Jesus, o Bom Samaritano

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Reflexão para o 15º Domingo do Tempo Comum

Pe. Francisco José Lemes Gonçalves – Um mestre da lei aproxima-se de Jesus para pô-lo a prova. Duas perguntas: “O que fazer para ter a vida eterna?” e “Quem é meu próximo?”. Primeiro quer testar os conhecimentos de Jesus sobre a Lei… e Jesus responde com o que está escrito na Lei: Ama a Deus com todas as forças e ao próximo com a ti mesmo. Mas… Jesus vai além da letra e lhe expõe uma história: o bom samaritano.

Já de cara coloca a figura do samaritano (os judeus eram inimigos dos samaritanos) diante da indiferença dos que passam pelo caminho e veem aquele homem machucado e abandonado, depois de ser assaltado. É justamente o que desprezamos que tem compaixão, ou seja, se põe no lugar do ferido e cuida dele com desvelo, com amor ágape, ou seja, amor gratuito. O texto não diz se o ferido lhe foi grato, ou coisa semelhante à qual esperamos quando fazemos o bem na expectativa de reconhecimento. Quem ama, ama e vai até o extremo desse amor. Foi o que fez Jesus – o Bom Samaritano – ao morrer na cruz!

Jesus é esta imagem samaritana que nos recolhe no caminho quando pecamos. Ele nos leva para a comunidade reunida, onde somos curados com os remédios do perdão, da palavra e do pão. Ele nos devolve a vida e a dignidade!

Nas suas devidas proporções, nosso Pai e Fundador, Pe. José Kentenich, foi um bom samaritano em vários momentos de sua vida. Podemos observar isso com clareza no período em ele esteve no campo de concentração de Dachau, durante a Segunda Guerra Mundial. Ali, com sua brandura, confiança em Deus e na Mãe e Rainha, como Jesus Bom Samaritano, transformou aquele “inferno de Dachau” num céu, curando, com seu ministério sacerdotal, sua palavra amiga, sua filialidade heroica e fidelidade à Aliança de Amor a dignidade das pessoas feridas pelo sistema nazista.

E nós? Quando e como agimos como bons samaritanos? Hoje queremos por demais ajuda, mas dificilmente oferecemos ajuda. Amor com amor se paga, já diz o ditado. Quanto mais damos amor, mais somos amados por aquele que nos amou por primeiro. Quando deixamos de olhar para nós mesmos e passamos a olhar as feridas causadas nas pessoas que vivem nas periferias existenciais da vida, o Reino então já está entre nós!

Rezemos com o Pai e Fundador “(…) para que surjam homens novos, livres e fortes aqui na terra que, nas alegrias e nas dificuldades, procedam como Cristo” (Rumo ao Céu, 617) o Bom Samaritano do Pai.

 

Foto: cathopic.com

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