Já parou para pensar sobre sua vocação?

Liked this post? Share with others!

 

 

(Foto: Dimitri Conejo Sanz, via cathopic.com)

 

“O jovem não tem medo de desafio, tem medo de uma vida sem sentido!” (Papa Bento XVI)

A importância de tirar um tempo e pensar a vocação:

Bárbara Mélo – Na agitação da juventude e no anseio de novas descobertas, o que mais inquieta o coração juvenil é o sentido da vida. Não saber o porquê veio ao mundo provoca um vazio imensurável, causado por dúvidas, indecisões e medo. “Os jovens sentem-se fascinados pela aventura duma gradual descoberta de si mesmos” ¹. Assim, buscar o sentido da vida, desvendar o mais íntimo do nosso ser, implica também na descoberta da vocação que Deus, de modo muito pessoal, escolheu para nós antes mesmo do nosso nascimento.

É um chamado misterioso e, para “captá-lo”, é preciso escutar, refletir, rezar e decidir. Isso nos recorda o momento da Encarnação, no qual Maria, a Mãe de Deus, em sua singeleza, escutou da boca do Anjo Gabriel um chamado. Assim como acontece com os jovens hoje em dia, ela também refletiu sobre esse chamado: “Mas como se fará isso?” – ela questiona. Em seguida, decide-se livremente: “Eis aqui a serva do Senhor” e, em total união com Deus Pai, disse: “Faça-se em mim segundo a Vossa Palavra” (Lc 1, 26-38).

O que devo observar em mim mesmo?

Olhar para si é querer realizar a missão que Deus escolheu para cada um de nós e, para isso, é necessário tirar um tempo para discernir tudo o que se passa no nosso interior, refletir e questionar-se no tocante a:

– Quais os meus anseios?
– Em qual caminho vocacional me sentiria inteiramente feliz, mesmo com os desafios que cada vocação exige?
– Para que tipo de entrega anseia o meu coração?
– É uma entrega para um grupo restrito de pessoas?
– Ou é uma entrega de serviço a muitos filhos espirituais?

Esses pontos nos ajudam a ter clareza sobre a vocação desejada por Deus.

O Documento Final do Sínodo dos Bispos sobre “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”, em seu segundo capítulo com o título “O mistério da vocação”, ressalta a vocação de Samuel. Ali existem meios para identificar os traços essenciais do discernimento: “a escuta e o reconhecimento da iniciativa divina, uma experiência pessoal, uma compreensão progressiva, um acompanhamento paciente e respeitoso do mistério em ação, um destino comunitário. A vocação não se impõe a Samuel como um destino a se suportar; trata-se duma proposta de amor, um envio missionário numa história de quotidiana confiança mútua”.

Escutar: Para que possamos ouvir Deus em nossa vida, é necessário atitude de oração e silêncio. É fundamental que tiremos um tempo na agitação do nosso dia a dia para contemplar o operar de Deus em nossa vida e poder deduzir a Sua voz em cada acontecimento – é aí também que Deus mostra a nossa vocação.

A iniciativa divina: Em Schoenstatt o Pe. José Kentenich chama a ter uma Fé PRÁTICA na Divina Providência. Tudo que acontece é porque Deus é Pai e tudo que Ele faz é bom para seus filhos, mas necessita de nossa atuação no seu plano de amor. “… a fé na Providência nos apresenta Deus como um Pai sábio, amoroso e poderoso, que dirige os destinos do mundo e de nossa pequena vida com infinito amor, para o nosso maior bem, mas não dispensa de nossa colaboração ativa, vigilante e audaz”².

Qual minha atitude diante de Deus?

Ser filho(a) diante de Deus, reconhecer a fragilidade humana e aproximar-se de Deus como um filho que confia inteiramente em suas conduções e permissões. Devemos ser assim como uma criança que, em seus primeiros anos, depende unicamente dos pais. Essa atitude faz com que atinjamos um profundo relacionamento Pai-filho. Dessa forma reconhecemos a grandeza de Deus e seu infinito amor que nos conduz aos seus braços como um Pai amoroso, para que, unidos intimamente a Ele, inspirados pelo Espírito Santo, possamos realizar de forma sublime o mistério de amor, que é a nossa vocação.

Jesus diz: Tudo o que pedirdes ao Pai, em meu nome, ele vos dará” (Jo 15,16). Como filhos, devemos suplicar a Deus Pai a descoberta de nossa vocação. No entanto, sabemos que tantas vezes pedimos e não recebemos. A descoberta da vocação é um constante pedir, o que quer Deus com isso? Quer de mim um amor filial, uma atitude filial. Assim o Pai, ao encontrar um filho que pede sempre de novo com singeleza e perseverança, atende cheio de amor e misericórdia.

Ao descobrir o grande mistério de amor, que dá sentido à nossa vida, a vocação exige um decidir diário, um sim de amor constante, Deus espera de nós uma entrega radical e fiel no caminho da santidade, que só pode ser dado se nos esvaziarmos do “eu” e nos preenchermos do “Tu”, para que a nossa vocação seja um reflexo da sua santa vontade.

 

 

Referências

1 Documento Final do Sínodo dos Bispos, disponível em jovensconectados.org.br

2 Mensagem da Fé Prática na Divina Providência: Série Schoenstatt 2. 4ª ed. Sociedade Mãe e Rainha. Santa Maria/RS, 2006. p 3-59.

 

 

 

Subscribe to our newsletter

Collect visitor’s submissions and store it directly in your Elementor account, or integrate your favorite marketing & CRM tools.

Do you want to boost your business today?

This is your chance to invite visitors to contact you. Tell them you’ll be happy to answer all their questions as soon as possible.

Learn how we helped 100 top brands gain success

Learn how we helped 100 top brands gain success