O Reino dos Céus: boa semente no campo do mundo

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(Foto: Myriam Zilles, via pixabay.com)

 

16º Domingo do Tempo Comum

Pe. Francisco José Lemes Gonçalves – As parábolas do Reino propostas por Jesus neste domingo nos encorajam na missão a nós confiada pelo Pai. Ele precisa de nossas mãos para lançar a boa semente do seu amor pelo mundo, ainda mais nestes tempos insólitos que a pandemia quer nos tornar, por vezes, terreno estéril para Deus. Mais do que nunca devemos permitir que Jesus, o Divino Agricultor do Pai, visite nosso coração, arando-o e preparando-o para o bom plantio desta semente.

Não devemos temer aqueles que querem plantar o “joio”, eles assim o fazem porque não suportam ver crescer a boa semente. Sempre estarão na escuridão da noite para lançar a semente podre e contaminar toda a plantação. Sejamos pacientes, deixemos as coisas caminharem e no tempo exato de Deus, ele mesmo separará o que não presta do que presta, e jogará fora o que nada serve.

O Reino não cresce de maneira ostensiva, mas no pequenino, no às vezes escondido – quando vemos, já é uma árvore frondosa e acolhedora. Assim é o Reino. Veja Schoenstatt, surgiu no silencioso 18 de outubro de 1914 e hoje, que árvore frondosa é. Do pequenino Santuário acolhe milhões de corações (nestes tempos de modo espiritual).

Estes tempos de pandemia são tempos propícios para semear o Reino. Tempos de confinamento, distanciamento social, cuidados que não tínhamos e agora temos que nos reeducar para prevenir o contágio, mortes e perdas… parece um terreno inóspito?! Aos olhos do mundo sim… mas para Deus é terreno propício para plantar as sementes da esperança, da fé, do amor solidário, da criatividade para vencer os reveses, crescer no espírito de oração, renúncia e abnegação!

Nosso Pai e Fundador, Pe. José Kentenich, soube muito bem aproveitar essas “portas abertas” para fazer a vontade do Pai e ser um bom instrumento em suas mãos. Conquistou corações juvenis para a Mãe, que os formou à imagem de seu Divino Filho. Em duas guerras, Pe. Kentenich viu a mão de Deus para semear as sementes da esperança, sempre pronto se preciso fosse dar a própria vida. No exílio, o inimigo queria enfraquecer a Obra de Schoenstatt, mas a Divina Agricultora, Maria, Vencedora de Schoenstatt, não permitiu, pois, a semente era boa, era de Deus. Cuidemos das sementes que o Bom Deus lhe confiou, não nos desanimemos diante das provações, aliás, elas existem para que a semente se fortalece e produza bons e abundantes frutos!

Leituras deste domingo:

1ª Leitura – Sb 12, 13.16-19
Salmo – Sl 85
2ª Leitura – Rm 8, 26-27
Evangelho – Mt 13, 24-43

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