Leigos: A vocação necessária para a Igreja

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Foto de @naassomz1 em unsplash

 

Dileta Padilha* – Quando se fala de vocação, o que primeiro vem à nossa mente é relacionado ao sacerdócio ou vida religiosa. Poucas pessoas lembrarão do matrimônio e muito menos do leigo. Mas ser leigo também é uma vocação. Somos povo de Deus, admitidos através dos Sacramentos de Iniciação à Vida Cristã, vocacionados à santidade por primeiro, e missionários da Igreja de Cristo.

Mas afinal, o que é ser leigo?

Primeiro, precisamos saber o que a Igreja nos diz: “Por leigos entendem-se aqui todos os cristãos, exceto os membros das Sagradas Ordens ou do estado religioso reconhecido na Igreja, isto é, os fiéis que, depois de serem incorporados a Cristo pelo Batismo[…]” (CIC, n. 897) É viver no mundo, mas sem necessariamente pertencê-lo.

A ação apostólica não precisa ser necessariamente inserida em alguma comunidade ou associação reconhecida pela Igreja, é realizada também de maneira individual, pois não se trata apenas de estar na Igreja, mas ser Igreja. Incitar aos jovens e adolescentes a seguirem a Cristo, bem como, levar o seu Evangelho até os locais mais desconhecidos, onde as pessoas têm menos acesso à informação, e até mesmo, a Igreja.

A importância do leigo

Como leiga consagrada na União Apostólica Feminina de Schoenstatt, gostaria de destacar a importância da atuação requerente do leigo na Igreja e para a vida da Igreja. Muitas vezes observando a escassez das vocações para a vida consagrada, tanto daquelas que vivem em comunidade de teto e mesa, quanto aquelas que vivem sua vida particular no meio do mundo – que é o meu caso – fico a me perguntar: O que seria da Igreja sem a atuação constante do leigo(a)?

Leigos que se dedicam generosamente em diversos ministérios: Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística, leitores, cantores, catequistas, entre outros…

O leigo atuante é uma pérola preciosa no seio da Igreja. Aqui destaco a constante sede de formação de muitos leigos que incansavelmente buscam mergulhar nas diversas espiritualidades, cultivadas pelos movimentos, dentro da Igreja para melhor servir a Mãe Igreja.

 

* Dileta Padilha é membro da União Feminina de Schoenstatt

 

Publicação em 2020

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