O coração de Schoenstatt em saída

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Foto: Ir. M. Nilza P. da Silva

Ir. M. Nilza P. da Silva – “A Campanha não quer ser Schoenstatt em saída, mas, quer ser o coração de Schoenstatt em saída”, diz Pe. Juan Ignacio Pacheco, Santiago/Chile, na santa missa da manhã do dia 9 de setembro, aos mais de 170 coordenadores que participam do Congresso Latino Americano da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt, em Santa Maria/RS. Para que isso aconteça, diz o padre, que concelebra com mais 11 sacerdotes, é necessário que “sejamos enamorados de Maria, assim como Pozzobon e o Pe. José Kentenich. O amor a ela nos transforma e envia a percorrer o coração das periferias de nossas cidades.”

Em seguida, no auditório do Centro Mariano, toda a manhã foi ocupada com a reflexão sobre a relação Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt (CMPS) e Ligas Apostólicas de Schoenstatt. Ir. M. Rosequiel Fávero, Santa Maria/RS, coordena a reflexão. Segundo ela, o tema é antigo e novo, antigo porque quando o Sr. João Pozzobon vivia já se considerava sobre isso e muitos se questionavam se o que ele fazia poderia ser considerado autenticamente schoenstattiano. É atual porque os coordenadores e missionários, que selam a Aliança de Amor e são autênticos missionários de Schoenstatt, e não pertencem e nenhum ramo, nos faz questionar sobre o lugar de sua pertença a Schoenstatt, uma vez que ele cumpre em grande parte aquilo que o Pe. Kentenich designou como Liga Apostólica. Contudo, isso não é simples de se definir, pois se trata de um processo abençoado de vida, que vai se desenvolvendo com muita força e muitas bênçãos alargando conceitos que pareciam estáticos dentro da Obra.

Frutos da Campanha

Contribui para a reflexão a Ir. M. Doralice de Souza, Atibaia/SP, que apresenta a metodologia que se aplica no secretariado da Campanha, centrado em Atibaia, para a capacitação de coordenadores, missionários e a evangelização das famílias, com manuais de reuniões e aplicação das correntes de vida do Movimento e da Igreja. Pe. Francisco Lemes, Dioc. de Itapetininga/SP, apresenta como ele foi introduzido no carisma de Schoenstatt por meio do testemunho e empenho dos coordenadores e missionários de sua paróquia e como tem um grande amor e vínculo aos três pontos de contatos da Aliança de Amor (MTA, Santuário e Fundador): “Pe. Kentenich inspira a minha vida sacerdotal. Que esse congresso nos ajude a amar ainda mais a Mãe e Rainha, sob o olhar de Pozzobon e do Pe. José Kentenich.”

Plinio e Dariane Schein, Instituto de Famílias de Schoenstatt, Porto Alegre/SP, conheceram o Mov. A. de Schoenstatt por meio da Campanha da Mãe Peregrina e estão atuantes nela até hoje: “O que nos encantou é a simplicidade e a profundidade da Campanha.” Eles partilham experiências como missionários e coordenadores em diferentes regiões do Brasil, desde os índios e predídio no Mato Grosso do Sul, às periferias de Salvador/Bahia, aos enfermos em Porto Alegre/RS. “Eu me sinto como a irmã mais nova de Pozzobon. Ele é a encarnação de Schoenstatt,” assegura Dariane e seu esposo completa: “O amor a CMPS é nosso respirar. Nós amamos e vivemos a Campanha e queremos nos entregar por ela. Para nós, Pozzobon é a forma sensível e atualizada de Schoenstatt em saída. Ele é modelo para nós.”

Ampliando conceitos com as palavras do Fundador

Após o intervalo é hora de ocupar-se diretamente com o tema do lugar da Campanha na estrutura da Obra de Schoenstatt. Ir. M. Rosequiel revela que não é a intenção desse congresso definir isso e nem sairá daqui algo que seja documento ou consenso. A intenção é provocar, aprofundar ou motivar a reflexão sobre isso. Com textos de palavras do Fundador, Pe. José Kentenich, sobre o que é a Liga Apostólica de Schoenstatt, os participantes se reuniram em grupos para refletir sobre a relação Campanha e Ligas. Entre outros, disse o Fundador:

“Do Movimento de peregrinos não fazem parte somente os que vem mais vezes para cá e se comprometem a fazer a consagração, também outros, que vieram ocasionalmente para cá. Eles também pertencem a Schoenstatt… pertencem a cooperação da Liga”. (1951)

“A Liga deveria ser a tropa volante do Movimento… A Liga deveria cuidar de modo singular do apostolado. A Liga não pode se sufocar em tendências de santificação própria… (a santificação da Liga se dá pelo apostolado). Nós como Liga recebemos de Deus o carisma da missão universal do apostolado.” (1951)

Esses textos com explicações detalhadas do que o Fundador deseja com a Liga amplia muitos conceitos que, em determinadas situações, parecem estáticos e fechados. A manhã termina com a participação de muitos, porque era impossível todos falarem. Um diálogo que deve continuar a amadurecer nos diversos locais e países, pois Deus está falando pelo testemunhos de coordenadores e missionários autenticamente schoenstattianos e aos Assessores cabe ter a mão nesse pulso do tempo, auscultar o pensar do Fundador e colaborar para que esse processo de vida continue a produzir frutos maduros de cristãos schoenstattianos santos e de transformação na sociedade, pela atuação eficaz da Mãe e Rainha, a partir de seus Santuários.

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