Páscoa em família, por uma nova terra mariana.

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Ir. M. Diná Batista de Souza – A primeira Páscoa dos judeus foi celebrada em família, dentro das casas dos israelitas (Ex 12). Hoje vivenciamos algo semelhante, quando dentro das nossas casas, com nossas famílias, celebramos a Páscoa cristã. Nossas casas se tornam pequenas igrejas, iluminadas com a luz da ressurreição de Cristo. Nossos corações, o altar onde adoramos em espírito e verdade Aquele que nos amou e se entregou por nós! (Jo 4, 23-24; 13,1)

De todos os lares cristãos, sobe ao céu o aleluia pascal, o canto da ressurreição, o canto da vitória. A Igreja realiza o ponto mais alto da sua expressão de fé, a celebração da Páscoa do Senhor, na sua essência, como igreja doméstica. Nas Igrejas de pedra, nos templos, nos altares, sacerdotes celebram sozinhos em nome da humanidade. As redes sociais encurtam a distância e se tornam pontes que unem a terra ao céu, que possibilitam estarmos unidos, mesmo separados fisicamente. É incrível como a Boa Nova ultrapassa séculos, milênios e vence todos os desafios! Cristo vive, ontem, hoje e sempre! ALELUIA!

Como as redes sociais, assim também a grande rede de Santuários-lares tomaram, neste tempo excepcional, uma importância fundamental. Realizou-se o que afirmava nosso Pai e Fundador, no ano de 1963:
“O coletivismo pode fechar ou destruir as igrejas, fechar ou destruir todos nossos Santuários. Mas os Santuários-lares ninguém pode destruir!”. (O nascimento do Santuário-lar, p. 94-95)

Nunca vivenciamos uma Páscoa tão separados e ao mesmo tempo tão unidos. Em comunhão com a Igreja, Schoenstatt em saída continuou sua missão. Correntes de oração nos santuários-lares, retiros online, horas de guarda, campanhas caritativas, empenho social, para que ninguém se sinta só. As dificuldades, vemos como tarefas e este desafio da pandemia tornou-se para nós a porta aberta de novas ações missionárias. Por isso, fazemos desta Páscoa, um canto de júbilo e alegria!

Contemplamos Maria, a Mãe, Rainha e Vencedora e em nossos Santuários-lares dizemos: Rainha do céu, alegrai-vos! Aleluia! O Senhor ressuscitou! Cristo venceu a morte! “Por suas feridas, fomos curados” (Is 52, 5).
Muito mais que a doença do corpo, a ressurreição de Cristo é para o mundo a cura completa do ser humano, adoecido pelas consequências do pecado. Por sua Paixão, Morte e Ressurreição, Cristo, Caminho, Verdade e Vida, toma sobre si nossas enfermidades, ele mesmo sofre as nossas dores e suas chagas são o preço da cura dos nossos pecados (Is 52, 4-6). Assim, aquilo que parecia o fim, tornou-se o início de uma nova criação regenerada no amor misericordioso do Pai. O mistério da Redenção continua a gerar em nossas vidas perplexidade e gratidão.

Ver as Igrejas vazias pode brotar um sentimento misto de tristeza e incompreensão dos fatos. Numa oração o Pe. Kentenich reza: “Quando teu Corpo Místico é desprezado, condenado à morte e considerado morto, irrompe nele a força divina que, vitoriosa, cria uma nova terra.”(Livro de Orações Rumo ao Céu, nº 326)

Esta oração ilumina a nossa Páscoa no contexto do Lema do ano do Brasil Tabor: “Unidos ao Pai e Profeta, por uma nova terra mariana!

Aproveitemos o momento da graça que passa em nossas vidas: celebrando a Páscoa em nossos lares, queremos viver também um processo pessoal de renovação interior, para que em nós surja esta nova terra mariana, o novo homem transfigurado. Abramos nosso coração para uma nova vida, deixando de lado aquilo que nos afasta de Deus. Coloquemo-nos sob a mão educadora de Maria. Ninguém como ela viveu e partilhou tão intensamente a dor da Paixão e a verdadeira alegria da Ressurreição!

Neste domingo de Páscoa, toda a Igreja do Brasil, unida aos países da América Latina e Caribe, atendendo à solicitação do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM) realizaremos, às 14 horas, o solene ato de consagração da nossa Pátria à Mãe de Deus. Neste 12 de abril, que recorda o histórico 12 de abril de 1894, quando a mãe do Pe. Kentenich, ao deixá-lo no Orfanato, em sua aflição se dirige a Maria e consagra o seu filho, também, em nossa aflição, consagramos o Brasil e todas as famílias a Maria. A ela confiamos que encontremos a solução para o controle e o fim desta pandemia.

Qual atitude pode nos ajudar a viver este tempo? Na Aliança de Amor, em Cristo e Maria, servimos a Igreja “de coração forte e semblante alegre”; e em nosso peregrinar terreno, a [Maria] confiamos o cuidado pela saúde e o sustento” (Rumo ao Céu, nº 564)

Em nossa família, Cristo ressuscitado cria uma nova terra mariana!
Alegremo-nos e exultemos, pois o Senhor ressuscitou verdadeiramente! Ele vive e está no meio de nós! Está em nós!

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