Nunca a passarela viu Rainha mais bela

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“Negra Mãe, divina liberdade, do impossível és a salvação”.

Karen Bueno – Neste ano pode-se afirmar que a passarela do Anhembi, em São Paulo/SP, nunca recebeu Rainha mais bela e mais amada no Carnaval, cujos filhos não seguravam o canto e a emoção: “Óh Senhora, óh Senhora”.

Muitos católicos acompanharam o desfile no dia 24, sexta-feira, para também saudar ali a Mãe de Deus. “O desfile iniciou com uma criança levando a imagem de Nossa Senhora, bem a frente da escola. Ela parava, virava para a arquibancada e todos se emocionavam. Alguns a volta choravam. Todos cantavam em coro e felizes. Ao terminar gritavam: ‘É campeã’. Quando os portões se fecharam já dava saudade”, narra Sueli Vilarinho, da Liga de Famílias de Schoenstatt do Jaraguá.

O desfile da escola de samba ‘Unidos de Vila Maria’ expressava todo o carinho e amor à Mãe de Deus, cantado no hino: “Aos teus pés vou me curvar, Senhora de Aparecida, a prece de amor que nos uniu. Salve a Rainha do Brasil”.

O enredo que homenageia a Padroeira nos 300 anos da pesca da imagem de Aparecida ganhou o olhar atento da Igreja e o cuidado para que a Mãe de Deus fosse festejada e respeitada no ano jubilar. O cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, recorda a missionariedade como um fim importante do desfile: “Para alguns, a iniciativa pode parecer chocante, pois o carnaval e o sambódromo não seriam os locais mais adequados para homenagear Nossa Senhora. Até pode ser, pois tudo depende da intenção e da forma como as coisas são feitas. No caso em questão, a intenção é boa e a forma também. O lugar seria impróprio para honrar a puríssima Virgem Maria? Mas será que Maria não gostaria de chegar lá, onde mais se faz necessária a sua presença?”

Do sambódromo para o dia a dia

O Carnaval termina em breve, mas dessa homenagem fica o convite e a inquietude: “Mas será que Maria não gostaria de chegar lá, onde mais se faz necessária a sua presença?”

Como Família de Schoenstatt, no ano jubilar do Ideal Tabor, fica essa indagação: até onde podemos levar a Mãe de Deus, para que seu olhar alcance muitos corações?

A Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt apresenta um caminho e resposta clara e objetiva: sua imagem alcança os presídios, enfermos, necessitados, muitas famílias feridas… e pode alcançar muito mais. É uma presença concreta da Mãe entre os filhos. É o ideal Tabor que impulsiona a levar Maria para o mundo por meio da própria presença. Cada schoenstattiano é chamado a ser apóstolo e missionário ali onde está.

Ser espelho de Maria na sociedade, no dia a dia, não exige fantasias e alegorias exuberantes, mas, ao contrário, o serviço discreto e a entrega constante ao Bom Deus, a santidade na vida diária. O “sambódromo” da minha rotina não tem corpos nus ou carências extravagantes, ele tem corações duros que necessitam do abrigo da Mãe e Rainha.

É tempo de levar Maria para o mundo, pois, nas palavras de João Luiz Pozzobon, “o resto ela faz”. Há 70 anos, o Pai e Fundador disse no Brasil: “Vim para contemplar e experimentar aqui as glórias de Maria…”. Se ele chegasse hoje, 2017, quais glórias poderia contemplar no país e, principalmente, em nossa vida pessoal? Este é o tempo do Tabor!

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