O Pe. Kentenich nos fala sobre Santa Teresinha

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O Pe. José Kentenich, em diversas ocasiões, indicou Santa Teresinha como modelo de filialidade heroica na vida diária. Ela, nas palavras do nosso fundador, soube ser uma pequena filha dependente do Pai e, ao mesmo tempo, consciente de sua cooperação pessoal com o plano do Bom Deus. Veja abaixo um trecho do livro “Santidade de Todos os Dias”, no qual ele fala sobre ela:

Se Deus três vezes santo habita em nós, é evidente que sua presença nos santificará. Ele é o santificador, aquele que nos torna santos.

Santa Teresinha do Menino Jesus estava bem convencida desta realidade.
Em sua linguagem singela e expressiva, nos apresenta imagens muito acertadas. Assim, numa ocasião, descreve o elevador da santidade. Como criança pequenina, encontra-se ela ao pé da montanha da santidade e confia firmemente: serei levada para cima, pois sozinha não posso. Que faz ela, então? Estende as mãos e pede ao Pai que venha buscá-la. E o Pai a toma em seus braços vigorosos e a carrega, não somente até os degraus de seu trono, mas a introduz em seu misericordioso coração.

Em outra ocasião, ela se refere à escada da santidade. A escada é muito alta e ela, a filha pequenina, está aqui embaixo. Sempre recomeça a subir, mas cai e escorrega para baixo. Como chegará lá em cima? Perseverando em recomeçar, mas também suplicando, pedindo confiantemente, ela vence o coração de Deus, que vem buscá-la e a conduz para cima. Seu único trabalho é segurar-se, firmar-se no Pai e cooperar com Ele! Neste caso, não exerce a ação divina o papel principal? Não se nota também atividade vigorosa e cooperação pessoal?

Com esses exemplos, Santa Teresinha não se refere a um quietismo condescendente; ela desempenha a sua tarefa, mas não lhe dá tanta importância, porque está completamente vazia de si mesma.

A Escritura Sagrada emprega com frequência imagens semelhantes, para familiarizar-nos com a ideia de que Deus é nosso Santificador. Compara a alma com a pupila dos olhos de Deus e com o passarinho elevado às alturas, sobre as asas de um condor. […]

Se agora nos perguntarmos o que é santidade, diremos: é a singela resposta do filho ao amor do Pai, nossa resposta ao chamado solícito do Amigo divino. Santidade não é conhecimento morto, porém vida e vida mergulhada na Santíssima Trindade. Esta vida palpitante, o cristão comprova constantemente por meio de silenciosos atos de adoração, de amor contrito, terno e magnânimo e também através da imitação de Cristo. O amor impulsiona não somente à união, mas também à harmonia e semelhança com a pessoa amada.

 

Santidade de Todos os Dias, Deus é nosso Santificador

 

 

Publicado em 01 de outubro de 2021

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