação. Como acreditamos que é Deus quem nos indica esse ideal, fazemos uma busca providencialista da vontade dele”.

 

Na prática, no que ele consiste?

“Aí vem o confronto permanente do ideal com a realidade. Quando surge uma corrente de vida, uma situação ou um desafio que devemos responder, como schoenstattianos, normalmente nos perguntamos: ‘Como nosso ideal responde a isso’. Esse é o desafio para os dirigentes das comunidades na busca em mantê-lo vivo e ao refletir sobre as diferentes situações. E para isso temos dois grêmios no Brasil, a Central Nacional de Assessores e a Presidência Nacional, onde estão os dirigentes das nossas comunidades, para refletir o que está acontecendo no tempo, a situação da sociedade brasileira, unindo-a com o Ideal Nacional”, recorda o Pe. Ivan.

 

Como nasce um ideal nacional?

Nós fazemos parte de um país enorme, com diferentes realidades; logo, o que leva a definirmos uma única frase – no caso do Brasil, uma única palavra – como ideal da nação?

Pe. Ivan compara: “É a mesma situação de uma bandeira, que representa um país inteiro. Há as diferentes bandeiras dos estados, mas há também aquela que reúne todos e representa a nação. Então, a diversidade não está contra a unidade e o ideal se vive de diferentes formas, em cada canto do país, ele é um mesmo para todos”.

Sobre o processo de discernimento do IN, ele explica: “É importante que muitas pessoas participem na reflexão, de diferentes maneiras, dizendo quais são os elementos desse ideal. Ao final, tem que haver um grêmio para defini-lo, pois não há como um país todo resolver. São delegados, dirigentes que analisam as vozes de Deus – e uma das vozes importantes é a do nosso Pai, Pe. Kentenich – diante daquilo que os grupos propuseram, fazem um processo de afunilamento até chegar a certos elementos e formular a frase”.

Sobre o ideal Tabor, Pe. Alexandre recorda: “No caso do Brasil, o Pe. Kentenich, na época, procurou interpretar a alma do brasileiro e aquele ideal que era mais adequado à sua forma de ser. Acreditamos que o ideal Tabor tem a ver com a alma do brasileiro, por isso é algo que nos é natural, que tem a ver com o nosso ser, um ser filial e que, portanto, em nós mesmos já está algo daquilo que queremos realizar”.

 

É possível integrar o Ideal Pessoal com o Ideal Nacional?

“No concreto, a gente precisa unir o nosso Ideal Nacional com o nosso ideal de ramo, de grupo… porque, na prática, cada um vai descobrindo, pessoalmente, com realizar, aquele ideal que é de todos. Não têm fórmulas, o importante é que eu perceba que o ideal nacional tem a ver comigo, que ele é também uma missão ‘para mim’ e que está relacionado com os próprios ideais que Deus me indicou: seja o ideal pessoal, de comunidade, de grupo… É muito importante, também, que isso me motive a tomar atitudes concretas. Por exemplo: o ideal de ser um ‘Filho Heroico’ [Tabor] passa pela vida concreta na hora de fazer alguma renúncia, pois eu me recordo que sou um filho heroico e, justamente por isso, aceito fazer essa renúncia para cumprir a vontade do Pai. O ideal tem que passar pelo concreto da minha vida”, opina Pe. Alexandre, recordando que os ramos e comunidades, em geral, incorporam o ideal nacional em suas aspirações internas.

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