Natividade de Maria: Não basta admirá-la…

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…é preciso imitá-la, então poderemos celebrar seu nascimento

Dom Carmo João Rhoden – Se nós não esquecemos nossos aniversários, é claro que não podemos olvidar o de nossa Mãe celeste: Maria. Ela foi escolhida, desde toda a eternidade pelo Pai, para ser a Mãe do Salvador venturo. Ela disse “sim” ao anjo de Deus, o que não foi nada fácil para Ela. Sabemos dos sofrimentos pelos quais passou, pois o próprio São José não conhecia bem o plano de Deus, o qual mesmo nunca exigindo demais de nós, quer a nossa colaboração pela vivência da fé e do amor, que são virtudes teologais.

Natividade. Hoje, a Igreja celebra o nascimento da Virgem Maria. Nada mais justo. Não sabemos bem quando nasceram Maria e Jesus, Seu Filho. Mas nasceram como predito pelo Altíssimo. Assim, os primeiros raios de luz da história da salvação se fizeram perceber. Deus a escolheu e a preparou com Sua Graça, para torná-la Mãe digna e certamente apta para a função, razão pela qual Deus a quis Imaculada (Cf. Lc 1, 28-29.42) para gerar Seu Divino Filho. Por isso, a Igreja se alegra tanto com Maria e sua missão, pois aderiu de todo o coração ao projeto do Pai. Colaborou. Disse “sim” para o nascimento do Senhor. Hodiernamente, também nós devemos dizer sim ao Verbo e colaborar com Ele, em sua enculturação na história.

Descubramos, então, melhor a extraordinária figura de Maria: a escolhida de Deus. Preparada por Ele. Respondeu, correspondendo e afirmando “eis aqui a serva do Senhor”. A moderna mariologia a apresenta, sempre mais, como a serva do Senhor (Lc 1, 42). De fato, Ela colaborou, emprestando seu corpo. Visitando a prima Izabel (Lc 1, 40), a mãe do precursor, fugindo de Herodes, para o Egito, procurando o adolescente Jesus, que ficara no templo (Lc 2, 49). Serviu nas bodas de Caná (Cf Jo 2, 1ss). Esteve ligada e preocupada com a vida e missão do Filho.  Com Ele esteve aos pés da cruz. Teve-O, em seus braços, morto. Precisamos, portanto, descobrir mais e assumir melhor sua capacidade de servir. Não negamos sua realeza (Título de Rainha), mas preferimos apresentá-la como a serva do Senhor. Viveu servindo, sofreu servindo, e ainda hoje, continua a servir ao povo de Deus, pois suas basílicas são verdadeiras cátedras de cristologia.

Conclusão. E nós? O Reino de Deus, que ela tão bem soube preparar, está, hoje em dia, em nossas mãos. Em boas mãos? Já aprendemos a servir?  Não basta admirá-la, como a serva, mas é preciso imitá-la. Então poderemos celebrar sua natividade. Do contrário, seria apenas fazer memória do passado. Isto, certamente, não é suficiente.

Fonte: cnbb.org.br

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