Justamente agora: arriscar algo novo. Contigo.

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Foto: segueviagem.com.br

Ir. M. Caja Bernhard – Há tantas coisas que mudam, que colocam perguntas, que convidam a começar de novo – justamente agora: seja no cenário político nacional e internacional, como no âmbito de nossa Igreja.

E também na vida pessoal: mudar, colocar-se a caminho, começar de novo. Situações que até agora não aconteciam desta maneira. Experiências que sugerem perguntas totalmente novas. Desafios que impulsionam a começar outra vez, talvez mais do que até então.

Deus gosta dos novos começos

Nosso Deus é um Deus que ama os novos começos. Um Deus que promete à humanidade, dos mais diversos modos, o que para Ele é o mais importante: “…assegurar-lhes um futuro e uma esperança” (Jr 29,11). Desde a criação do mundo, Deus coloca em cena um início novo após o outro. No Antigo Testamento escolhe reis e profetas para atrair para Ele, mais profundamente, o seu povo e para levá-lo por seus caminhos. No início do Novo Testamento, “quando se cumpriu o tempo” (Gl 4,4), inicia o começo novo mais decisivo na história da humanidade. Escolhe uma jovem: Maria, para que traga o Redentor ao mundo. No decorrer dos séculos volta a escolher pessoas, santos, que atuem como força renovadora na Igreja e por meio dela.

18 de outubro de 1914: uma nova iniciativa divina

Também o Pe. Kentenich, fundador do Movimento Internacional de Schoenstatt, é um instrumento de um novo início. Mediante pequenos sinais, Deus o fez descobrir a sua vontade de iniciar em Schoenstatt, por meio de Maria, um caminho de aliança. O sim a esta vontade, que Pe. Kentenich pronuncia junto com alguns jovens, permite que surja algo novo: Schoenstatt como um lugar de graças. Schoenstatt como um novo caminho espiritual e pedagógico. Schoenstatt como um Movimento de renovação na Igreja e para a Igreja, e por meio dela, para o mundo.

Um simples ‘sim’ que está no início, consegue muito. Que teria acontecido se Maria tivesse dito não? Que teria acontecido sem grandes homens e mulheres na história da Igreja, que a marcaram nos séculos passados, se eles tivessem negado o seu ‘sim’? Que teria sucedido se o Padre Kentenich não tivesse tido o ânimo e a fortaleza da fé para seguir os planos de Deus?

Um novo início, aqui e agora

Deus toma a iniciativa. Ele se acerca às pessoas, as convida, as convoca a seguir o plano bondoso que Ele tem para elas, para que possam ajudar a surgir algo novo e grande. Este é o seu estilo no trato com a humanidade, este é seu estilo para conosco. Deus quer começar algo novo também conosco, com cada um de nós. Ele tem um plano comigo, quer escrever a história comigo e por mim: a fim de que algo mude para o bem, para que sua bênção se espalhe daí, de onde eu estou.

Em que âmbito Deus quer começar algo novo neste ano em mim e por mim? Que caminhos se fecharam que Ele quer que eu os abandone para partir à nova margem? Que mensageiros me envia para assinalar-me o rumo de maneira suave, cuidadosa, discreta? A quem ele coloca em meu caminho para que eu olhe, escute e de repente compreenda melhor?

Para que tudo isto não fique em belas palavras e boa vontade apenas, como talvez já tenha acontecido em outras ocasiões, segue agora uma proposta para concretizar estas ideias.

Fazer uma pausa

Tiro tempo. Vou a algum lugar que me é especial. Peço a luz do Espírito Santo e me abro para ele “dialogo” com Ele.

Olhar para frente

Pergunto: bom Deus, o que gostarias de mim neste ano? Para onde me queres guiar? Em que espaço desejas que comece de novo?

Escuto no meu íntimo. Tomo tempo, tempo suficiente – tanto tempo para “ouvir” algo. Anoto meus pensamentos. Medito sobre eles. Decido que direção tomar.

Colocar-se a caminho

Ponho-me a caminho, deixo-me atrair pela inspiração que me guia, arrisco o primeiro passo. Formulo uma frase que me motive constantemente em direção à meta fixada, e a recordo várias vezes, especialmente pela manhã, ao iniciar o dia.

Permanecer no caminho

Preparo-me para enfrentar as resistências, sejam as que procedem do meu interior, que resiste a aban­donar a rotina, ou as que venham do exterior: quando os outros riem de mim ou tentam parar-me. Apesar disto, sigo meu caminho, e lhes sorrio.

Esperar

Sei que não estou só para alcançar a meta. Alguém vem comigo: Maria, a Mulher que não me abandona. E há alguém que me apoia e em quem confio: quando Ele, o Espírito Santo, “sopra o vento favorável nas velas, avançamos rápida e seguramente” (Pe. José Kentenich).

Com ânimo – hoje, aqui e agora

Arriscar a saída. Descobrir terra nova. Começar com o que ninguém fez antes de mim. Assim como Maria, assim como o Pe. Kentenich, assim como tantos já o fizeram antes de mim. Não em qualquer momento, em algum lugar, não: com ânimo, hoje, agora e aqui. Pois: “depende de nós. Deus não confiou em vão em nós.”(Pe. José Kentenich)

 

Fonte: Irmãs de Maria de Schoenstatt 

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