O que realmente faz um País ser independente?

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Foto: Juciellen Ribeiro

Antonio Fernandes da Silva* – Ao se aproximar a data histórica da Independência do Brasil, nosso querido País, nossa terra tão querida (Pátria Amada Brasil), uma indagação tem que ser feita: Qual é o real significado do dia de nossa independência?

Se voltarmos no tempo, poderíamos olhar, com os olhos de então, para identificar e selecionar os vários fatores de influências, que nos conduziram ao desfecho histórico da almejada Independência, tais como os aspectos econômicos – interno e externo -, a pressão da população brasileira, em busca de sua autonomia política e outros mais que estavam na “pauta do dia”.

 

Liberdade: uma busca contínua

A exemplo da própria natureza, que busca o seu equilíbrio ecológico, não podemos esquecer dos anseios de nosso povo, sempre em busca de justiça social, desenvolvimento econômico e social, além da afirmação de nossa soberania.

Esses anseios existem ainda hoje e precisam ser cultivados de modo correto, pois assim como a liberdade é um direito humano, a independência de um país é o direito e o dever de uma nação.
Fatores que fazem uma nação livre

Todavia, o que leva uma nação a ser sólida e próspera, resistente às outras nações que buscam a influenciar o nosso povo, a nossa nação? Podemos elencar, sem medo de errar: o trabalho contínuo e perene, a educação ao alcance de todos, os valores sociais que sempre devem nortear as nossas aspirações, o progresso que conduz ao desenvolvimento e tantos outros que foram e devem ser priorizados pelos nossos condutores e dirigentes, livremente escolhidos.

 

O Brasil precisa da fé e da família

A nossa religiosidade não pode ser esquecida ou menosprezada em nenhum momento. Afinal, “amar a Deus sobre todas as coisas” e “ao próximo como a ti mesmo” são os mandamentos maiores, para que a harmonia prevaleça no seio de um povo.

Os valores familiares, o respeito e consideração ao próximo, o compartilhar do sentimento de brasilidade entre nós, sem citar outros mais, só podem florescer e render frutos caso sempre sejam enaltecidos e vivenciados. Como disse o Pe. José Kentenich, o maior crime que uma nação pode cometer é “asfixiar a personalidade”, só há liberdade onde os esforços são direcionados também para o desenvolvimento interior de cada pessoa: “Quanto maior o progresso exterior, maior o aprofundamento interior.”

Triste é o povo que esquece o seu passado, não valoriza o presente e não se preocupa com o futuro: “Somos herdeiros de um grande passado, portadores de um grande presente e construtores de um grande futuro.”

 

Com humildade

A força interior que devemos experimentar e utilizar, no nosso crescimento, provém da nossa espiritualidade e correta compreensão da nossa humildade, da nossa pequenez e nossa interação com a Santíssima Trindade. Como diz o Papa Francisco, “só a humildade é o caminho que nos conduz a Deus e, ao mesmo tempo, porque nos conduz a Ele, leva-nos também ao essencial da vida, ao seu verdadeiro significado, à razão mais fiável pela qual vale a pena viver a vida. Só a humildade nos abre à experiência da verdade, da alegria genuína, do conhecimento que realmente conta.” A soberba nunca pode prevalecer, porque, como continua a dizer o Papa: “A pessoa que não tem humildade não tem horizontes diante de si, tem apenas um espelho: olha para si mesma.”

 

Com a Mãe e Rainha

A nossa querida Mãe e Rainha nos foi presenteada para vencermos as etapas mais difíceis no caminhar de uma família, de uma Nação e de Estado. “A luta pela restauração da dignidade humana se dá sob esse sinal: Maria e… no final o seu imaculado coração triunfará!” Presente de valor inestimável. Sem a força divina, estaremos fadados ao fracasso, ao insucesso, ao desmantelar da família, da Nação e do Estado.

 

Com o esforço de cada um de nós

Sem a união dos esforços de todos, estaremos na perigosa rota do esfacelamento social, com a perda de tudo que nos foi acrescentado por nossos antepassados, com muito sacrifício e trabalho, ao longo dos tempos: “Nada sem vós, nada sem nós!”

Pátria, amor ao próximo e futuro independente, sem medo de fracassos, só depende de nossas atitudes, exatamente como fizeram os nossos maiores.Nas comemorações dos 200 anos de nossa independência, sejamos conscientes de que faremos a diferença para as comemorações dos próximos séculos, para as gerações futuras, dos brasileiros que irão nos suceder, independentes e livres. Não será uma tarefa fácil, nem imediata, mas será o nosso legado.

 

Nota: Em publicação de hoje, 3.9.22, a pesquisa DataFolha indica que 56% dos brasileiros dizem que política e valores religiosos devem andar juntos e para 60%, os valores familiares falam muito alto na escolha se seus candidatos.1

 

* Antonio Fernandes da Silva com sua esposa Roseli, faz parte da Equipe de Eventos, no Santuário Tabor da Confiança Vitoriosa do Pai, em Vila Mariana – São Paulo/SP – e coordena a Campanha da Mãe Peregrina, na Paróquia São João de Brito, na Diocese de Santo Amaro.

1 Fonte

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