Pe. Alexandre: obrigado por acreditar na humanidade!

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Pe. Alexandre Awi: obrigado, Papa Francisco, por acreditar na humanidade!

Silvonei José e Andressa Collet – O superior-geral dos Padres de Schoenstatt, o brasileiro Alexandre Awi, não contém a emoção ao agradecer pelo legado de Francisco ao mundo: “simplesmente muito obrigado. E acho que isso a Igreja inteira diz. E não só a Igreja: esse muito obrigado é de toda a humanidade. Obrigado, Papa Francisco, por acreditar na humanidade. Talvez a grande dor que ele pode ter levado nessa partida é a falta de paz no mundo. Esperamos que ele possa interceder lá no céu por essa paz que a humanidade tanto precisa”

O Pe. Alexandre Awi Mello, presidente da Presidência Internacional de Schoenstatt, esteve visitando a Rádio Vaticano – Vatican News nestes dias tristes de despedida do Papa Francisco. Em entrevista concedida a Silvonei José nesta sexta-feira (25/04), véspera do funeral do Papa Francisco, ele refletiu sobre este momento histórico da vida da Igreja “com muita gratidão no coração e também com tristeza pela sua partida”. O brasileiro, que trabalhou com o cardeal Bergoglio em 2007, durante a Conferência de Aparecida, falou do seu sentimento neste momento de despedida:

“De muita pena, por perder essa pessoa que era um pai para nós, mas também para a humanidade – é como sentimento de perda de vê-lo última vez ali. Acho que é a saudade, que nós descrevemos tão bem em português e que é difícil dizer em outras línguas: a saudade de alguém com quem a gente teve a possibilidade de conviver, mas, ao mesmo tempo também, uma profunda gratidão. Começou a passar um filme na cabeça… fiquei um bom tempo lá dentro, recordando desde o primeiro encontro, depois quando tive a graça de acompanhá-lo na JMJ, depois quando me chamou aqui e todas as entrevistas que fez sobre a relação dele com Nossa Senhora. Começou a passar uma série de lembranças na minha cabeça e, por cada uma, agradecendo e também agradecendo pelas pessoas que graças a ele eu pude conhecer: tive a graça de, estando ali dentro, estavam todas as pessoas do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, do outro lado, rezando por ele, eles tinham vindo juntos.”

De fato, o Pe. Alexandre Awi foi secretário do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, antes de assumir a presidência dos Padres de Schoenstatt. Ele recorda emocionado que entrou no Vaticano justamente para essa função, descrevendo a oportunidade “como uma graça especial, com suas dificuldades como todos os trabalhos, mas uma oportunidade de servir a Igreja de maneira tão direta”.

A dimensão mariana de Papa Francisco

Na entrevista, o Pe. Alexandre também aborda a dimensão mariana do Papa Francisco, já que o brasileiro escreveu um livro sobre o tema com o próprio Pontífice, ele que “tinha um amor a Nossa Senhora muito simples”. A Igreja do Papa, continuou o brasileiro, tem muito de mariana, no sentido da misericórdia, da ternura e do amor: “ele amava Maria com o coração do povo. E sempre me recordo de uma frase, que ele já havia mencionado em 1974, quando era provincial dos jesuítas, ‘se você quer saber quem é Maria pergunte para os teólogos, mas se quiser saber como amar Maria, pergunte para o povo'”.

“Ele vê Maria como uma revolucionária da ternura e do afeto, porque ela era totalmente terna, totalmente mãe, totalmente acolhedora e, ao mesmo tempo, capaz de firmeza, de ser essa mulher forte. E toda a dimensão da mulher no Pontificado de Francisco vem daí, desse convencimento da importância de ter mulheres que são ao mesmo tempo fortes e mães, ou seja, são fortes porque também são educadoras, ternas e sabem acolher a vida do filho.”

O mundo precisa de pessoas como Francisco

O Papa Francisco, continuou o Pe. Alexandre, acredita no ser humano e no potencial do amor e por isso é capaz de integrar tantas pessoas, todos os que têm bondade no coração. E Silvonei José finalizou a entrevista com o Pe. Alexandre Awi, questionando o que gostaria de estar falando neste momento, ao pé do ouvido, do Papa Francisco. O brasileiro se emocionou muito e declarou:

“É difícil. Simplesmente muito obrigado. E acho que isso a Igreja inteira diz. E não só a Igreja: esse muito obrigado é de toda a humanidade. Estes dias me escreveu um amigo ateu e me disse assim: ‘você sabe que eu sou ateu, mas eu estou triste, porque o mundo precisa de pessoas como o Papa Francisco’. E, de fato, o mundo inteiro neste momento agradece. Obrigado, Papa Francisco, por acreditar na humanidade. Talvez a grande dor que ele pode ter levado nessa partida é a falta de paz no mundo. Esperamos que ele possa interceder lá no céu por essa paz que a humanidade tanto necessita.”

Ouça aqui

Fonte: VaticanNews

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