Missão em Família: Seguir os passos de Pozzobon

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Santa Maria realiza a ‘Missão Família Tabor’

Gabrielle Pillon – O dia da “Missão Família Tabor” começou nublado, mas as nuvens iam se dissipando à medida em que os missionários chegavam às casas do bairro Nossa Senhora das Dores, no primeiro nascer do sol (dia 1) do mês de setembro.

A partir das 7h30min, integrantes de diversos ramos do Movimento de Schoenstatt de Santa Maria/RS se aproximavam do Santuário Tabor para darem início à preparação e ao envio da Missão, que seria realizada nas ruas ao redor do Santuário. Participaram missionários de diversas idades, alguns ainda dando os primeiros passos. Outros ficaram fazendo o almoço no Centro Mariano e integrantes da Liga de Mães se revezavam em oração no Santuário Tabor.

O objetivo dessa edição da “Missão Família Tabor” foi, sobretudo, divulgar a tradicional Romaria da Primavera, que acontece no próximo domingo, 8 de setembro, e é um legado de João Luís Pozzobon.

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A alegria de levar a Mãe nos braços

Pe. Clécio Almeida, do clero da Arquidiocese de Santa Maria, proferiu palavras de motivação aos missionários, repetindo o que Cristo disse quando enviou seus apóstolos, ‘como cordeiros no meio de lobos’. Ele ressaltou que, apesar de que podemos receber “nãos” quando batermos nas portas, o que valerá é a nossa alegria de estar levando a Mãe nos braços. Esse sentimento não pode ser tirado de nós.

Então, foi feita a divisão de duplas e trios, em que cada um recebeu um kit missionário com terços rezados na intenção das famílias, frascos de água-benta, bíblias, orações, panfletos, além da programação da semana da padroeira, Nossa Senhora das Dores, para que todos estejam a par do que acontece na paróquia.

Memórias sobre João Pozzobon

O que os identificava na rua era o lenço com o símbolo do Movimento. Entre uma esquina e outra, encontraram portas abertas nas quais puderam conversar com as pessoas sobre o Santuário e abençoar suas casas.

Em muitas casas, as pessoas conheceram João Luis Pozzobon e guardam boas lembranças da época em que ele rezava nas suas residências, sempre com uma grande Peregrina nos ombros. Era recorrente ouvir relatos de carinho pela Mãe e seu Santuário e, com isso, foi possível reacender essa chama, já que muitos visitados demonstraram interesse em frequentar mais o Santuário por causa da visita dos missionários.

Perto das 11h30min todos retornaram ao Centro Mariano para o almoço e um breve descanso. Ao início da tarde, os cerca de 45 missionários voltaram às ruas para continuar a Missão. Muitos estavam missionando pela primeira vez, como Daniel e Elisandra Piccinin, da União de Famílias de Schoenstatt. Eles contam: “Sentimos o céu tocando a terra, uma sensação diferente, mistura de alegria com emoção e gratidão. Tivemos a certeza ainda maior de sermos abençoados por pertencermos à Igreja Católica e ao Movimento de Schoenstatt”. Além disso, o casal contou com a participação de seus filhos, Francisco e Laura, o que tornou o domingo um dia de grandes graças. “Dia de muita vivência prática, de sermos a Igreja missionária que pede nosso Papa Francisco”, completaram os Piccinin.

Pequenos instrumentos

Quem também está estreando em missões é Marina Madrid, da Juventude Feminina. Ela conta que já estava com a expectativa alta, mas mesmo assim a Mãe de Deus conseguiu surpreendê-la. “Nas casas em que entramos, percebemos o quanto o amor da Mãe está presente. Até mesmo na rua as pessoas reconheciam a Peregrina com admiração. Quero fazer outras missões, porque foi muito lindo ver Maria operando milagres”, relata a jovem.

Ao final da tarde, o Pe. Clécio atendeu confissões antes de celebrar a Missa, para a qual todas as famílias visitadas foram convidadas. Em sua homilia, relacionou o evangelho com o espírito de missão. Segundo ele, precisamos ter humildade para reconhecer nossa pequenez em relação a Deus, pois ‘grande é ser pequeno’ e é esse ser que Deus quer usar como instrumento. O sacerdote também aconselhou a cuidar da falsa modéstia, já que ela pode fazer surgir em a insegurança. Além disso, ele lembrou que a gratidão por ser instrumento na missão é a virtude que sempre se deve cultivar, para manter a chama do fogo acesso.

Por fim, o reitor da Missão, Lucas Siduoski, agradeceu a cada missionário pelos passos que deu, a cada voluntário pela ajuda oferecida e a cada pessoa que rezou pelo sucesso das missões, para que, assim, ela frutifique pela cidade por muitos anos, igual ao legado de João Luis Pozzobon.

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Mais fotos

 

Fotos: Irmãs de Maria / Juventude de Schoenstatt

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