O que podem nos ensinar as 12 pioneiras?

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A resposta você terá de descobrir com sua própria reflexão

Karen Bueno – Já se perguntou como o Movimento Apostólico de Schoenstatt chegou ao Brasil? Testando seus conhecimentos, aqui estão três alternativas para você “chutar” e se divertir:

A) de avião
B) de navio
C) numa expedição organizada por cavaleiros

Na prática, a resposta correta pode ser a letra B, “de navio”. Porém, arriscaria dizer que essa resposta é um pouco mais ampla. Há 91 anos, Schoenstatt navegou até o Brasil não só pelo oceano Atlântico, mas por um oceano divino que contempla o sonho de Deus desde toda a eternidade; o Movimento embarcou em um “porto” eficaz, chamado “Fé Prática na Divina Providência”, indo do coração do fundador, Pe. José Kentenich, à ousadia das primeiras “sementes” lançadas.

No dia 12 de maio de 1935, em Schoenstatt, aconteceu a solenidade de envio das 12 Irmãs Missionárias, do Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt, enviadas para a América. Elas partiram em um mar de incertezas, com poucos itens pessoais na mala e sabendo que certamente não veriam mais suas famílias; mas também partiram com uma grande medida de entusiasmo e uma confiança sem fim na Mãe de Deus: MHC!

Naquele dia, o Pe. José Kentenich presidiu o envio e foi muito franco com elas; ele não prometeu um futuro calmo e confortável, mas adiantou aquilo que seria fundamental na missão: dar a própria vida.

“Queremos ser semente da MTA. Semear é algo de grande, mas talvez seja maior ainda: lançar-se a si mesmo como semente, semente dum novo mundo. O mundo deve tornar-se, mais e mais, Schoenstatt. Este há de ser o sentido de nossa aspiração e de nossas lutas aqui na terra”, disse o Fundador (fonte: crônica das Irmãs de Maria).

O Capital de Graças esteve em primeiro plano

A viagem durou cerca de um mês, até atracar no porto de Santos/SP. De lá, as 12 Irmãs pioneiras viajaram até seu primeiro destino, a cidade de Jacarezinho/PR, onde residiram nos primeiros anos.

Lendo a crônica, encontram-se muitas experiências concretas do que significou, para elas, ser semente e dar a própria vida: fome e frio, condições precárias de sobrevivência, dificuldades de comunicação pelo idioma novo… O começo da história de Schoenstatt no Brasil passou por muita entrega, confiança e ousadia.

A Ir. M. Emanuele Seyfried conta:

“O Pai e Fundador mostrou-nos a importância da MTA e nos levou, lentamente, à compreensão da grande importância de nossa missão no Brasil e para o Brasil. Numa dessas meditações, ele nos disse: ‘Quando uma coisa se torna difícil, eu a dou para a Mãe de Deus. Isto agora deve tornar-se realidade. Agora, preciso aprender a solucionar as dificuldades com a palavra mágica: MATER HABEBIT CURAM!’
Assim o Fundador despertou em nós um grande amor à missão e firme vontade de sacrificar tudo para a MTA, para que ela pudesse conquistar novas terras no Brasil. Nossa fé prática na Providência expressava-se no MHC. Esta fé era profundamente mariana. A Mãe cuidará de tudo, se nós enchermos o Capital de Graças com as nossas contribuições. Por isso, por muito tempo, o Capital de Graças esteve no primeiro plano, em nossa aspiração. Estávamos bem conscientes de que o fundamento de Schoenstatt no Brasil seria o Capital de Graças. E nós, como geração fundadora, devíamos enchê-lo. O Senhor Padre [Pe. Kentenich] sempre nos dizia: Onde se começa algo novo para Schoenstatt, sempre se começa pelo Capital de Graças. E nós, brasileiras, devíamos fundá-lo para o Brasil”.

Quem será uma nova semente?

Quando viajamos ao passado, as histórias não são recordadas pelo sentimento de nostalgia, mas para trazer luz e iluminar os novos tempos. Sendo assim, o que você leva de mensagem deste capítulo da história? Para alguns, pode ser o espírito aventureiro e desbravador de sair em busca de novos mundos; para outros, pode ser a confiança heroica, a filialidade de se entregar aos planos do Pai sempre; ou então a arte de entregar tudo ao Capital de Graças, sabendo que sua vida pode ser maior do que você pode imaginar. Para quem pertence ao Movimento, certamente fica o anseio de levar Schoenstatt para todos os lugares aonde for, lançando-se como semente no trabalho, na família, nos encontros e desencontros da vida.

Seja qual for a lição que se pode aprender, no cerne está sempre a fé prática na Divina Providência, pois os sonhos de Deus para cada um representam uma aventura em oceanos desconhecidos, que levam sempre de volta ao seu amor.

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