Os tesouros que não passam

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“Esforçai-vos por alcançar as coisas do alto” (Cl 3, 1)

 

Semana de orações para a vocação ao ministério ordenado: diáconos, padres e bispos

Pe. Francisco José Lemes Gonçalves – A Liturgia da Palavra deste fim de semana nos leva a refletir sobre a segurança que depositamos nos bens materiais, como garantia de bem-estar. O exagero da preocupação muitas vezes nos impede de servir melhor a Deus; as vaidades que nos fazem cuidar – muita das vezes exageradamente – de nós mesmos, gera em nós um sentimento de não nos importarmos com o outro. Que neste domingo a liturgia nos leve a buscar as coisas do alto, desapegando-nos de tudo que possa ser empecilho ou maldade que nos afasta de Deus.

É preciso aprender a renunciar e, nesta renúncia, encontrar a verdadeira felicidade e liberdade. Usar dos bens que passam para ganhar os que não passam.

Quando estamos exageradamente apegados às coisas deste mundo, o Evangelho e as leituras deste fim de semana podem trazer um sentimento de repulsa, ou de deboche, como:

“Imagina viver de brisa!” ou
“Ah, mas não dá para viver assim”
ou outras expressões que utilizamos para justificar;

Mas, quando de fato fazemos uma experiência de desapego e confiança na Divina Providência de Deus, experimentamos uma alegria e liberdade que o mundo nunca entenderá. Ter e, ao mesmo tempo, fazer deste ter algo “divino”. Colocar a segurança (total) nos bens que passam gera, ao fim deles ou no desgaste deles, um profundo vazio existencial e espiritual.

Jesus desapegou-se até mesmo de seu ser Deus e veio morar entre nós. Viveu do pão de cada dia na lida com José na carpintaria. Vivia alegre com Maria, sua Mãe, no coser o pão e juntos a meditar a Palavra de Deus. Com Jesus descobrimos a simplicidade dos lírios do campo, a fé na providência deste Deus, que cuida até dos pássaros. Para um mundo que nos leva ao consumismo, na busca do melhor corpo, nas satisfações do ter e do prazer… fica difícil viver na simplicidade e no despojamento.

 

Como nosso Pai…

 

Neste estreito quarto o Pe. José Kentenich passou vários anos de sua vida. O quarto fica na Casa da Aliança, em Schoenstatt. Pela simplicidade percebe-se o desapego do Fundador dos bens materiais

 

Nosso Pai e Fundador, Pe. José Kentenich, nasceu numa família simples, viveu um sacerdócio na simplicidade, nos ensinou a viver e confiar na Divina Providência, como ele mesmo vivia. Não foi apegado a coisa alguma, nem mesmo a Schoenstatt, que era a Obra do seu coração: quando o Movimento foi-lhe tirado, ao longo dos 14 anos de exílio, aceitou essa entrega com confiança. Quando mergulhamos em Deus, somos felizes e ricos! Desejamos que nossa Mãe e Rainha nos eduque nesta vivência e, em seus Santuários, como bons filhos, escolhamos a melhor parte e sentemos ao redor da Mesa da Palavra para ouvir seu Divino Filho e, por Ele alimentados, partir em missão!

Mês Vocacional… reze pelo seu sacerdote e ajude-o na santidade, sendo você também santo naquilo que lhe cabe. Zele pela vocação de seu padre, reze para que “ele seja o amor do Coração de Jesus” e o consagre quantas vezes for possível à Mãe e Rainha dos corações sacerdotais! Felicite seu padre pelo dia do padre, procure lembrar dele neste dia com amor e perdoe se não conseguiu ser-lhe imagem límpida de Cristo!

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